Quartas da Copa do Brasil Feminina terá clássico carioca Fla x Flu

Os confrontos de quarta de final da Copa do Brasil Feminina já estão definidos. Entre os duelos sorteados nesta sexta-feira (24) na sede da CBF no Rio de Janeiro está o clássico carioca Flamengo x Fluminense. Outro duelo regional será entre Ferroviária e Bragantino. Os demais embates serão Internacional x Atlético-MG e Bahia x São Paulo. 

A fase de quartas é a primeira com jogos de ida e volta. As partidas estão programadas para as semanas de 5 e 19 de agosto. Se houver empate no placar agregado, a classificação será definida em cobrança de pênaltis.

Além dos duelos, também foram sorteados hoje os mandos de campo. Flamengo, Ferroviária, Internacional e Bahia serão mandantes nos jogos da volta.

A Copa do Brasil teve início em abril com 66 times. O torneio é dividido em sete fases, com premiações em cada uma delas. Os clubes que avançarem às semifinais serão contemplados com R$ 140 mil cada. Na sequência, os classificados à final levarão R$ 200 mil. A premiação para o campeão será de R$ 1,1 milhão e vice receberá R$ 550 mil.

Quartas de final*

Flamengo x Fluminense

Ferroviária x Bragantino

Internacional x Atlético-MG

Bahia x São Paulo

* Clubes à direita serão os mandantes no jogo da volta

China surpreende EUA e vai à semi da Liga das Nações de vôlei feminino

A China se classificou em casa às semifinais da Liga das Nações de vôlei feminino ao surpreender os Estados Unidos nesta quinta-feira (23) em Macau, na maior zebra desta edição. Nona colocada na primeira fase, a equipe asiática venceu de virada as norte-americanas, até então líderes do torneio, por 3 sets a 2, com parciais de 25/15, 23/25, 20/25, 25/17 e 13/15.

Vale destacar que embora tenha encerrado a fase inicial fora da zona de classificação (oito primeiras colocadas), a China entrou nas quartas de final por ser o país-sede da fase final da competição, conforme prevê o regulamento. Sendo assim, além do time asiático, apenas as sete equipes primeiras colocadas na primeira fase avançaram às quartas.

A China vai brigar por uma vaga na final do torneio no próximo sábado (25), às 8h30 (horário de Brasília) contra a Turquia (4ª colocada na primeira fase). Também nesta quinta (23), a seleção turca impôs vitória de virada sobre o Canadá (5º), por 3 sets a 1 (22/25. 25/21, 25/21 e 25/17).  

Léo Figueiró assume seleção feminina de basquete após saída de Chatman

Veja a disputa das quartas de final da Liga das Nações Feminina

Semi Brasil x Itália às 5h de sábado

Em busca do título inédito, a seleção brasileira enfrenta a Itália, no jogo de abertura das semifinais, às 5h (horário de Brasília) de sábado (25).  Será o segundo confronto das equipes nesta edição. Em junho, a Amarelinha comandada pelo técnico José Roberto Guimarães levou a melhor no último jogo da primeira semana classificatória, em Brasília (DF). Com apoio da torcida, a seleção desbancou a Itália por 3 sets a 2.

Atual campeã da Liga e líder no ranking mundial, a equipe europeia tem sido uma pedra no caminho das brasileiras rumo ao título. No ano passado e também na edição de 2022, o Brasil amargou o vice-campeonato após revés para as italianas na final. Nas outras duas vezes em que a Amarelinha decidiu o título – 2019 e 2021 – acabou superada pelos Estados Unidos.

A seleção italiana é a maior campeã do torneio ao lado dos Estados Unidos. As europeias levaram os títulos de 2022, 2024 e 2025 e as norte-americanas os de 2018, 2019 e 2021.

As brasileiras, terceiras colocadas na primeira fase desta edição, se classificaram às semifinais na última quarta (22), com vitória de virada sobre o Japão (6º), por 3 sets a 1 (24/26, 25/22, 25/16 e 25/20).  Já a Itália avançou ao cravar 3 sets a 0 sobre a Holanda (7ª), também na quarta (22).

TV Brasil exibe semifinal da LBF entre Sampaio Basquete e Cerrado BRB

Liga das Nações: seleção feminina pega Japão na quarta em 1º mata-mata

Programação

SÁBADO (25)

Semifinais

5h – Brasil x Itália

8h30 – China x Turquia

DOMINGO (26)

4h30 – disputa de terceiro lugar

8h30 – final

Léo Figueiró assume seleção feminina de basquete após saída de Chatman

Nove dias após convocar a seleção brasileira feminina para o Campeonato Sul-Americano, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) anunciou nesta quinta-feira (23) a saída da técnica norte-americana Pokey Chatman, com pouco mais de 1 ano e meio no cargo. O substituto será Léo Figueiró, assistente técnico da seleção adulta que, em janeiro, passou a coordenar tecnicamente as categorias de base femininas do Brasil.

Figueiró se notabilizou como treinador dos times masculinos do Botafogo e do Vasco. No comando do Glorioso, foi campeão da Liga Sul-Americana em 2019.  Já à frente do Cruzmaltino, conduziu a equipe à Copa Super 8 (disputa dos oito melhores do primeiro turno do Novo Basquete Brasil-NBB) nas temporadas 2023/24 e 2024/25, assegurando presença no Campeonato Sul-Americano. No ano passado, Figueiró foi medalha de prata como assistente técnico da seleção feminina adulta na Fiba AmeriCupW, junto com Pokey Chatman, e foi campeão com a seleção masculina Sub-21 no Sul-Amricano.

“Assumir a seleção brasileira feminina é uma grande honra e uma responsabilidade que recebo com muita humildade. Venho acompanhando de perto o desenvolvimento do basquete brasileiro, especialmente através do trabalho que realizamos nas categorias de base. Conheço nossas atletas, nossa realidade e os desafios que temos pela frente. Agora, poder dar continuidade a esse trabalho na equipe principal é uma oportunidade que me deixa muito motivado”, disse Léo Figueiró, de 51 anos, que também integrou a comissão técnica masculina ao lado do croata  Aleksandar Petrovic no Pré-Olímpico de 2021.

Veja a disputa das quartas de final da Liga das Nações Feminina

TV Brasil exibe semifinal da LBF entre Sampaio Basquete e Cerrado BRB

O primeiro desafio de Figueiró no comando da Amarelinha será o Campeonato Sul-Americano, classificatório para a AmeriCupW, a Copa América do basquete feminino, a partir de 3 de agosto, em Zárate (Argentina).  O Brasil está no Grupo B, junto com Venezuela e Chile. Na outra chave estão Argentina, Colômbia, Paraguai e Uruguai.

Na primeira fase, as seleções se enfrentam entre si na mesma chave. Quem terminar na liderança do grupo, avança direto à semifinal. Já o segundo e o terceiro colocados disputarão o playoff para se classificar. O torneio distribuirá quatro vagas para a AmeriCupW de 2027, em El Salvador.

Veja a disputa das quartas de final da Liga das Nações Feminina

A seleção brasileira feminina de vôlei inicia na quarta-feira (22) a caminhada em busca do título inédito da Liga das Nações (VNL).

Terceira colocada na fase preliminar, a equipe comandada por José Roberto Guimarães enfrenta o Japão às 8h30 (horário de Brasília), em Macau, na China, por uma vaga nas semifinais. 

A última fase da Liga das Nações (VNL) Feminina de Vôlei conta com oito seleções na disputa. A final da competição está prevista para domingo (26), com a decisão do título.

TV Brasil exibe semifinal da LBF entre Sampaio Basquete e Cerrado BRB

Liga das Nações: seleção feminina pega Japão na quarta em 1º mata-mata

Além do confronto das brasileiras, as quartas de final da Liga das Nações terão os seguintes jogos:

22 de julho, às 5h – Itália x Holanda;

22 de julho, às 8h30 – Brasil x Japão;

23 de julho, às 5h – Turquia x Canadá;

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23 de julho, às 8h30 – Estados Unidos x China.

 

 

TV Brasil exibe semifinal da LBF entre Sampaio Basquete e Cerrado BRB

O Cerrado BRB venceu o Sampaio Basquete fora de casa no jogo 2 das semifinais da Liga de Basquete Feminino 2026 (LBF) e deixou tudo em aberto na disputa pela vaga na grande decisão.

A TV Brasil exibe, ao vivo, todas as emoções do terceiro e decisivo jogo da série nesta segunda-feira (20), a partir das 20h45, direto do Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís (MA). 

Após a vitória do Sampaio na partida de abertura e a reação do time candango no segundo confronto, a série semifinal está empatada em 1 a 1. Quem vencer o duelo desta noite carimba o passaporte para a grande final do torneio nacional. 

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Dono da melhor campanha na fase classificatória, o Sampaio Basquete conta com a vantagem de jogar perto de sua torcida em São Luís. Caso vença, a equipe maranhense chegará à decisão da liga pela quinta vez consecutiva. Já o Cerrado BRB tenta surpreender novamente fora de casa para alcançar uma vaga inédita na final. 

Do outro lado da chave, a semifinal já está resolvida: com duas vitórias sobre o Sesi Araraquara, o Unimed Campinas garantiu seu lugar na decisão. A equipe paulista aguarda o duelo desta noite para conhecer sua adversária na grande final. 

Entenda os Playoffs da LBF    

A fase reúne as oito melhores equipes da temporada regular, que avançaram para as quartas de final. O caminho até a taça funciona da seguinte forma:    

  • Quartas de Final: Disputadas em séries de melhor de três jogos.
  • Semifinais: Seguem a mesma estrutura de melhor de três.
  • Fase Final: A temporada é decidida em melhor de cinco partidas.    

A tela do esporte feminino

As transmissões da LBF integram a estratégia da EBC, gestora da TV Brasil, de valorizar o esporte feminino no país, ampliar o acesso das pessoas às competições e promover a aproximação entre o público do canal e a modalidade.

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Além dos duelos da LBF, a emissora também já está exibindo as partidas do Brasileirão Feminino de Futebol da Série A1. Durante o ano, além da elite da modalidade, a TV Brasil mostra as fases decisivas das Séries A2 e A3, a partir das semifinais, e traz para a tela as emoções dos confrontos finais das categorias de base com a disputa pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20.     

As competições ganham visibilidade ainda maior por meio da parceria com os canais que fazem parte da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e retransmitem a programação da TV Brasil em seus estados. Em 2025, a emissora também compartilhou com o público as emoções da Conmebol Copa América de Futebol Feminino.     

Ao vivo e on demand     

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seleção feminina pega Japão na quarta em 1º mata-mata

A seleção brasileira feminina de vôlei volta à quadra na próxima quarta-feira (22) contra o Japão no primeiro três jogos eliminatórios (mata-mata) até a conquista do título da Liga das Nações. Será o segundo confronto das equipes na competição: na fase classificatória, a Amarelinha levou a melhor sobre as asiáticas por 3 sets a 1. O duelo de quartas de final será em Macau (China), a partir das 8h30 (horário de Brasília). A seleção busca o título inédito no torneio.

Comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, a seleção chega embalada ao mata-mata, com o terceiro lugar na fase classificatória (nove triunfos e três derrotas). Já as japonesas encerram na sexta posição (venceram oito e perderam quatro jogos). Se avançar, o Brasil enfrentará na semifinal o vencedor da outra partida, entre Itália (vice-líder da primeira fase) e Países Baixos (7º), também programada para quarta (22), a partir das 5h.

Para a reta final da competição, a equipe brasileira terá de lidar com a ausência da central Julia Kudiess, que rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo na vitória sobre os Estados Unidos, na última partida da primeira fase. A atleta passou por cirurgia na última quinta (16) e segue em processo de recuperação. Para a vaga de Kudiess, o técnico José Roberto convocou Larissa Besen (Osasco).

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A sonhada taça da Liga das Nações

Atual vice-líder no ranking mundial, a seleção está empenhada em finalizar o torneio no topo do pódio, deixando para trás quatro vice-campeonatos. Nos dois últimos (2025 e 2022), o Brasil foi superado pela Itália, atual campeã e líder do ranking. Já em 2019 e 2021, o algoz foi os Estados Unidos.

Jogos de quartas de final

QUARTA  (22)

5h – Itália x Holanda 

8h30 – Brasil x Japão

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QUINTA (23)

 5h – Turquia x Canadá

8h30 – Estados Unidos x China

Espanha é bi com atacantes filhos de imigrantes

Entre os 26 jogadores do elenco espanhol que conquistou a Copa do Mundo de 2026 neste domingo (19), apenas um não nasceu no território do país. O zagueiro Aymeric Laporte, de 32 anos, nasceu na França e chegou a defender a seleção francesa nas categorias de base. No entanto, a segunda Copa levantada pela Espanha no futebol masculino está intimamente ligada a dois representantes da geração que veio ao mundo depois de os pais batalharem para emigrar ao país: Lamine Yamal e Nico Williams.

Yamal, de 19 anos, é a principal joia do futebol espanhol. O camisa 10 do Barcelona é considerado o grande craque em potencial da seleção, embora nesta Copa tenha marcado apenas um gol e o meio-campo Rodri tenha sido eleito o melhor jogador da competição. O jovem – que protagonizou ainda bebê uma foto com Lionel Messi que viria a se tornar icônica – é filho de pai marroquino e mãe guinéu-equatoriana. Ambos chegaram à Espanha ainda crianças, se conheceram adolescentes e foram pais precoces: Mounir Nasraoui, o pai, tem 34 anos e a mãe, Sheila Ebana, tem 35. À época, o casal, que não está mais junto, se estabeleceu no município de Mataró, na Catalunha.

Lamine Yamal comemora conquista em campo com a mãe Sheila, nascida em Guiné-Equatorial – por Reuters/James Lang/proibida reprodução

Williams, de 24 anos, é filho de pais ganeses. Felix Williams e María Arthuer deixaram o país africano já casados, em 1994 e tiveram que atravessar o Deserto do Saara para conseguir chegar em Melilla, enclave espanhol na costa mediterrânea do Marrocos. Lá, conseguiram asilo político até se estabelecerem em Pamplona, município que pertence à comunidade autônoma de Navarra, que faz parte do País Basco. Naquele momento, eles não sabiam que María estava grávida do primeiro filho, que viria a ser Iñaki, o irmão mais velho de Nico, que também é jogador e inclusive é companheiro de Nico no Athletic Bilbao.

Nico nasceu oito anos depois de Iñaki, que decidiu defender a seleção do país de origem dos pais e esteve nas últimas duas Copas jogando por Gana. Após a conquista do irmão mais novo, Iñaki publicou uma mensagem o parabenizando, dizendo que Nico havia deixado imigrantes como os pais deles orgulhosos de seus filhos.

Nico Williams festeja título mundial ao lado dos pais que deixaram Gana em busca de uma vida melhor na Espanha – por Reuters/Carlos Barria/Proibida reprodução

Assim que recebeu a medalha de campeão do mundo, Nico, que durante a partida foi decisivo dando o passe para o gol de Ferrán Torres, que deu o título à Espanha, entregou o prêmio à mãe María, numa cena emocionante.

A Espanha possui quase 50 milhões de habitantes, sendo praticamente 20% deles (9,8 milhões) nascidos fora do país. O governo espanhol é um dos poucos que mantém postura tolerante com relação a imigrantes e inclusive, em fevereiro, adotou medidas para regularizar pessoas que tenham chegado ao território da Espanha sem documentação mas que estivessem há pelo menos cinco meses no país e não tivessem antecedentes criminais.

Copa do Mundo 2030 celebrará centenário do torneio com 6 países-sede

Após 304 gols em 104 partidas, envolvendo 48 seleções em três países-sede, a Copa do Mundo de 2026 enfim terminou neste domingo (19). 

Para os que acharam incomum uma Copa do Mundo com três países-sede, a Copa do Mundo de 2030 irá surpreender novamente. Daqui a quatro anos, o torneio mais importante do futebol mundial terá partidas em seis países diferentes, em três continentes: Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai. A Copa deve ocorrer entre 8 de junho e 21 de julho.

As sedes da Copa de 2030 serão Espanha, Portugal e Marrocos. Os três países lançaram uma candidatura única, que foi vitoriosa. No entanto, esse será o ano em que se completam 100 anos da primeira Copa do Mundo, realizada no Uruguai, em 1930. Por essa razão, os uruguaios sediarão a cerimônia de abertura e a partida inaugural do torneio.

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Enquanto o Uruguai recebe o início do torneio em homenagem à primeira Copa e também por ter sido o primeiro campeão da história, a Argentina receberá a primeira partida da sua seleção na Copa 2030. 

Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), os argentinos receberão um jogo “em reconhecimento ao papel da Argentina como finalista e vice-campeã da edição de 1930”. A seleção do Paraguai também receberá em casa o primeiro jogo de seu grupo. O país não teve participação marcante na primeira Copa da história, sendo eliminado na fase de grupos, mas é a sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

“Um jogo será disputado no Paraguai em reconhecimento ao papel do Paraguai como sede da Conmebol, a primeira e única confederação existente na época da edição de 1930”, justificou a Fifa.

Dessa forma, os seis países anfitriões de jogos da Copa já têm vaga garantida no torneio. Argentina, Uruguai e Paraguai estão classificados automaticamente na cota de distribuição de vagas da América do Sul. Espanha e Portugal também têm vaga garantida na cota europeia e Marrocos pela cota da Confederação Africana de Futebol (CAF).

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No entanto, isso não significa que os demais países da América do Sul terão menos vagas em disputa nas eliminatórias. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, estuda a ampliação de participantes do torneio para 64 seleções. Não há nada certo, mas após a final que consagrou a Espanha campeã, ele deu entrevista ainda no gramado afirmando que a Copa com 48 seleções foi “um sucesso”.

Caso essa expansão se confirme, consolidará a fase de 16-avos de final e a participação de países menores e sem tradição no futebol. Daí poderão surgir mais surpresas positivas, como foi Cabo Verde, e outros times menos competitivos, como foi Curaçao, Iraque e Uzbequistão, que não conquistaram nenhuma vitória. 

Mbappé confirma artilharia da Copa do Mundo e repete marca de 56 anos

O atacante Kylian Mbappé terminou a Copa do Mundo de 2026 como artilheiro. O francês marcou dez gols e se beneficiou de Lionel Messi, principal concorrente, que passou em branco na final desse domingo (19), em Nova Jersey (Estados Unidos), na vitória da Espanha por 1 a 0. O argentino finalizou a competição com oito bolas na rede.

O feito do camisa 10 dos Bleus (azuis, na tradução do francês, apelido da seleção) foi histórico por duas razões. Esta foi a primeira vez que um jogador terminou duas Copas seguidas como goleador. Mbappé foi o artilheiro da edição passada, em 2022 (Catar).

Além disso, desde 1970, o artilheiro da Copa não marcava, pelo menos, dez gols. O último tinha sido o alemão Gerd Muller, no Mundial do México. O próprio Mbappé esteve perto da marca no Catar, quando marcou oito gols. Mesmo número do brasileiro Ronaldo no Mundial de 2002, no Japão e na Coreia do Sul.

Espanha domina Argentina, vence na prorrogação e leva o bi da Copa

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A disputa de terceiro lugar, no sábado (18), foi crucial para Mbappé superar Messi na artilharia. Os dois chegaram ao fim de semana com oito gols, mas o argentino aparecia à frente na estatística por ter mais assistências. O camisa 10 francês, porém, marcou duas vezes na derrota para a Inglaterra, por 6 a 4, em Miami (Estados Unidos), isolando-se na ponta.

Os gols também elevaram Mbappé ao posto de maior artilheiro da história das Copas. Ele chegou a 22 e ultrapassou Messi, que parou nos 21. O argentino tinha assumido a liderança na primeira rodada, deixando o alemão Miroslav Klose (16) para trás ao marcar três vezes na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, em Kansas City (Estados Unidos), e lá ficou, até sábado.

Feitos espanhóis

Além do título que recolocou o país no topo do futebol após 16 anos, a Espanha atingiu outros feitos históricos na conquista de domingo. Ao terminar a competição vazada uma única vez, a Fúria (apelido da seleção espanhola) se tornou a campeã mundial com melhor defesa em todos os tempos.

O capitão espanhol, o volante Rodri, foi escolhido o melhor jogador da Copa 2026 – REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução

A marca anterior (dois gols sofridos) pertencia à França de 1998, à Itália de 2006 e à própria Espanha campeã em 2010. O goleiro Unai Simon – que ficou 648 minutos sem ser vazado, o novo recorde dos Mundiais – e o zagueiro Pau Cubarsi foram escolhidos pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) como os melhores goleiro e jogador jovem da Copa, respectivamente, enquanto o volante Rodri ganhou como craque da competição.

Sede da próxima edição, em 2030, ao lado de Portugal e Marrocos, a Espanha será a primeira nação a disputar uma Copa em casa sendo a atual campeã. Curiosamente, se o título fosse para a Argentina, o argumento também seria válido, pois os sul-americanos receberão um dos jogos do Mundial – assim como Uruguai e Paraguai. Segundo a Fifa, trata-se de uma homenagem ao centenário do evento, realizado desde 1930.
 

Espanha domina Argentina, vence na prorrogação e leva o bi da Copa

Foram 16 anos de espera até que uma nova e talentosa geração recolocasse a Espanha no topo do futebol. Muitos dos ídolos da conquista de 2010, na África do Sul, estiveram em Nova Jersey neste domingo (19). Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta – autor do gol daquele título – e até mesmo Joan Capdevilla, liberado de última hora para viajar aos Estados Unidos e que chegou lá a tempo de se emocionar com a sonhada segunda estrela. Sim, a Fúria (apelido da seleção espanhola) é, mais uma vez, campeã da Copa do Mundo.

Os espanhóis tiveram pela frente os atuais donos da taça. A vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação, após um verdadeiro “amasso” durante 120 minutos de jogo, colocou a seleção europeia no grupo seleto de bicampeões mundiais, que também tem Uruguai e França – além, claro, daqueles com três ou mais títulos, como os próprios argentinos e, o maior de todos os ganhadores e único penta, o Brasil.

Diferentemente de 2010, o herói do título saiu do banco de reservas. Mas, Ferran Torres e Iniesta têm algo em comum. No momento em que decidiram a Copa para a Espanha, ambos representavam o Barcelona. Ao contrário do ex-meio-campista, revelado no clube catalão, o atacante de 26 anos é cria do Valência e passou pelo Manchester City (Inglaterra) antes de chegar ao Barça.

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Brasil cai na 1ª fase da Liga das Nações de vôlei masculino

Com a sexta menor média de idade da Copa (26,2), a Fúria deixou um recado claro para 2030, quando será uma das sedes: é favorita para buscar o tri. Afinal, possui nomes como os meias Gavi e Pedri e o atacante Nico Williams – que sequer terão completado 30 anos – a caminho do terceiro Mundial. Mesmo os veteranos do elenco, como o volante Rodri (terá 34 anos) ou o lateral Marc Cucurella (32), podem muito bem chegar lá.

E o que dizer de Lamine Yamal? O atacante de 19 anos é o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo, que tinha 17 anos no tetra, em 1994. Detalhe: o brasileiro nem a campo foi naquela campanha, enquanto Yamal é simplesmente a estrela da companhia espanhola – apesar de atuação discreta neste domingo. O craque se tornou, também, o quarto mais novo da história a vencer uma Copa. O líder da estatística? Pelé, na Suécia, em 1958, com 17 anos e 249 dias.

A Espanha ainda atingiu dois marcos históricos com a conquista deste domingo. É a primeira vez que um país assegura, de forma simultânea, os títulos mundiais em ambos os gêneros. A Fúria foi a campeã do mundo feminina em 2023, na edição realizada na Austrália e na Nova Zelândia. No ano que vem, o Brasil sediará a Copa das mulheres. Será a vez das espanholas tentarem manter a unificação das taças.

Além disso, a Espanha tornou-se a seleção com mais jogos de invencibilidade na história – e justamente em uma final de Copa. Com o triunfo sobre a Argentina, são agora 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021. Curiosamente, a série positiva teve início contra o Brasil de Dorival Júnior, em um empate por 3 a 3, em 26 de março de 2024, na capital Madri.

Do lado argentino, frustração pelo adiamento do sonho do tetra e do desejo de “vingar” a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, quando Diego Maradona foi suspenso durante o torneio por doping. Sem esquecer do adeus de Lionel Messi às Copas. Aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, o camisa 10 se despede com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história do evento, com 21 gols.

Durante boa parte da Copa, Messi liderou a estatística, assumida na estreia, na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia. Ele, porém, foi ultrapassado no último sábado (18) pelo também atacante Kylian Mbappé. O francês chegou a 22 gols na derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, em Miami (Estados Unidos), na disputa do terceiro lugar.
 

Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Final – Spain v Argentina – New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. – July 19, 2026 Spain’s Rodri kisses the World Cup trophy during the trophy presentation REUTERS/Dylan Martinez – REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução

Futebol? Teve pouco

Depois de um sábado repleto de gols e ainda com a memória da movimentada final de 2022, com quatro gols no tempo normal e dois na prorrogação, a expectativa era de um primeiro tempo tão animado quanto neste domingo. Bem longe disso. Com atuações abaixo do que podem apresentar, Espanha e Argentina demonstraram nervosismo e não saíram do zero.

A Fúria teve a iniciativa e as únicas oportunidades de gol, ainda que nenhuma dela realmente clara. Aos quatro minutos, Yamal tabelou com o meia Dani Olmo, invadiu a área pela direita e finalizou, mas o chute desviou no zagueiro Lisandro Martínez e facilitou a defesa de Dibu Martínez.

Corta, então, para os 38 minutos, quando o meia Fabian Ruiz acionou Olmo na entrada da área e o meia, com um leve toquinho de calcanhar, ajeitou para Mikel Oyarzabal, de frente para o gol. O atacante poderia ter devolvido para Ruiz, que passava sozinho pelas costas da marcação na esquerda, mas tentou o chute de primeira, parando em Dibu.

Já aos 42, foi a vez do lateral Marc Cucurella, acionado pela esquerda, bater cruzado, de fora da área, e mandar a bola rente à trave. Foi o último lance de perigo da primeira etapa. A Argentina não conseguiu efetuar nenhuma finalização antes do intervalo.

SOCCER-WORLDCUP-ESP-ARG/, por Reuters/Jeenah Moon/Proibida reprodução

Ataque contra defesa

A pressão espanhola se intensificou na volta para o segundo tempo. Com menos de um minuto, o volante Ezequiel Paredes – que tinha acabado de entrar, no lugar do meia Nico González – errou o passe na intermediária e a bola ficou com Alex Baena. O atacante carregou até a entrada da área e arrematou no canto esquerdo, mas Dibu se esticou para agarrar.

Sem deixar os argentinos passarem do meio-campo, a Espanha encurralava os sul-americanos com marcação, pressão e troca rápida de passes, procurando espaço para finalização. Como aos 18, quando Olmo recebeu do meia Pedri (que substituiu Fabián Ruiz) na entrada da área e chutou. Dibu salvou e evitou o primeiro gol.

Três minutos depois, foi a vez de Yamal ser lançado na área pela direita e fazer o cruzamento praticamente em cima da linha de fundo. O atacante Ferran Torres – que entrara em campo um pouco antes, no lugar de Oyarzabal – conseguiu a cabeçada, mas mandou em cima do goleiro da Argentina.

A Espanha não diminuía o ritmo. Aos 31, o zagueiro Pau Cubarsi apareceu no ataque e arriscou da intermediária. Dibu deu rebote e o meia Mikel Merino – outra novidade do técnico Luis de la Fuente para o segundo tempo, no lugar de Olmo – teve a chance de concluir na pequena área. O chute, porém, acabou saindo alto e muito para o lado esquerdo, quase saindo pela linha lateral.

Se a missão da Argentina estava complicada no 11 contra 11, ela ficou mais difícil aos 47 do segundo tempo. Em disputa no meio-campo, o volante Enzo Fernández acertou uma entrada forte em cima de Cubarsi e recebeu o segundo amarelo. A primeira expulsão em uma final de Copa desde o francês Zinedine Zidane na decisão de 2006, na Alemanha, contra a Itália.

Aos 52, a Espanha teve uma última oportunidade, em cobrança de falta de Yamal, próxima à meia-lua. O atacante buscou o ângulo esquerdo, mas a bola saiu um pouco mais baixa que o esperado. Dibu se esticou e espalmou, mais uma vez salvando os hermanos e levando o duelo para a prorrogação. A primeira dos espanhóis e a terceira dos argentinos na Copa.

Tentativa de pênaltis

A estratégia da Argentina era clara: diminuir o quanto fosse possível o ritmo para desequilibrar a Espanha e tentar forçar uma decisão para os pênaltis. Dibu precisou trabalhar logo aos dois minutos, defendendo uma cabeçada de Nico Williams (que entrou no lugar de Baena) na pequena área, após levantamento de Pedri.

Três minutos depois, o lateral Pedro Porro recebeu na direita e cruzou rasteiro para a área. Merino ganhou a dividida contra o zagueiro Nicolás Otamendi (que substituiu Lisandro Martínez, contundido, no fim do primeiro tempo) e a bola sobrou com Nico Williams, que mandou para as redes. O gol foi anulado por falta de Merino, para desespero da Espanha.

Aos 12, mais uma vez, Nico Williams chamou o jogo. Agora na ponta esquerda. O atacante cruzou na medida para Merino, que desviou de cabeça e mandou a bola rente à trave. Foi a 19ª finalização espanhola na partida, contra nenhuma – sim, nenhuma – dos argentinos até aquele momento.

Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Final – Spain v Argentina – New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. – July 19, 2026 Spain’s Ferran Torres celebrates scoring their first goal REUTERS/Kai Pfaffenbach – REUTERS/Kai Pfaffenbach/Proibida reprodução

Para a história

A insistência da Fúria foi, enfim, coroada no primeiro ataque do segundo tempo da prorrogação: cruzamento de Pedro Porro da direita, ajeitada de Nico Williams para atrás na pequena área e Ferran Torres, de primeira, chutando forte para superar a “catimba” argentina e colocar a Espanha à frente.

O próprio Ferran chegou a balançar as redes pouco depois, aos sete minutos, ao finalizar na saída de Dibu. O lance, contudo, foi anulado por impedimento do atacante no momento da assistência de Yamal.

Somente aos nove minutos a Argentina conseguiu registrar uma finalização, em cruzamento perigoso de Messi pela direita, que quase surpreendeu o goleiro Unai Simon. Dois minutos depois, o camisa 10 assustou novamente, ao acertar um chute forte que só não foi em direção ao gol porque explodiu no rosto de Merino.

Nos instantes finais, a pressão mudou de lado e passou a ser da Argentina, em sequenciais cobranças de escanteio. Mas a Espanha, com somente um gol sofrido na Copa, segurou-se bem o suficiente para garantir a taça.

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