Goleiro Vozinha brilha contra a Espanha e vira destaque na Copa

Um apelido ecoou no mundo inteiro nesta segunda-feira (15): Vozinha. O goleiro de Cabo Verde é um desses jogadores de futebol que, em tempos em que muitos fazem questão de jogar com nome e sobrenome, ainda vai a campo utilizando um apelido curioso.

A exibição perfeita de Vozinha impediu que a Espanha – segunda colocada no ranking da FIFA – abrisse o placar e segurou o empate em 0 a 0 na partida em Atlanta, nos Estados Unidos, e multiplicou sua fama em apenas 90 minutos.

Josimar José Évora Dias nasceu na cidade de Mindelo, no arquipélago de Cabo Verde, em 3 de junho de 1986, período em que o México sediava a Copa do Mundo.

NBA: Tiago Splitter é anunciado como novo técnico do Chicago Bulls

Rival do Brasil na Copa, Haiti celebra a esperança em meio à crise

Natural, então, para o pai fanático por futebol, que o recém-nascido tivesse o nome de um jogador daquele Mundial. O pai queria colocar Valdano, atacante argentino. As autoridades cartoriais de Cabo Verde não deixaram. Daí, a segunda opção foi batizar de Josimar, em homenagem ao lateral-direito brasileiro naquela Copa.

Na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, ele não levava desaforo para casa. Jogando bola, detestava tomar gols e voltava para casa bravo se perdia uma simples pelada. Os amigos não perdoavam, passaram a dizer que Josimar estava indo reclamar para seus avós – já que era criado por eles. Assim, virou Vozinha. Um apelido irritante na infância, mas que pegou rapidamente na ilha.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Começou a jogar em times locais, como Batuque e o Mindelense, com o nome de Josimar. Mas depois foi atuar em Angola, no Progresso Sambizanga e lá já tinha um goleiro com o mesmo nome. Entre virar Josimar Segundo ou adotar oficialmente o Vozinha, prevaleceu a segunda opção.

Neymar vai a campo pela primeira vez em treino da seleção brasileira

Neymar faz novo exame e segue sem treinar na seleção brasileira

Aos 40 anos, quando muitos já penduraram as luvas, Vozinha continua atuando em alto nível. Já jogou em times da Moldávia, do Chipre, da Eslováquia e agora está no Chaves, da 2ª Divisão de Portugal. É goleiro da Seleção de Cabo Verde desde 2012, participou quatro vezes da Copa Africana de Nações e já soma 90 jogos com a camisa 1.

Vozinha tem algumas ligações com o Brasil: um irmão que mora no Recife, gosta das novelas, da música e dos craques brasileiros do penta.

Lucinha Nobre, porta-bandeira de destaque no carnaval carioca e bisneta de caboverdiana, é amiga do goleiro. Ela já foi seis vezes ao arquipélago de Cabo Verde, participar do chamado Carnaval de Verão, que ocorre justamente na cidade natal do goleiro

“Vozinha é uma lenda em Cabo Verde. Ele é de Mindelo, a família dele é de lá. Tenho prazer de ter amizade com ele. Ele estava em Portugal e se preparou para a Copa. É um grande destaque. Fico feliz que hoje as pessoas tenham oportunidade de conhecê-lo. Ele tem a mão pesada”, diverte-se ao contar sobre o amigo.

A caboverdiana Lourença Brites dos Santos, que mora no Rio de Janeiro, não tem dúvidas, “Vozinha é muito melhor que o Allison!” – declarou, eufórica, antes mesmo do apito final do árbitro.

Ao deixar o gramado em Atlanta, carregando o troféu de melhor jogador em campo, Vozinha disse aos repórteres que sonhou a vida inteira com este momento. O goleiro já sabe que quando voltar ao arquipélago será reverenciado por todos os 530 mil compatriotas e que, definitivamente, o controverso apelido ficará eternizado na história das Copas.

Numa Copa do Mundo em que todo mundo quer ver Mbappé, Messi, Vinícius Júnior, Vozinha virou celebridade global e alcançou 7 milhões de seguidores nas redes sociais logo após a partida. Agora, a expectativa é como será a próxima atuação do “paredão” caboverdiano contra o Uruguai, dia 21 de junho, às 19 horas (horário de Brasília).

Tiago Splitter é anunciado como novo técnico do Chicago Bulls

Uma das franquias mais populares da liga de basquete dos Estados Unidos (NBA) terá um brasileiro no comando. Nesta terça-feira (16), o ex-pivô Tiago Splitter foi anunciado como técnico do Chicago Bulls.

O paranaense de 41 anos estava no Portland Trail Blazers. Ele iniciou a temporada recém findada (2025/2026) como auxiliar do técnico Chauncey Billups. O treinador, porém, foi preso pelo Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) acusado de ligação com um esquema de manipulação de resultados. Com isso, o brasileiro assumiu interinamente o comando da equipe.

Com Splitter a frente, o Trail Blazers venceu 42 jogos (dos 82) da temporada regular e se classificou, pela primeira vez desde 2021, aos playoffs da NBA. Pelas quartas de final da Conferência Oeste, a franquia não resistiu ao San Antonio Spurs – que, posteriormente, acabaria com o vice na competição, superado pelo New York Knicks na final.

Rival do Brasil na Copa, Haiti celebra a esperança em meio à crise

Neymar vai a campo pela primeira vez em treino da seleção brasileira

Antes do Portland, Splitter treinou o Paris Basketball, sendo campeão francês na temporada 2024/2025. Ele também foi auxiliar do Houston Rockets e do Brooklyn Nets. Como jogador, o ex-pivô jogou sete anos na principal liga do mundo, em Philadelphia 76ers, Atlanta Hawks e, principalmente, Spurs. Foram quatro temporadas representando a equipe de San Antonio e um título, em 2014, que o tornou o primeiro brasileiro a vencer a NBA.

“O Bulls representa tudo que amo sobre o jogo. Carrega uma tradição orgulhosa, uma cidade apaixonada e um grupo de atletas jovem e faminto, pronto para crescer”, declarou o treinador, ao site da franquia.

O brasileiro assume o cargo no lugar de Billy Donovan, que comandava o Bulls desde 2020, mas levou o time às fases finais da NBA somente uma vez, na edição 2021/2022. A equipe tem seis títulos, todos conquistados na década de 1990, sob a liderança do astro Michel Jordan. Na temporada 2025/2026, o time de Chicago teve 31 vitórias e 51 derrotas.

Neymar faz novo exame e segue sem treinar na seleção brasileira

Cabo Verde segura Espanha e estreia em Copas com empate histórico

Rival do Brasil na Copa, Haiti celebra a esperança em meio à crise

O pequeno país caribenho será o próximo adversário do Brasil pelo Grupo C da Copa do Mundo na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), na Filadélfia (Estados Unidos). A seleção haitiana entrará em campo com um novo uniforme, sem referência à luta anticolonial, por exigência da Fifa. Fora de campo, Brasil e Haiti tem relações que vão além do futebol, passam pela cultura, acolhimento humanitário e ações de solidariedade.

No ranking da Fifa as duas seleções estão em extremos opostos, com o Brasil em sexto lugar e o Haiti na lanterna. Os Les Grenadiers (Os Granadeiros), apelido da equipe haitiana, retornam ao Mundial 50 anos depois da primeira participação, em 1974. Uma feito histórico, em meio à grave crise política e humanitária no país, agravada por desastres naturais, como o terremoto de 2010.  

Orgulhosos da trajetória nas eliminatórias, os Granadeiros – referência a soldados que lançavam granadas – acreditam que o futebol é capaz de unir e de ser motivo de celebração.

Neymar vai a campo pela primeira vez em treino da seleção brasileira

Neymar faz novo exame e segue sem treinar na seleção brasileira

“Estou sorrindo porque precisamos manter o pensamento positivo: podemos competir neste nível”, disse o meia Jean-Ricner Bellegarde, em entrevista à Fifa, após a a estreia contra a Escócia, no último sábado (13). A seleção haitiana foi derrotada por 1 a 0, apesar de ter dominado a partida, passando quase metade do jogo (47%) com a bola nos pés.

Dentro das quatro linhas, o encontro entre Brasil e Haiti também celebra o futebol como instrumento de uma cultura de paz. Por anos, o Haiti foi um dos países onde a seleção brasileira mais conquistou fãs, que coloriam ruas e casas de verde-amarelo a cada Copa.

Cabo Verde segura Espanha e estreia em Copas com empate histórico

Confira os jogos desta segunda-feira pela Copa do Mundo 2026

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Em um dos momentos mais emblemáticos, em 2004,  a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil levou estrelas como Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho para um amistoso em Porto Príncipe, a capital haitiana. O “Jogo da Paz”, como foi chamado, marcava o início de uma campanha de desarmamento no país, após intensos conflitos armados. A ideia era criar um laço entre a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, comandada pelo Brasil, e a população local.

Técnico da seleção brasileira à época, Carlos Alberto Parreira lembra do cenário antes da partida, durante o deslocamento do comboio da seleção até o estádio. “Eram pessoas aglomeradas nas ruas, dos dois lados, em áreas muito pobres, favelas mesmo, mas com sorriso, acenando”, contou.

“Eles conheciam todos os jogadores, chamavam pelo nome Ronaldo, Ronaldinho, não paravam. Naquele momento, naquelas horas, o país esqueceu a guerra”, recordou o treinador, campeão mundial com a Amarelinha em 1994. 

Com a classificação histórica para esta edição da Copa, passados mais de 20 anos após o Jogo da Paz, os haitianos endereçam agora sua torcida aos heróis nacionais. Entre eles, o centroavante Duckens Nazon, artilheiro dos Les Grenadiers, com 44 gols em mais de 80 jogos. No fim do ano passado, Nazon disse à Fifa que os haitianos mereciam alegria e felicidade e isso justificava sua dedicação ao time. Nazon, nascido na Europa, como outros jogadores haitianos, foi decisivo na classificação, fazendo três gols em uma única partida.

Artilheiro da seleção haitiana, Duckens Nazon foi decisivo na classificação para a Copa do Mundo, ao anotar um hat-trick (três gols) no empate em 3 a 3 contra a Costa Rica, pelas eliminatórias – Reprodução Instagram/NAZON

Situação política no Haiti

Desde a independência, a estabilidade no Haiti é incompatível com os interesses estrangeiros representados por elites locais e um fator de desestabilização, avaliou o professor de História Gabriel Léccas, que pesquisa a revolução haitiana. O país é governando pelo primeiro ministro Alix Didier Fils-Aimé, apoiado pelos Estados Unidos, e convive com grupos políticos armados que controlam a capital.

O quadro reflete novas relações coloniais impostas por potências e seus interesses econômicos no pequeno país, acrescentou Léccas, que também é mestre em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 

Após uma revolução liderada por pessoas escravizadas, o Haiti conquistou a independência em 1804, fato que gera incômodo até os dias de hoje, a ponto de a própria Fifa vetar menção à revolta na camisa da seleção haitiana, que precisou substitui-la.

“A exigência da retirada da imagem, tanto pelo Comitê Olímpico Internacional [COI}, nos Jogos de Inverno, como agora, pela Fifa, está associada ao silenciamento da Revolução Haitiana que vem acontecendo há tempos”, explicou o historiador.

Léccas pontuou que isso não acontece com outros países e vê discriminação na decisão.

“Essas posições deixam claro quem pode ou não ter sua história lembrada”, disse, em referência à camisa dos Estados Unidos, com listras vermelhas, que são símbolo da independência do país sede do Mundial.

Mesmo depois de tanto tempo, segundo o historiador, uma revolução comandada por pessoas negras é uma ameaça ao poder econômico e um questionamento a hierarquias raciais.

“No século 19, as elites escravocratas não queriam que a revolução haitiana inspirasse outras iniciativas na América”, lembrou Léccas. “Nos séculos XX e XXI, o Haiti tornou-se símbolo de resistência e de rebeldia dessa comunidade negra afrodescendente diaspórica e isso incomoda grupos que têm interesse em manter as estruturas racistas funcionando”.

Não houve outro jogo entre Brasil e Haiti desde 2004, mas os países mantiveram laços de solidariedade que ganharam novos contornos após o terremoto que devastou o país, em 2010. O desastre natural vitimou 200 mil pessoas – sendo 18 militares brasileiros em Missão de Paz – e deixou 1,5 milhão de desabrigados.

Após a catástrofe, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública facilitou a entrada de haitianos no Brasil. Entre 2015 e 2024, o território nacional recebeu solicitações de refúgio de 175 países. Haitianos, antecedidos de cubanos e venezuelanos lideram a lista.

Como parte de ações de solidariedade, o Brasil também apoia a criação da Polícia Nacional do Haiti, por meio da formação de agentes, como uma das ações mais importantes, depois de deixar a controversa Missão das Nações Unidas. Quando o Brasil liderava as tropas da ONU, foram relatadas denúncias de violações de direitos humanos, abusos sexuais e cólera no país.  O general Augusto Heleno foi o primeiro comandante da missão. 

Neymar vai a campo pela primeira vez em treino da seleção brasileira

Pela primeira vez desde a convocação para a Copa do Mundo, Neymar treinou no campo do Columbia Park, centro de treinamento (CT) do New York Red Bulls, em Nova Jersey (Estados Unidos). A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou imagens em vídeo do atacante no gramado, ao lado do preparador físico Mino Fulco, durante a atividade desta terça-feira (16), fechada à imprensa.

Neymar, inicialmente, deu trotes usando tênis. Depois, calçou as chuteiras, fez embaixadinhas e realizou um exercício de condução, seguido de mais corridas pelo campo. Ele não apareceu nos demais registros revelados pela CBF, em que os companheiros faziam trabalhos com bola.

O camisa 10 está em processo de recuperação física, parte do tratamento da lesão grau dois na panturrilha direita sofrida na derrota do Santos para o Coritiba, por 3 a 0, em 17 de maio, na Neo Química Arena, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o clube paulista informou que o atacante levou uma “pancada leve” na panturrilha, o que não o impediria de atuar.

No dia seguinte, Neymar foi convocado por Carlo Ancelotti para o Mundial. Mais adiante, em 27 de maio, ao se apresentar na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), o jogador foi submetido a um novo exame, que constatou uma lesão mais séria e não somente um edema, como indicava o departamento médico do Peixe.

Confira os jogos desta segunda-feira pela Copa do Mundo 2026

Japão arranca empate e Costa do Marfim vence Equador com gol no fim

O médico da CBF, Rodrigo Lasmar, comunicou que Neymar precisaria de duas a três semanas para retomar as atividades em campo. O prazo se esgota nesta quarta-feira (17), justamente quando faz um mês da última vez que o camisa 10 participou de uma partida.

Tudo indica que Neymar segue como desfalque para o segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo. Na próxima sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), a seleção de Ancelotti encara o Haiti na Filadélfia.

No empate por 1 a 1 com Marrocos, na estreia, no sábado passado (13), em Nova Jersey, o atacante acompanhou o duelo no banco. Cenário que deve se repetir contra os haitianos.

Neymar faz novo exame e segue sem treinar na seleção brasileira

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, por meio da assessoria de imprensa, que o atacante Neymar foi submetido, nesta segunda-feira (15), a outro exame de controle. O procedimento faz parte do processo de recuperação do camisa 10, que trata uma lesão grau dois na panturrilha direita que o impossibilita de ir a campo – mesmo para treinar – desde a convocação para a Copa do Mundo, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

O atleta de 34 anos ficou novamente fora de um trabalho de campo da seleção brasileira no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Morristown. A presença do atacante no jogo de sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, é incerta e cada vez mais improvável, apesar da expectativa, reconhecida pelo técnico Carlo Ancelotti na última semana, de poder contar com o jogador.

Desde que se apresentou à seleção brasileira, no último dia 27 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), Neymar realizou apenas sessões de fisioterapia e atividades de fortalecimento e preparação física. Quando questionados sobre o estágio da recuperação do atacante, CBF e Ancelotti têm dito apenas que ele está “evoluindo bem”.

Cabo Verde segura Espanha e estreia em Copas com empate histórico

Confira os jogos desta segunda-feira pela Copa do Mundo 2026

Ainda em Teresópolis, Neymar realizou um exame de ressonância magnética que confirmou a gravidade da lesão na panturrilha. No último dia 17, ou seja, dez dias antes de ele se apresentar na Granja Comary, o Santos informou que o atacante tinha somente um edema, por conta de uma “leve pancada” sofrida na derrota por 3 a 0 para o Coritiba, na Neo Química Arena, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro.

Posteriormente, o clube paulista comunicou que Neymar estaria “apto a voltar às atividades” até 31 de maio. O médico da CBF, Rodrigo Lasmar, porém, informou que o camisa 10 ainda precisaria de um tempo de recuperação entre duas e três semanas. O prazo termina nesta quarta-feira (17).

O Brasil estreou na Copa do Mundo com um empate por 1 a 1 com Marrocos no sábado (13), em Nova Jersey. As duas seleções somam um ponto. Na ocasião, Neymar ficou no banco de reservas e apoiou os companheiros durante a partida.

A liderança do Grupo C é da Escócia, que, no mesmo dia, venceu o Haiti por 1 a 0 em Boston. Os europeus têm três pontos, enquanto os caribenhos permanecem zerados.

Japão arranca empate e Costa do Marfim vence Equador com gol no fim

Equador para no travessão e Costa do Marfim vence no final, no Grupo E

Cabo Verde segura Espanha e estreia em Copas com empate histórico

O primeiro 0 a 0 da Copa do Mundo de 2026 foi um capítulo da história. A estreia de Cabo Verde em uma Copa foi segurando o empate diante da Espanha, campeã da Euro 202. Na tarde desta segunda-feira (15),  em Atlanta (Estados Unidos), os Tubarões Azuis – apelido da seleção caboverdiana –  tiveram uma grande atuação do sistema defensivo, especialmente do goleiro Josimar Dias, mais conhecido como Vozinha, de 40 anos. Logo em sua primeira partida, a seleção africana soma seu primeiro ponto. Ainda nesta segunda (15), Arábia Saudita e Uruguai fazem o outro duelo do grupo H, às 19h (horário de Brasília), em Miami (EUA).

A história da partida foi uma Espanha ocupando o campo adversário, mas com dificuldades para criar perigo real: os espanhóis tiveram 62% de posse de bola e finalizaram 27 vezes (Cabo Verde finalizou seis vezes), mas foram poucas oportunidades claras.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Praticamente todas elas aconteceram na reta final do primeiro tempo. O goleiro Vozinha fez grande defesa em cabeçada de Oyarzábal após chute de Ferrán Torres no travessão. Pouco depois, Torres chutou forte, dentro da área, no contrapé de Vozinha, que encaixou a bola de forma segura. Por último, o goleiro de Cabo Verde desviou para fora uma cabeçada perigosa de Laporte.

Aos 40 anos, o goleiro Vozinha fechou o gol da seleção de Cabo Verde no empate em 0 a 0 com a Espanha, na estreia pelo Grupo H – Reuters/Jordan Godfree/ Proibido reprodução

Na segunda etapa, a Espanha manteve a tática e Vozinha não brilhou tanto, porque a defesa caboverdiana bloqueou diversos chutes e afastou vários cruzamentos. Nem mesmo a entrada do craque espanhol Lamine Yamal, aos 25 minutos, alterou o panorama. Cabo Verde até teve oportunidades de contraataques, porém sem colher frutos.

A partida terminou para intensa comemoração da seleção de Cabo Verde, que teve Vozinha premiado como melhor jogador do duelo. Os Tubarões Azuis têm como próximo compromisso a partida contra o Uruguai, no domingo (21), em Miami. No mesmo dia, a Espanha enfrenta a Arábia Saudita, novamente em Atlanta.

Confira os jogos desta segunda-feira pela Copa do Mundo 2026

A Copa do Mundo de 2026 terá, nesta segunda-feira (15), mais quatro partidas. Duas delas são válidas pelo Grupo H: Espanha e Cabo Verde se enfrentam em Atlanta, às 13h; e Arábia Saudita e Uruguai completam a rodada, às 19h, em Miami.

Em Seattle, a Bélgica encara o Egito, às 16h, pelo Grupo G. Irã e Nova Zelândia fecham a rodada da chave em Los Angeles, às 18h.Grupo H

Com dois campeões mundiais (Espanha e Uruguai) e duas de menor tradição (Arábia Saudita e Cabo Verde), o Grupo H tem como favorita a atual campeã europeia com seu elenco jovem e talentoso.

Japão arranca empate e Costa do Marfim vence Equador com gol no fim

Equador para no travessão e Costa do Marfim vence no final, no Grupo E

A Espanha joga um futebol baseado em posse de bola, por meio do qual costuma impor ritmo e controle de jogo.

A disputa mais acirrada será pela segunda colocação do grupo, o que dá ainda mais relevância para o confronto entre Arábia Saudita e Uruguai. Quem sair na frente terá boas chances de conquistar uma das vagas do grupo.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Grupo G

O Grupo G também tem uma equipe favorita: a Bélgica, por seu histórico recente em copas e torneios internacionais, além da qualidade ofensiva. Esta pode ser a última Copa para alguns integrantes da chamada “geração dourada” desse país.

Raphinha, Vini Jr. e Douglas Santos se destacam nos números da estreia

Alemanha repete 7×1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas

As demais equipes apresentam nível equilibrado, o que dificulta apontar favoritos. O Egito, de forte organização tática, costuma depender de alguns valores individuais. Irã e Nova Zelância têm, na defesa, seu espaço de maior qualidade.

Japão arranca empate e Costa do Marfim vence Equador com gol no fim

O domingo foi de jogos emocionantes na Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México. Gols nos últimos minutos marcaram os confrontos entre Holanda e Japão, e Costa do Marfim e Equador. Também houve espaço para relembrarmos traumas recentes, com a Alemanha fazendo 7 a 1 em uma Copa do Mundo, mais uma vez.

Eles parecem gostar desse placar. Os alemães estrearam na Copa de 2026 contra Curaçao, pequena ilha caribenha que estreava no maior palco do futebol mundial. E o choque de realidade foi implacável. Os alemães fizeram um novo 7 a 1 na história das Copas. Sim, curaçauenses, nós te entendemos.

Mas mesmo após um placar tão cruel, os estreantes saíram agradecendo a presença de sua torcida e, acima de tudo, felizes por participarem da maior festa do futebol.

Equador para no travessão e Costa do Marfim vence no final, no Grupo E

Raphinha, Vini Jr. e Douglas Santos se destacam nos números da estreia

Na partida seguinte, a Holanda parecia que venceria o Japão, mesmo encontrando dificuldades para furar a defesa adversária. Fizeram o primeiro gol já no segundo tempo, com o zagueiro Van Djik, de cabeça. A estatura muito superior dos holandeses era nítida em todas as bolas aéreas. Os japoneses não desistiam e empataram pouco depois.

A Holanda voltou à frente e quando a partida se encaminhava para os minutos finais, os japoneses empataram novamente. O atacante Koki Ogawa surpreendeu e venceu a defesa holandesa justamente pelo alto para fechar a partida no 2 a 2.

Equador x Costa do Marfim

 

Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Group E – Um gol de Diallo aos 44 minutos do segundo tempo dá a vitória à Costa do Marfim. IMAGN IMAGES via Reuters/Kyle Ross – KYLE ROSS

Outro jogo bom de assistir foi Costa do Marfim e Equador. Os equatorianos, com jogadores que atuam no futebol brasileiro, fizeram um bom jogo, acertaram a trave e deram esperança à torcida. Mas foram os africanos que saíram com a vitória. Um gol de Diallo aos 44 minutos do segundo tempo selou o 1 a 0 na Filadélfia.

Suécia x Tunísia

Entrando a madrugada, Tunísia e Suécia se enfrentaram pelo mesmo grupo de Holanda e Japão. O jogo foi realizado no estádio BBVA, na cidade mexicana de Guadalupe. Os suecos foram superiores nos dois tempos da partida e venceram os tunisianos por 5 a 1.

Com o resultado, a Suécia lidera o Grupo F, com três pontos. Holanda e Japão têm um ponto cada, enquanto a Tunísia não tem nenhum.

Equador para no travessão e Costa do Marfim vence no final, no Grupo E

A eficiência da Costa do Marfim fez a diferença na Filadélfia. Neste domingo (14), os Elefantes – apelido da seleção africana – derrotaram o Equador por 1 a 0 na partida que concluiu a primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo.

O Equador, que parou duas vezes no travessão, ficou zerado na tabela. Os marfinenses, que também acertaram o poste superior, somam os mesmos três pontos da Alemanha, que lidera o Grupo E pelo saldo de gols. Mais cedo neste domingo, os germânicos atropelaram Curaçao por 7 a 1 em Houston.

Equador finaliza mal

A equipe equatoriana foi a campo com três nomes do futebol brasileiro entre os titulares: o volante Alan Franco e os atacantes Alan Minda (ambos do Atlético-MG) e Gonzalo Plata (Flamengo). O lateral Angelo Preciado, outro do Galo, entrou na segunda etapa, no lugar de Franco. Já o centroavante Enner Valencia, atualmente no Pachuca (México) e de passagem pelo Internacional, iniciou jogando.

Raphinha, Vini Jr. e Douglas Santos se destacam nos números da estreia

Alemanha repete 7×1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas

E foi de Valencia a primeira boa chance do jogo. Aos dez minutos, ele recebeu cruzamento rasteiro do lateral Piero Hincapié pela esquerda e ficou livre, na marca do pênalti após um escorregão do zagueiro Emmanuel Agbadou. O artilheiro, porém, pegou mal na bola e chutou por cima do gol.

A Costa do Marfim até chegava à área equatoriana, mas sem concluir as jogadas. Os Elefantes assustaram somente aos 16 minutos, com Bazoumana Touré. O atacante recebeu do meia Franck Kessié pela esquerda e finalizou de primeira, cruzado. O arremate, rasteiro, saiu rente à trave com um desvio do goleiro Hernan Galindez, mas a arbitragem deu tiro de meta.

O Equador, impondo velocidade e empurrado pela torcida, maioria dos cerca de 68 mil presentes no estádio, foi mais perigoso, mas faltou eficiência. O time sul-americano chegou a mandar duas bolas no travessão em um intervalo de seis minutos.

A primeira aos 23, em tentativa de longe do atacante John Yeboah. Aos 29, Minda conseguiu infiltrar pela esquerda após troca de passes na entrada da área e chutou na saída do goleiro Yahia Fofana, mas a batida subiu demais e a bola parou no poste superior.

Escócia vence Haiti e vira líder do grupo do Brasil na Copa do Mundo

Austrália e Escócia vencem no terceiro dia da Copa; Brasil só empata

Diallo sai do banco e decide

O ritmo intenso da partida na Filadélfia prosseguiu no segundo tempo. Com menos de um minuto, Valencia tabelou com Plata, recebeu de volta na área e chutou quase da linha de fundo, acertando o pé da trave.

A Costa do Marfim, porém, voltou melhor do intervalo. Destaque dos Elefantes na primeira etapa, o jovem Yan Diomandé, de 19 anos, escapou de Hincapé pela direita e cruzou para o também atacante Elye Wahi, que concluiu de primeira. Aos sete minutos, foi a vez da equipe africana parar no travessão.

Com a entrada do atacante Amad Diallo no lugar de Touré, aos 11, Diomandé passou para o lado esquerdo e infernizou Alan Franco. Na primeira oportunidade, escapou do jogador do Atlético-MG, ganhou a dividida do volante Moisés Caicedo na área e finalizou com muito perigo, por cima do gol.

A resposta equatoriana veio aos 22 minutos, em chute forte de Plata da entrada da área, a 119 quilômetros por hora, que Fofana defendeu no reflexo. Os sul-americanos, porém, já não conseguiam chegar com a mesma frequência ao campo de ataque.

O crescimento do time marfinense na etapa final acabou recompensado aos 44 minutos. O zagueiro Wilfried Singo avançou com liberdade desde a defesa, chegou à área do Equador e rolou para Diallo, de primeira, acertar o cantinho da meta de Galindez e decidir a vitória dos Elefantes.

A segunda rodada da chave será disputada no próximo sábado (20). A Costa do Marfim vai até o Canadá enfrentar os alemães às 17h, no Toronto Field. Os sul-americanos continuam nos Estados Unidos para encararem Curaçao em Kansas City, às 21h.

Raphinha, Vini Jr. e Douglas Santos se destacam nos números da estreia

As estatísticas dos jogadores do Brasil no empate por 1 a 1 com Marrocos, no último sábado (13), na estreia da Copa do Mundo, destacam três atletas: o lateral-esquerdo Douglas Santos e os atacantes Raphinha e Vinícius Júnior. Os números constam no banco de dados da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Entre os 16 brasileiros que estiveram em campo, Raphinha foi quem mais se movimentou. O atacante do Barcelona (Espanha) percorreu 11,65 quilômetros (km) na partida. Pouco menos que os 11,68 km do jovem volante Ayyoub Bouaddi, do Marrocos, atleta que mais correu durante os 90 minutos.

Raphinha foi, ainda, o brasileiro que mais conseguiu arrancadas (80) e que mais pressionou os jogadores marroquinos, com 47 ações de desarme ou redução de espaço do ataque adversário. Menos, porém, que o também atacante Ismael Saibari, autor do gol africano no Estádio MetLife, que realizou 67 movimentos de caráter defensivo enquanto esteve em campo.

Alemanha repete 7×1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas

Escócia vence Haiti e vira líder do grupo do Brasil na Copa do Mundo

Outra estatística em que Raphinha se sobressaiu entre os brasileiros foi a das recepções de bola entre as linhas defensiva e de meio-campo (17). Ele foi o jogador do Brasil mais acionado na intermediária de ataque. O camisa 11 conseguiu gerar seis cruzamentos, mas foi, também, quem mais cometeu erros forçados (cinco).

Vini Jr.

 

Autor do gol de empate, Vinícius Júnior foi o jogador do Brasil que mais apareceu para o jogo. Ninguém da equipe verde e amarela pediu mais bolas do que ele durante a partida: 61. Apenas o marroquino Bouaddi (69) foi mais participativo que o atacante do Real Madrid (Espanha), eleito o melhor da partida.

Há mais um dado em que Bouaddi se destacou que evidencia as dificuldades do Brasil no jogo de sábado. O volante de apenas 18 anos foi o jogador de Marrocos que mais distribuiu passes: 67. No time canarinho, o jogador com mais toques na bola (84) foi um zagueiro, Gabriel Magalhães.

Douglas Santos, por sua vez, chamou atenção como o brasileiro que mais buscou jogadas de penetração pelos lados do campo. Foram 22 tentativas, sendo 18 realizadas com êxito.

O flanco esquerdo, por onde atua o lateral do Zenit (Rússia), foi justamente o mais acionado pelo ataque contra o Marrocos. Segundo os números da Fifa, a seleção de Carlo Ancelotti fez 27 penetrações por ali e somente 18 pela direita.

O desequilíbrio se explica com a opção do zagueiro Ibañez para iniciar a partida na lateral direita, levando o Brasil a atacar quase exclusivamente pela esquerda. Com a entrada de Danilo na vaga de Ibañez depois do intervalo, a equipe canarinho passou a mesclar as ações ofensivas.

Haiti é o próximo adversário

A seleção brasileira retorna ao Centro de Treinamento (CT) Columbia Park, em Morristown, nesta segunda-feira (15). A primeira atividade depois da estreia na Copa do Mundo inicia às 18h (horário de Brasília). De acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a imprensa poderá acompanhar os 15 minutos iniciais dos trabalhos em campo.

O próximo compromisso do Brasil será na sexta-feira (19), às 21h30, contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C. A liderança da chave é da Escócia, que derrotou os haitianos por 1 a 0 no Gillette Stadium, em Boston, no último sábado.

Sair da versão mobile