Dezenove anos após “banho”, Messi reencontra Yamal em final histórica

A classificação de Argentina e Espanha à final da Copa do Mundo fez com que fotos de 2007, que viralizaram há dois anos, voltassem a repercutir.

No ensaio fotográfico, realizado para um calendário beneficente produzido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com o jornal espanhol Sport, uma jovem estrela do futebol chamada Lionel Messi, então com 20 anos, dava banho – ou tentava – em um bebê de cinco meses.

A família daquela criança residia em Mataró, na Catalunha, uma das comunidades autônomas da Espanha. A mãe, Sheila, nasceu em Guiné Equatorial. O pai, Mounir, é marroquino. Eles foram sorteados para que o menino participasse da ação.

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Quase duas décadas se passaram até que uma publicação de Mounir nas redes sociais, em meio à Eurocopa de 2024, revelasse a identidade do neném na banheira: o craque espanhol Lamine Yamal.

Dezenove anos depois, os personagens daquele ensaio, registrado pelo fotógrafo Joan Monfort, estarão novamente frente a frente neste domingo (19), porém como adversários no maior jogo de futebol possível: uma final de Copa do Mundo.

O jogo será em Nova Jersey, nos Estados Unidos, a partir das 16h (horário de Brasília). 

Quando os destinos se cruzam

A história deles se cruza definitivamente após coincidências de carreira. Aos sete anos, Yamal foi levado ao Barcelona por Jordi Roura, então diretor de La Masia, como é conhecida a famosa academia de formação do clube.

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O jovem acompanhou de perto a trajetória de Messi na base do time espanhol, para onde migrou aos 13 anos, levado por Carles Rexach, à época dirigente dos Blaugranas (azul-grená, na tradução do catalão, apelido da equipe).

Lionel Messi, da Argentina, comemora mais uma classificação à final da Copa, após a vitória sobre a Inglaterra – Reuters/Brett Davis/Proibida reprodução

Ambos também pularam etapas e chegaram cedo à equipe principal do Barcelona e às respectivas seleções.

O argentino, aos 17 anos e três meses, estreou de maneira oficial no time adulto do Barça aos 38 minutos do segundo tempo de uma vitória por 1 a 0 sobre o Espanyol, em outubro de 2004, pelo Campeonato Espanhol. Messi substituiu o luso-brasileiro Deco, que marcou o gol do triunfo dos catalães.

A primeira vez com a camisa da Albiceleste (alviceleste, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina) foi aos 18 anos e um mês, em amistoso contra a Hungria, em 17 de agosto de 2005. A então jovem promessa entrou em campo aos 18 da etapa final, mas ficou apenas 47 segundos em campo. Tempo suficiente para acertar uma cotovelada no zagueiro Vilmos Vanczak e ser expulso.

Menos de um ano depois, porém, lá estava Messi na primeira das seis Copas do Mundo de sua carreira. A uma semana de completar 19 anos, o atacante foi a campo aos 30 do segundo tempo da vitória por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, no lugar de Maxi Rodríguez.

Ao contrário das outras estreias, o atacante desta vez balançou as redes, fechando o placar com o “gol um” dos 21 anotados em Mundiais, que o tornaram o maior artilheiro da história do evento.

Quando Yamal tinha 12 anos, uma reportagem do diário espanhol Marca o descreveu justamente como “uma cópia fiel” de Messi “em todos os aspectos: dribles, tabelas e finalizações”. Ele, porém, é ainda mais precoce.

Na primeira vez no time principal do Barcelona, o atacante tinha somente 15 anos e nove meses quando foi a campo, em 29 de abril de 2023, na vitória por 4 a 0 sobre o Real Betis, pelo Espanhol. Curiosamente, assim como o argentino, o jovem estreou aos 38 minutos da etapa final.

Outra marca de Yamal foi se tornar, aos 16 anos e pouco mais de um mês, o titular mais novo da história do Barça, ao iniciar o duelo contra o Cádiz pela liga nacional, em 20 de agosto de 2023.

Em questão de dias, veio a convocação à equipe principal da Espanha pelo técnico Luis de la Fuente – com quem já tinha trabalhado nas seleções de base – seguida pelo primeiro gol, na goleada por 7 a 1 sobre a Geórgia, em 8 de setembro.

Lamine Yamal, em 2024, comemora gol da seleção espanhola nas quartas de final do campeonato europeu sobre a Aleanha – Reuters/Heiko Becker/proibida reprodução

A Copa de deste ano é a primeira da joia catalã. Ao contrário de Messi, Yamal estreou em Mundiais já como titular e campeão europeu pela Fúria (apelido da seleção espanhola) em 2024.

O primeiro gol, que inaugurou o placar da vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, pela segunda rodada da fase de grupos, fez dele o oitavo jogador mais jovem a balançar as redes na história do torneio, aos 18 anos e 357 dias, superando em duas semanas a marca do próprio camisa 10 argentino.

Uma “quase” dupla de ataque

O curioso é que os dois poderiam estar lado a lado nesta Copa. Em 2004, ainda desconhecido em seu país, Messi tinha 17 anos e já era monitorado para representar a Espanha na base.

O empresário Horácio Gaggioli, natural de Rosário, assim como o craque argentino, entregou uma fita com lances dele a Claudio Vivas, auxiliar do então treinador da Albiceleste, Marcelo Bielsa.

Na ocasião, se um jogador atuasse por uma seleção de base em um jogo oficial, competitivo ou amistoso, ele ficava impossibilitado de representar outra nação. Por isso, a Associação de Futebol Argentino (AFA) organizou, às pressas, uma partida entre as equipes sub-20 do país e do Paraguai. Os hermanos venceram por 8 a 0 e foi justamente Messi, vestindo a camisa 17, quem fez o último gol.

No ano seguinte, Messi liderou a Argentina ao título do Campeonato Mundial sub-20, na Holanda. Decisivo, balançou as redes nos quatro jogos das fases eliminatórias.

Entre as “vítimas”, estiveram o Brasil nas semifinais (vitória por 2 a 1) e, ironicamente, a própria Espanha, que sofreu dois gols do craque no triunfo da Albiceleste por 3 a 1.

Se era o destino que Messi, de fato, vestisse a camisa argentina ao invés da espanhola, quis ele também que a despedida do camisa 10 em Copas do Mundo ocorresse justamente diante da Fúria e com Yamal – o bebê por ele “banhado” – do outro lado. Uma simbólica passagem de bastão para decidir o campeão deste Mundial de protagonistas.

 

Seleção brasileira de ginástica rítmica é convocada para Mundial

A Confederação Brasileira de Ginástica (CBF) definiu nesta quinta-feira (16) a lista de convocadas para o Mundial de Ginástica Rítmica, em Frankfurt (Alemanha), que distribuirá seis vagas para a Olimpíada de Los Angeles 2028 (LA28) – metade delas destinada à disputa de conjunto e o restante à competição individual. A Amarelinha chega embalada ao evento, após bons resultados no primeiro semestre deste ano. O Mundial ocorrerá de 12 a 16 de agosto.

 A técnica Camila Ferezin manteve boa parte do time que arrematou ouro e prata na etapa da Copa do Mundo de Milão Itália), no último fim de semana. Entre as convocadas estão Maria Eduarda Arakaki, Julia Kurunczi, Maria Paula Caminha, Nicole Pírcio e Sofia Madeira Pereira. Confira a lista completa ao fim do texto.

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Na competição individual, o Brasil será representado pelas ginastas Bárbara Domingos (Babi), Geovanna Santos da Silva (Jojô) e Maria Eduarda Alexandre. Em junho, o Brasil faturou oito medalhas no Pan-Americano de Ginástica, no Rio de Janeiro, sendo três delas de ouro. Jojô foi campeã no arco e na fita, e Babi nas maças.

Na edição do Mundial do ano passado, também no Rio, o conjunto brasileiro amealhou duas pratas.

Convocadas

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CONJUNTO

Julia Kurunczi (UNOPAR-PR)

Maria Eduarda Arakaki (Marista de Maceió-AL)

Maria Paula Caminha (GORBA-BA)

Mariana Vitória Pinto (AGIR-PR)

Nicole Pírcio (UNOPAR-PR)

Sofia Madeira (INCESP-ES)

Reservas: Mariane Giovacchini dos Santos (Espéria-SP) e Renata Brum Diniz (GRM-MG)

Treinadora: Camila Ferezin Resende

Assistentes técnicas: Bruna Rosa e Reni Karachomakova

INDIVIDUAL

Barbara Domingos (AGIR-PR)

Geovanna Santos da Silva (INCESP-ES)

Maria Eduarda Alexandre (AGITO-PR)

Treinadoras: Mayara Ehlke, Gizela Batista e Solange Paludo

Com gol no último lance, Botafogo bate Santos na volta do Brasileirão

A Copa do Mundo ainda não terminou, mas o Campeonato Brasileiro voltou. Duas partidas abriram a 19ª rodada na noite desta quinta-feira (16). O confronto de mais emoção ocorreu no Rio de Janeiro. No Nilton Santos, o Botafogo derrotou o Santos por 2 a 1, garantindo o triunfo no último lance.

O atacante Lucas Emanuel, do Botafogo, viveu uma noite inesquecível. Titular na estreia pelo time profissional, o garoto de 17 anos, que veio do time sub-17, balançou as redes e fez valer a aposta do técnico Franclim Carvalho. A vitória, por sua vez, foi carimbada com gol de outra cria da base: o também atacante Kadir, joia panamenha de 18 anos.

Com o triunfo, o Glorioso voltou à metade de cima da tabela de classificação. A equipe carioca foi a 25 pontos, ocupando provisoriamente o nono lugar. O Peixe, com 21, aparece em 16º, uma posição a frente da zona de rebaixamento, que reúne os quatro últimos colocados – o chamado Z-4.

Brasil vence anfitriã China e vai à final do Mundial de vôlei sentado

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As equipes ainda não puderam contar com os jogadores que disputaram a Copa. O volante Danilo, do Botafogo, e o atacante Neymar, do Santos, reapresentam-se apenas nesta sexta-feira (17).

Base decide para o Glorioso

No primeiro tempo, o Santos teve mais posse e presença ofensiva, mas apenas uma grande chance. Aos 23 minutos, o atacante Miguelito tabelou ao entrar na área e finalizou no canto esquerdo, mas parou em defesa do goleiro Léo Linck. A bola ainda bateu na trave antes de sair pela linha de fundo.

O Botafogo acabou sendo mais eficiente e aproveitou uma falha defensiva para sair na frente. Aos 40, o atacante Kauan Toledo desarmou o zagueiro Luan Peres na entrada da área e a bola sobrou para Lucas Emanuel, que tocou por cobertura na saída do goleiro Gabriel Brazão. Um golaço do estreante de 17 anos.

A etapa final iniciou com o Santos ainda mais agressivo. Aos cinco minutos, o meia Alvaro Barreal entrou na área pela esquerda e chutou cruzado. Léo Linck deu rebote e o atacante Thaciano, de frente para o gol, mandou por cima da meta, desperdiçando grande oportunidade.

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Principal nome santista na partida, Barreal foi recompensado aos 11. Após cobrança de escanteio, Léo Linck afastou parcialmente, mas trombou com o zagueiro Justino e ficou caído no gramado. Deu tempo para o meia argentino do Peixe chutar da entrada da área e aproveitar o gol vazio para deixar tudo igual.

O Santos quase virou aos 41. Léo Linck rebateu, para frente, o arremate do meia Gabriel Bontempo da entrada da área. O zagueiro Lucas Veríssimo se atirou de cabeça na bola para aproveitar, parando em mais uma defesa do goleiro. O lateral Gabriel Menino ainda pegou a sobra e, na cara do gol, ainda que sem ângulo, acertou a trave esquerda.

A oportunidade desperdiçada custou caro. No último lance, o zagueiro Marçal lançou Kadir desde o campo de defesa. Gabriel Brazão saiu da área para afastar a bola, mas chutou em cima de Luan Peres. Melhor para o atacante panamenho do Botafogo, que avançou em direção ao gol vazio e decretou a vitória do Glorioso.

Vitória afunda Vasco

No outro jogo desta quinta, o Vitória superou o Vasco por 1 a 0 no Barradão. O Leão rubro-negro, com os mesmos 25 pontos do Botafogo, fica atrás do Alvinegro carioca pelo saldo de gols e ocupa o 10º lugar. O Cruzmaltino é justamente a equipe que abre o Z-4, com 20 pontos.

Depois de um primeiro tempo de poucas emoções, o Vitória aproveitou a falha defensiva do Vasco para decidir a partida. Aos 23 minutos, o volante Cauan Barros foi desarmado na entrada da área por Diego Tarzia e a bola sobrou nos pés do também atacante Renato Kayzer. Revelado na base do time carioca, o camisa 79 fez valer a “lei do ex” e mandou para as redes.

Brasil vence anfitriã China e vai à final do Mundial de vôlei sentado

A seleção brasileira feminina está a uma vitória de conquistar o bicampeonato mundial consecutivo de vôlei sentado. Nesta quinta-feira (16), a Amarelinha selou a classificação com vitória na semifinal sobre a anfitriã China por 3 sets a 0 (25/22, 25/19 e 25/13). As brasileiras decidem o título contra a seleção dos Estados Unidos nesta sexta (17), a partir das 5h30 (horário de Brasília).

Uma das protagonistas da equipe Amarelinha em quadra foi a jogadora Suellen Dellangelica com 20 acertos. Janaína Petit foi a segunda maior pontuadora, com 13.

A seleção chega à final com 100% de aproveitamento. Venceu os três jogos da fase de grupos (contra Tailândia, Itália e França),  superou a Hungria nas oitavas e passou pela Ucrânia nas quartas.

Jogos Parasul-Americanos: Brasil e Argentina decidem futebol de cegos

Brasil anuncia jogadores que disputarão 3ª semana da Liga das Nações

Há quatro anos, no Mundial de Sarajevo (Bósnia e Herzergovina) as brasileiras faturam o título inédito com vitória na final sobre o Canadá, por 3 sets a 1.

Seleção masculina luta pelo bronze à 1h

A partir de 1h desta sexta (17), a seleção masculina entra em quadra para disputar o bronze contra o Cazaquistão. Os brasileiros perderam a chance da disputa inédita do título mundial, ao serem superados pela seleção da Bósnia e Hezergovina por 3 sets a 1  (20/25, 18/25, 25/23 e 10/25), nesta quina (17).  

Brasil e Argentina decidem futebol de cegos

O clima de Copa do Mundo estará presente no último dia dos Jogos Parasul-Americanos, que acontecem em Valledupar (Colômbia). Nesta quarta-feira (15), a partir das 18h (horário de Brasília), o clássico entre Brasil e Argentina decidirá o campeão do futebol de cegos. O evento tem transmissão ao vivo no canal do YouTube da Señal Colômbia, emissora pública local. 

O Brasil ainda não foi vazado na competição e ganhou quatro dos cinco jogos da primeira fase, que reuniu seis países e foi disputada em turno único. O último triunfo foi sobre o Peru, por 5 a 0, na última segunda-feira (13), em Agustín Codazzi, cidade a cerca de 62 quilômetros de Valledupar.

A equipe verde e amarela bateu Chile e Colômbia, ambos por 1 a 0, além de golear o Panamá por incríveis 18 a 0 na estreia. A única partida sem triunfo foi justamente contra a Argentina: empate sem gols pela terceira rodada.

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A rivalidade entre brasileiros e argentinos no futebol de campo é ainda mais acirrada na versão adaptada para atletas com deficiência visual. Tratam-se das únicas seleções a conquistarem as oito edições já realizadas do Campeonato Mundial. Cinco finais foram justamente entre os dois países. O Brasil levou a melhor em quatro (1998, 2000, 2014 e 2018), perdendo apenas em 2006.

A seleção verde e amarela é a maior vencedora do Mundial, com cinco títulos, o último justamente contra os hermanos, em 2018, em Madri (Espanha). Os argentinos, porem, são os atuais campeões. Na edição de 2023, em Birmingham (Reino Unido), eles venceram a China, que tinha eliminado os brasileiros na semifinal.

Antes dos Jogos Parasul-Americanos, Brasil e Argentina não se enfrentavam desde que ambas decidiram vaga à final da Paralimpíada de Paris (França), em 2024. Após o empate sem gols no tempo normal, os hermanos venceram nos pênaltis por 4 a 3. Cinco vezes medalhistas de ouro, os brasileiros caíram na semifinal paralímpica do futebol de cegos pela primeira vez.

A última final entre as duas equipes foi a da Copa América de 2022, em Córdoba (Argentina). Os donos da casa levaram a melhor nas penalidades, por 2 a 1, depois de as redes não balançarem durante o tempo normal.

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Mais que centenária

A campanha do Brasil nos Jogos Parasul-Americanos segue dominante. A última segunda foi o dia que a delegação mais obteve medalhas desde o começo do evento, há 11 dias. Foram 41 pódios, sendo 13 com brasileiro no topo, além de 17 pratas e 11 bronzes.

A delegação verde e amarela encerrou a segunda com 161 medalhas no total: 70 douradas, 57 prateadas e 34 bronzeadas. São 21 ouros a mais que a anfitriã Colômbia, segunda colocada no quadro. Na comparação com o último domingo (12), a novidade foi Argentina (21 topos de pódio) e Venezuela (16) ultrapassarem o Chile, que estava em terceiro.

O atletismo foi a modalidade que mais rendeu medalhas ao Brasil na segunda. Das 19 arrematadas nas provas de pistas e de campo, foram seis de ouro, sete de prata e seis de bronze. Destaque para a dobradinha feminina nos 400 metros da classe T12 (baixa visão), com vitória da capixaba Lorraine Aguiar, seguida pela rondoniense Ketyla Teodoro.

Também houve dobradinha nos 100 metros livre da natação na classe S14 (deficiência intelectual), com a mineira Ana Karolina Soares levando o ouro e a paulista Stephanie Ariodante ficando com a prata. A modalidade rendeu 14 medalhas ao Brasil na segunda.

Na bocha, que reúne esportistas com paralisia cerebral severa ou lesões medulares, os brasileiros conquistaram dois ouros, ambos no feminino. Pela classe BC2 (atletas que conseguem arremessar sem auxílio), a vitória foi da cearense Clarice Sobreira. Já a paulista Débora Bargas foi a campeã na classe BC3 (utilizam instrumentos para fazer as jogadas, como uma calha, e contam com o auxílio de um assistente sem deficiência, chamado calheiro).

Outro ouro veio no tiro com arco, na disputa por equipes mistas da classe W1 (atletas com deficiências graves em braços e pernas). A parceria ganhadora foi formada pela paranaense Juliana da Silva e pelo cearense Eugênio Franco – que foi o representante brasileiro mais velho nos Jogos de Paris, aos 64 anos.

Brasil anuncia jogadores que disputarão 3ª semana da Liga das Nações

A seleção brasileira masculina de vôlei entra em quadra nesta quarta-feira (15) contra a França, atual bicampeã olímpica, em Chicago  (Estados Unidos). Será o primeiro de quatro confrontos da terceira e última semana da fase preliminar (classificatória).  Nesta terça (14), o técnico Bernardinho anunciou os 14 atletas (veja lista completa ao fim do texto) que terão a missão de garantir a presença da Amarelinha na fase final da competição, em Ningbo (China). A Amarelinha sonha com o segundo título – o  primeiro foi obtido em 2021.

Até o momento, a seleção está fora da zona de classificação: ocupa a nona posição, com 13 pontos, um a menos que a Turquia (7ª) e Bulgária (8ª), ambas com 14. Das 18 seleções inscritas no torneio, apenas as sete primeiras colocadas ao término da fase preliminar (três semanas) avançam às quartas de final. A oitava vaga é reservada à China, por ser o país sede da reta final (quartas, semifinais e decisão do título).

Nesta semana decisiva, o Brasil não contará Douglas Souza (que se casou há cinco dias) e Lukas Bergmann, ainda não liberado pelo departamento médico -o atleta se recupera de uma lesão na coluna, ocorrida no fim de 2025. A única novidade no elenco que competiu nas primeiras semanas do torneio é a inclusão do ponteiro Maicon na lista de Bernardinho.

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Seleção feminina encara Japão nas quartas

Terceira colocada na fase preliminar, a seleção brasileira feminina de vôlei terá pela frente o Japão (6º) nas quartas de final da Liga das Nações. O duelo está programado para 22 de julho (uma quarta-feira), às 8h30 (horário de Brasília), em Macau (China). As brasileiras buscam o título inédito na competição.

Após a França, a Amarelinha terá pela frente os Estados Unidos na quinta (16), às 22h, e no dia seguinte, encara a Polônia, também às 22h. O último duelo será contra a China, no domingo (19), às 14h.

A relação de atletas relacionados por Bernadinho inclui Cachopa e Brasília (levantadores); Darlan e Bryan (opostos); Lucarelli, Adriano, Honorato e Arthur Bento (ponteiros);  Flávio, Judson, Pinta e Barreto (centrais); e Maique e Pureza (líberos). 

Os demais confrontos das quartas reunirão Estados Unidos (1º) e China – embora fora zona de classificação, o país asiático  garantiu a oitava vaga por ser anfitrião da fase final); a tricampeã Itália (2º) contra Holanda; e Turquia (4ª) contra Canadá (5ª).

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Jogos das quartas do torneio feminino

22/07 – 5h – Itália x Holanda 

22/07 – 8h30 – Brasil x Japão

23/07 – 5h – Turquia x Canadá

23/07 – 8h30 – Estados Unidos x China

Jogador da África do Sul que disputou a Copa do Mundo morre aos 25 anos e polícia revela investigação

Jogador da África do Sul que disputou a Copa do Mundo morre aos 25 anos; polícia investiga o caso

O futebol sul-africano está de luto após a morte do meia Jayden Adams, de 25 anos, atleta do Mamelodi Sundowns e integrante da seleção da África do Sul na Copa do Mundo. O corpo do jogador foi encontrado no último fim de semana em uma propriedade localizada na Cidade do Cabo.

As autoridades sul-africanas confirmaram a abertura de uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Até o momento, a causa do falecimento não foi divulgada.

Polícia aguarda conclusão das investigações

Em comunicado oficial, a polícia informou que um inquérito foi instaurado após a descoberta do corpo de um homem de 25 anos no sábado (11).

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Segundo as autoridades, todas as circunstâncias relacionadas ao caso seguem sendo apuradas e, por esse motivo, ainda não há informações sobre o que provocou a morte do atleta.

A família também aguarda o resultado da autópsia.

O pai de Jayden, Juanito Adams, afirmou que os familiares enfrentam um momento de profunda dor diante da perda inesperada do jogador.

Além disso, o ministro dos Esportes da África do Sul, Gayton McKenzie, pediu que a imprensa e a população evitem especulações até que a investigação seja concluída.

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Esposa presta homenagem emocionante

A morte do atleta gerou grande comoção nas redes sociais.

A esposa de Jayden, Aqueelah Chloe Adendorf, publicou uma homenagem emocionada ao marido, afirmando que perdeu não apenas o companheiro de vida, mas também seu melhor amigo e maior incentivador.

O casal deixa uma filha de cinco anos, Allaia-Jayda.

Jayden Adams disputou a Copa do Mundo

Jayden Adams fez parte do elenco da seleção da África do Sul na Copa do Mundo e participou das três partidas da equipe na fase de grupos.

Nas oitavas de final, diante do Canadá, o meio-campista permaneceu no banco de reservas durante a eliminação da seleção.

Um dos momentos mais marcantes de sua participação no torneio aconteceu antes da partida contra a República Tcheca. Poucas horas antes do jogo, Jayden recebeu a notícia da morte de seu avô. Mesmo diante da perda familiar, decidiu entrar em campo e ajudou a equipe sul-africana a conquistar um empate por 1 a 1.

Homenagens durante a Copa

A notícia da morte repercutiu rapidamente entre atletas, dirigentes e torcedores.

Antes das partidas entre Inglaterra e Noruega e Argentina e Suíça, válidas pelas quartas de final da Copa do Mundo, foi realizado um minuto de silêncio em homenagem ao jogador.

O gesto emocionou torcedores e integrantes das delegações presentes no estádio.

Trajetória no futebol

Natural da África do Sul, Jayden Adams iniciou sua formação nas categorias de base dos clubes Nelsons FC, Maties e Ajax Cape Town.

Posteriormente, ganhou destaque no Stellenbosch, clube pelo qual se consolidou no futebol profissional.

Em janeiro de 2025, foi contratado pelo Mamelodi Sundowns, uma das principais equipes do continente africano.

Pela equipe, participou da campanha que terminou com a conquista da Liga dos Campeões da CAF 2025/26, principal competição de clubes da África.

Em junho do ano passado, também enfrentou o Fluminense pela Copa do Mundo de Clubes, em partida encerrada com empate sem gols.

Futebol sul-africano lamenta a perda

A morte precoce de Jayden Adams provocou manifestações de pesar de torcedores, clubes e autoridades esportivas.

Enquanto familiares e amigos prestam as últimas homenagens ao atleta, a expectativa agora é pela conclusão da investigação policial e do laudo da autópsia, que deverão esclarecer as circunstâncias da morte.

Até que os resultados oficiais sejam divulgados, as autoridades reforçam que qualquer hipótese sobre a causa do falecimento deve ser tratada com cautela para evitar a divulgação de informações não confirmadas.

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Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos

A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de países europeus que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).

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Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.

Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.

A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.

À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).

Eficiência “furiosa”

Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.

As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.

Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.

Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.

A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.

Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.

Xeque-mate espanhol

A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.

Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.

E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.

Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.

A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.

Brasil vai às quartas do Mundial de vôlei sentado nos dois naipes

O aproveitamento do Brasil no Campeonato Mundial de vôlei sentado, em Hanghzou (China), permanece 100%. Na madrugada desta terça-feira (14), as seleções masculina e feminina se classificaram às quartas de final dos respectivos naipes.

As mulheres, atuais campeãs, não tiveram dificuldades para bater a Hungria por 3 sets a 0, em parciais de 25/3, 25/9 e 25/11. Já os homens, que miram um título inédito, encontraram um pouco menos de facilidade, mas venceram o Japão também por 3 a 0 (25/14, 25/14 e 25/19).

As duas seleções voltam a jogar na madrugada desta quarta-feira (15). O time feminino entra em quadra primeiro, às 4h (horário de Brasília), para enfrentar a Ucrânia, reeditando o confronto que também ocorreu nas quartas da última edição, há quatro anos, em Sarajevo (Bósnia e Herzegovina), com triunfo brasileiro na caminhada rumo ao título.

Jogador brasileiro morre na Irlanda após acidente com scooter elétrica

Após 36 anos, Copa volta a reunir apenas campeões nas semifinais

Mais tarde, às 7h, o Brasil mede forças com a Alemanha pelas quartas do torneio masculino. Vice-campeã nas duas últimas edições, a seleção verde e amarela busca um lugar nas semifinais pela terceira vez consecutiva.

Os campeões garantem vaga na Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Nos Jogos de Paris (França), em 2024, apenas Brasil e os anfitriões (que já tinham vaga) classificaram-se nos dois naipes. Entre os homens, a seleção ficou em sexto ─ o Irã conquistou o ouro pela quarta edição seguida. No feminino, as brasileiras, apesar de favoritas, terminaram em quarto. As norte-americanas levaram o título.

 

Brasileiros venceram o Japão no vôlei sentado Foto: World Paravolley/Divulgação

Jogador brasileiro morre na Irlanda após acidente com scooter elétrica

Jogador brasileiro morre na Irlanda após acidente com scooter elétrica; família faz campanha para trazer corpo ao Brasil

O futebol brasileiro está de luto com a morte do ex-zagueiro Saul Roberto Muniz Filho, de 40 anos. Revelado nas categorias de base do Comercial de Ribeirão Preto, o ex-atleta faleceu na cidade de Galway, na Irlanda, após sofrer um grave acidente enquanto conduzia uma scooter elétrica.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, o acidente aconteceu na noite da última sexta-feira. Saul sofreu um traumatismo cranioencefálico, foi socorrido e permaneceu internado por cerca de três dias em coma induzido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu nesta segunda-feira.

Família busca recursos para repatriar o corpo

Após a confirmação da morte, familiares e amigos iniciaram uma campanha de arrecadação para custear o traslado do corpo até o Brasil.

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A meta da campanha é arrecadar 24 mil euros, valor destinado às despesas com a repatriação e o sepultamento em Ribeirão Preto (SP), cidade onde Saul construiu boa parte de sua história no futebol. Até a divulgação das informações, a campanha já havia arrecadado aproximadamente 17 mil euros, equivalente a cerca de R$ 99 mil.

A mobilização tem recebido apoio de amigos, ex-companheiros de profissão e integrantes da comunidade brasileira que vivem na Irlanda.

Carreira começou no Comercial

Natural de Ituiutaba, em Minas Gerais, Saul mudou-se ainda jovem para Ribeirão Preto, onde iniciou sua trajetória nas categorias de base do Comercial Futebol Clube.

Em 2006, integrou o elenco que conquistou o vice-campeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior, um dos principais torneios de base do país.

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Como profissional, defendeu o Comercial nas temporadas de 2007 e 2010. Em sua segunda passagem pelo clube, disputou 28 partidas, marcou um gol e participou da campanha que garantiu o acesso do Leão do Norte para a Série A2 do Campeonato Paulista.

Além do Comercial, Saul também vestiu as camisas de Francana, Jaboticabal, Guariba e Morrinhos-GO antes de encerrar a carreira como jogador em 2012.

Nova vida na Irlanda

Depois de pendurar as chuteiras, Saul decidiu recomeçar a vida na Irlanda.

No país europeu, tornou-se barbeiro e empresário, conquistando reconhecimento entre a comunidade brasileira residente em Galway.

Além da atuação profissional, também desenvolvia trabalho voluntário junto à organização não governamental You in Africa, projeto voltado ao combate à fome e ao incentivo à educação de crianças e adolescentes no Quênia.

Comercial lamenta a morte do ex-zagueiro

A morte de Saul causou forte comoção entre ex-companheiros, dirigentes e torcedores.

Em nota oficial, o Comercial Futebol Clube lamentou profundamente o falecimento do ex-atleta e destacou sua contribuição para a história do clube.

“O Comercial Futebol Clube lamenta profundamente o falecimento de Saul Muniz, ex-atleta do clube. Zagueiro, Saul vestiu a camisa do Leão do Norte nas temporadas de 2007 e 2010, deixando sua contribuição à história alvinegra. Neste momento de dor, o Comercial se solidariza com familiares, amigos, ex-companheiros de profissão e todos que conviveram com Saul. Seu nome permanece registrado na memória da nação alvinegra.”

Comunidade do futebol presta homenagens

A notícia repercutiu entre clubes, atletas e torcedores que acompanharam a carreira do ex-zagueiro. Nas redes sociais, diversas mensagens de solidariedade foram publicadas em apoio aos familiares, que seguem mobilizados para viabilizar o retorno do corpo ao Brasil.

A trajetória de Saul Muniz ficou marcada não apenas por sua passagem pelos gramados paulistas, mas também pelo trabalho desenvolvido após o encerramento da carreira, quando passou a atuar como empresário e voluntário em ações sociais no exterior.

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