Cristiano Ronaldo faz dois gols e Portugal vence o Uzbequistão por 5×0

Artilheiro da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo, o CR7, entrou para a história das Copas do Mundo durante a partida entre Portugal e Uzbequistão, em Houston, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (23). 

O atacante fez dois gols ainda no primeiro tempo e se tornou o primeiro jogador a marcar em seis edições diferentes do mundial de futebol. Com o resultado, o português passou à frente do argentino Lionel Messi, que marcou em cinco edições.

Aos seis minutos, o veterano de 41 anos abriu o placar e fez o primeiro gol de Portugal. Ele aproveitou um cruzamento do companheiro de seleção Vitor Machado Ferreira, o Vitinha, se antecipou aos zagueiros uzbeques e balançou a rede.

Filme resgata campanha histórica da seleção feminina em 1988

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Pouco depois, aos 14 minutos, a seleção estreante, do Uzbequistão, fez falta em Pedro Neto, na entrada da área. O juiz pausou o jogo e deu cartão para Odiljon Xamrobekov. A torcida portuguesa, eufórica, pediu para Ronaldo bater a falta marcada perto da área.

No entanto, quem bateu foi Nuno Mendes, fazendo o segundo gol de Portugal. O jogador é considerado um dos melhores laterais da atualidade e joga no Paris Saint-Germain, na França.

No primeiro tempo, ainda antes do segundo gol de Portugal, os uzbeques também tiveram chances de marcar. Aos 17 minutos, por exemplo, Sherzod Nasrullaev tentou o chute, mas o goleiro Diogo Costa fez boa defesa e a bola não entrou.

Depois, aos 30 minutos, Azizjon Ganiev, da seleção da Ásia Central, fez um golaço de fora da área. O time uzbeque não contava com uma falta cometida contra João Cancelo, antes. O juiz pediu o VAR (árbitro de vídeo) e decidiu anular o gol.

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Com a desconcentração dos adversários, Cristiano Ronaldo aproveitou um contra-ataque e Portugal fez mais um gol, aos 39 minutos. 

O camisa 7 recebeu a bola dos pés de Bruno Fernandes e ficou de frente para o gol. O artilheiro teve outra chance, aos 41 minutos, mas a zaga uzbeque evitou. 

Com o segundo gol, Cristiano supera o saudoso Eusébio, que fez nove gols pela Seleção das Quinas, apelido da equipe portuguesa, em uma Copa do Mundo.

Gol contra

Na segunda etapa, Portugal manteve o domínio da partida. Ao cobrar escanteio, em uma jogada ensaiada, Bruno Fernandes enganou os adversários. Na confusão, o goleiro Abduvohid Nematov acabou marcando gol contra, aos 60 minutos, e não conseguiu esconder a decepção.

Aos 84 minutos, o goleiro uzbeque se redimiu ao fazer uma bela defesa do chute de Bruno Fernandes, impedindo que os portugueses ampliassem o placar. Mas a superioridade da seleção do país ibérico era muito maior em campo e, aos 87 minutos, Rafael Leão, no rebote, aumentou a vantagem com um chute forte, marcando o quinto gol da seleção portuguesa.

Portugal teve outras boas chances de gol, testou jogadas ensaiadas com bola parada e dominou a posse de bola em mais da metade do jogo, enquanto a equipe uzbeque não conseguiu criar oportunidades e teve dificuldade para trocar passes em campo.

Liderança

Com o resultado, Portugal disputa a liderança do Grupo K com a Colômbia. Os países se enfrentam no sábado (27), em Miami, na última rodada. No mesmo dia, o Uzbequistão, lanterna do grupo, encara a República Democrática do Congo, em Atlanta.

A posição no grupo depende do resultado do jogo entre Colômbia e RD Congo, às 23h desta terça-feira (23). As seleções se enfrentam no México.

Filme resgata campanha histórica da seleção feminina em 1988

A campanha da seleção brasileira feminina no Torneio Experimental da Fifa, disputado na China em 1988 — considerado o embrião da Copa do Mundo da modalidade — é reconstituída no documentário Brasil 88: Depois do Silêncio, lançado nesta terça-feira (23) em uma sessão no Cine Brasília.

Produzido pelo Ministério do Esporte, o filme resgata a trajetória das primeiras jogadoras brasileiras reconhecidas internacionalmente e destaca o papel da equipe na consolidação do futebol feminino no país.

Brasil 88: Depois do Silêncio reúne imagens de arquivo e depoimentos das atletas e mostra como a equipe conquistou o terceiro lugar em meio a dificuldades estruturais e a um contexto de forte preconceito.

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Entre 1941 e o início da década de 1980, o futebol feminino foi proibido no Brasil. Mesmo após a liberação, as jogadoras atuavam sem apoio financeiro e com pouca visibilidade.

O documentário integra as ações da Semana Nacional do Esporte, evento que dialoga com a Copa do Mundo feminina de 2027, que será realizada no Brasil. A iniciativa busca preservar a memória das atletas e aproximar novas gerações de uma história que marcou o início da modalidade no país.

Campanha na China

A campanha brasileira no torneio de 1988 teve início com derrota por 1 a 0 para a Austrália. Na rodada seguinte, a equipe começa a pegar ritmo vencendo a Noruega por 2 a 1 — adversária que era considerada uma das principais forças da época.

Na sequência, goleou a Tailândia por 9 a 0 e garantiu a classificação. Nas quartas de final, o Brasil venceu a Holanda por 2 a 1. Na semifinal, voltou a enfrentar a Noruega, mas acabou derrotado por 2 a 1, resultado que tirou a equipe da decisão.

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Na disputa pelo terceiro lugar, empatou em 0 a 0 com a China. A partida foi para disputa de pênaltis. Com a vitória, a seleção feminina assegurou a histórica medalha de bronze.

Relatos das jogadoras

Treze atletas que participaram da campanha estavam no evento em Brasília. Elas destacaram o espírito de superação da equipe e as dificuldades enfrentadas.

Artilheira do torneio, Cebola afirmou que a campanha foi resultado da entrega do grupo. Segundo ela, a equipe poderia ter alcançado resultado ainda melhor, caso tivessem obtido mais apoio dos dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“Não nos ajudaram com nada. Foi tudo na raça, diante de muito preconceito”, disse a primeira artilheira de uma competição feminina da Fifa, com seis gols durante o torneio – cinco deles durante a goleada diante da Tailândia.

A atacante Michael Jackson destacou o entrosamento do grupo e a qualidade técnica da equipe. Já a capitã Caju afirmou que a trajetória representa a capacidade das mulheres de ocupar espaços no esporte.

“Foi uma equipe que jogava com amor e vontade de vencer, mesmo em um período em que mulheres não podiam jogar futebol”, disse.

Outras jogadoras também relataram dificuldades no período. Russa afirmou que o grupo esperava maior reconhecimento após a competição. Fia Paulista relatou que precisou abandonar a carreira por falta de condições financeiras. Suzana destacou que jogar futebol, à época, era visto como afronta social.

Sissi afirmou que a realização da Copa do Mundo de 2027 no país representará a concretização de um sonho da geração.

Reconhecimento

Documentário sobre primeira seleção brasileira feminina de futebol, por Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Durante a cerimônia de lançamento do filme, o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, destacou a importância histórica das jogadoras.

“O governo reconhece a luta e o significado de vocês para o nosso povo. Se os homens desbravaram o futebol brasileiro na década de 1930, vocês o fizeram na de 1980. Agora vamos trabalhar pela igualdade de condições entre mulheres e homens”, afirmou.

O ministro também disse que pretende criar uma contribuição especial para garantir melhores condições de vida às atletas da geração pioneira.

A secretária extraordinária para a Copa do Mundo feminina de 2027, Juliana Agatte, ressaltou o papel do filme no resgate da memória.

“Falar de passado é falar de história. Falar de história é reconhecer. Esse filme mostra um pouco da trajetória dessas mulheres pioneiras do futebol feminino brasileiro”, disse. Ela também defendeu maior presença feminina na gestão do esporte.

Impacto entre estudantes

A sessão no Cine Brasília reuniu cerca de 200 estudantes da rede pública do Distrito Federal. Entre eles, integrantes de equipes de base do futsal.

A estudante Sofia Mendes, da equipe Elite, afirmou que o filme confirmou relatos que já havia escutado de sua mãe, uma ex-jogadora de futebol, sobre a seleção de 1988. “Elas eram guerreiras que não desistiam nunca”, disse.

Já Sarah Gabrielly, de 12 anos, afirmou que o filme mostra como o esporte pode contribuir para a formação pessoal.

“Elas jogaram em um contexto difícil. O futebol ensina a superar desafios”, afirmou.

Brasil 88: Depois do Silêncio

O documentário Brasil 88: Depois do Silêncio reforça a importância da geração de 1988 na consolidação do futebol feminino brasileiro.

A trajetória das jogadoras — marcada por ausência de estrutura e superação — é apresentada como base do avanço da modalidade nas décadas seguintes.

Segundo o ministério do Esporte, ao resgatar essa história, o filme contribui para ampliar o reconhecimento das pioneiras e para valorizar a presença das mulheres no esporte.

 

Com dúvida na direita, Brasil encerra preparação para encarar Escócia

A seleção brasileira finalizou, na manhã desta terça-feira (23), os preparativos para o último jogo pelo Grupo C da Copa do Mundo. Nesta quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), o Brasil enfrenta a Escócia, em Miami.

A última atividade no Columbia Park, o centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey, antes da partida, contou com 25 dos 26 convocados por Carlo Ancelotti. 

O atacante Raphinha, com uma lesão no músculo posterior da coxa direita, a mesma que o afastou dos gramados por quase dois meses no começo do ano, foi a única ausência. O goleiro Alisson, poupado por controle de carga na segunda-feira (22), trabalhou normalmente com o grupo.

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Pelo terceiro dia consecutivo, Neymar treinou sem restrições junto dos companheiros durante os 15 minutos de atividade a que a imprensa teve acesso. A expectativa é que o atacante seja relacionado pela primeira vez nesta Copa. 

Recuperado de uma lesão grau na panturrilha direita, o camisa 10 não atua desde o dia 17 de maio, na derrota do Santos para o Coritiba, por 3 a 0, na Neo Química Arena, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro.

Mais uma vez, Ancelotti não deu pistas à imprensa de qual time vai a campo diante da Escócia. Em relação à equipe que venceu o Haiti por 3 a 0 na sexta-feira (19), na Filadélfia, pelo menos uma troca terá de ser feita, devido à lesão de Raphinha.

Acostumados ao lado direito do ataque, Rayan e Luiz Henrique são os favoritos. Apesar da preferência pela outra ponta, o também atacante Gabriel Martinelli, que é destro, já foi usado por ali pelo técnico em um amistoso contra a França, em março deste ano. Aliás, o jogador do Arsenal, da Inglaterra, se colocou à disposição do italiano, em entrevista coletiva na segunda-feira.

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Carlo Ancelotti não deu pistas à imprensa de qual time vai a campo diante da Escócia – Foto: Reuters/Vincent Carchietta/proibida reprodução

Pensando na próxima fase, há, ainda, a possibilidade de que dois titulares sejam preservados: Douglas Santos e Casemiro. O lateral-esquerdo e o volante estão pendurados. Se receberem um novo cartão amarelo contra a Escócia, ficam fora do primeiro jogo do mata-mata. Caso Ancelotti os poupe, as opções imediatas são Alex Sandro e Fabinho, respectivamente.

A delegação do Brasil viaja ainda nesta terça para Miami. A partir das 20h15, já no palco da partida de quarta, Ancelotti e mais um jogador concederão entrevista coletiva.

A seleção brasileira lidera o Grupo C com os mesmos quatro pontos de Marrocos, mas fica à frente pelo saldo de gols (três a um). A Escócia figura em terceiro, com três pontos, enquanto o Haiti, eliminado, ainda não pontuou.

A equipe verde e amarela quer finalizar a primeira fase na ponta para seguir baseada em Nova Jersey no mata-mata. Nesse cenário, a caminhada até uma eventual decisão será toda nos Estados Unidos. Caso fique em segundo lugar, a delegação brasileira terá de ser “itinerante”, já que o compromisso pelos 16 avos de final seria em Monterrey, no México. Aí avançando, o duelo seguinte (oitavas de final) volta para território norte-americano.

Técnico do tetra, Parreira apresenta melhora, mas permanece na UTI

O técnico campeão do tetra, Carlos Alberto Parreira, 83 anos, apresentou melhora clínica nesta segunda-feira (22). Parreira “está com pouca sedação e ainda respira com o auxílio de aparelhos”, de acordo com boletim médico do Hospital Samaritano Barra.

Parreira segue “internado na UTI com inflamação pulmonar e insuficiência respiratória aguda”. O quadro continua exigindo cuidados intensivos e não há previsão de alta.

O treinador, de 83 anos, está internado desde o dia 17 deste mês, com um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que ataca o sistema de defesa do organismo.

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No ano passado, apresentou sinais de remissão da doença, mas pouco depois ela voltou e Parreira retomou o tratamento. médico.

 

 

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Em 22 de junho de 1986, nas quartas de final da Copa do Mundo, Diego Armando Maradona garantiu a vitória da Argentina sobre a Inglaterra, por 2 a 1, com dois gols épicos. Um deles, de mão, entrou para a história como a “mão de Deus”, diante das arquibancadas do Estádio Azteca, na Cidade do México.

Exatamente 40 anos depois, outro camisa 10 argentino entrou para a história do futebol: nesta segunda-feira (22), Lionel Andrés Messi se isolou como o maior artilheiro dos Mundiais masculinos ao balançar as redes duas vezes no triunfo sobre a Áustria, por 2 a 0, em Dallas, nos Estados Unidos.

A partida foi o segundo confronto dos argentinos na primeira fase, pelo Grupo J, e garantiu a classificação para o mata-mata.

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Lionel Messi comemora gol com Enzo Fernandez, Facundo Medina e Thiago Almada Reuters/MARIA LYSAKER/Proibida reprodução

Recorde pode aumentar

O craque de 38 anos iniciou o jogo empatado com o ex-atacante alemão Miroslav Klose, com 16 gols. Com os dois que marcou, chegou a 18, assumindo também a artilharia da Copa deste ano, com quatro gols.

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E o recorde ainda pode aumentar, já que a Seleção Argentina tem, ao menos, outros dois compromissos no Mundial: a terceira rodada da fase de grupos e os 16 avos de final, a primeira do mata-mata.

Messi atingiu outras marcas relevantes: são seis jogos seguidos de Copa fazendo gols ─ ele também havia balançado as redes nas quatro últimas partidas da edição de 2022, no Catar, em que a Argentina foi campeã.

O argentino se iguala aos ex-atacante Just Fontaine, francês que brilhou no Mundial de 1958, e ao brasileiro Jairzinho, que marcou em todas as partidas da campanha do tri, em 1970.

Além disso, o craque se isolou como o jogador com mais vitórias em Copas, atingindo 18 triunfos e deixando novamente Klose para trás. O alemão ganhou 17 partidas.

Com seis pontos, a Argentina lidera o Grupo J, que ainda será complementado pelo jogo entre Jordânia e Argélia, a partir da meia-noite (horário de Brasília) de segunda para terça-feira (23), na Califórnia (Estados Unidos). Ambos estão zerados. A Áustria segue com os três pontos somados na estreia.

Pela última rodada da fase de grupos, os hermanos voltam a jogar em Dallas, agora com a seleção jordaniana, às 23h de sábado (27). No mesmo dia e horário, os austríacos medem forças com os argelinos, em Kansas City.

 

Lionel Messi comemora com Enzo Fernandez Reuters/MARIA LYSAKER/Proibida reprodução

Insistência e recorde

Na Argentina, o técnico Lionel Scaloni promoveu somente uma mudança em relação ao time que venceu a Argélia por 3 a 0 em Kansas City, há seis dias. O lateral-direito Nahuel Molina entrou no lugar de Gonzalo Montiel.

Já do lado austríaco, foram três alterações na equipe que fez 3 a 1 na Jordânia, na Califórnia. Na defesa, Philipp Lienhart deu vaga a Kevin Danso. O também zagueiro Phillip Mwene saiu, para a entrada do meia Paul Wanner. Por fim, no ataque, o técnico Ralf Rangnick optou por Michel Michael Gregoritsch e deixou Sasa Kalajdic no banco.

Messi poderia ter feito história com oito minutos de bola rolando, após o árbitro Amin Mohamed Omar conferir no vídeo um corte do zagueiro Stefan Posch em cima do atacante Lautaro Martínez e marcar pênalti. O camisa 10 argentino, porém, demorou a decidir o canto da cobrança e chutou para fora, à esquerda da meta austríaca.

A oportunidade desperdiçada animou a Áustria, que encaixou melhor a marcação de pressão, característica das equipes dirigidas por Rangnick. Ainda assim, eram os sul-americanos que conseguiam ser mais agudos no ataque, liderados por Messi.

Aos 18, o astro foi travado pelo zagueiro David Alaba, na hora da finalização, e parou em grande defesa de Alexander Schalger. Aos 30, na sobra de um chute do volante Enzo Fernandes, defendido pelo goleiro, que ficou caído no gramado, o atacante tentou aproveitar a meta vazia, mas Alaba apareceu à frente e evitou novamente o gol.

A insistência de Messi foi recompensada aos 38 minutos. Em contra-ataque puxado desde o meio-campo, o lateral Facundo Medina recebeu na esquerda e cruzou rasteiro. O atacante Thiago Almada deixou a bola passar por entre as pernas, e o camisa 10 chegou batendo, no contrapé de Schalger. A história já estava feita em Dallas.

A segunda etapa foi menos movimentada, com as principais chances surgindo na bola parada. Aos nove minutos, o meia Marcel Sabitzer, no jogo número 100 dele pela Áustria, cobrou falta pela esquerda e obrigou o goleiro Dibu Martínez a fazer uma boa defesa, espalmando para escanteio. Aos 27, Messi bateu e o atacante Nico González cabeceou rente à trave esquerda da seleção europeia.

Nos acréscimos, o camisa 10 brilhou de novo. O atacante Julián Álvarez parou em Schalger. No rebote, o volante Leandro Paredes rolou para Messi, que escapou da marcação e chutou prensado, mas o suficiente para fechar o placar em Dallas, fazendo o quinto dele ─ e da própria Argentina ─ na Copa.

Estudo indica desconfiança do torcedor, mesmo após 1ª vitória na Copa

O início da jornada do Brasil na Copa do Mundo não empolgou o torcedor. Nem mesmo a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na sexta-feira passada (19), amenizou a desconfiança pós-estreia, quando a seleção brasileira empatou por 1 a 1 com Marrocos, no último dia 13.

É o que mostra a nova rodada do estudo Eu Vi o Brasil – O país do futebol?, feita pela agência de pesquisas de mercado IMO Insights, à qual a Agência Brasil teve acesso nesta segunda-feira (22).

Segundo a pesquisa, a confiança na equipe de Carlo Ancelotti despencou 17 pontos percentuais em relação a antes da Copa (37% a 20%). Os sentimentos de empolgação (queda de 41% para 28%), alegria (38% para 27%) e esperança (45% para 35%) também apresentaram quedas sensíveis no comparativo com o pré-mundial.

Estreante na Copa, Cabo Verde segue com chances de se classificar

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Ainda conforme o estudo, houve avanço no entendimento quanto à entrega da seleção brasileira em campo. A percepção de comprometimento subiu de 22% após o jogo com Marrocos para 28% depois da vitória sobre o Haiti, enquanto a de humildade foi de 17% para 23%.

Por outro lado, a leitura de que o grupo é “talentoso” e “competitivo”, mesmo com o triunfo de sexta, caiu de 43% para 37%. Já a sensação do time ser “midiático” cresceu de 24% para 30% entre uma partida e outra.

O levantamento é atualizado semanalmente, com homens e mulheres de 18 anos ou mais, das classes A, B e C, em âmbito nacional. Ele faz parte de uma plataforma de pesquisas chamada Eu Vi o Brasil, criada em 2023 para análise de comportamentos, valores e percepções dos brasileiros visando marcas, empresas e organizações.

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Estreante na Copa, Cabo Verde segue com chances de se classificar

Eles fizeram de novo. Após empatar na estreia contra a Espanha, a seleção de Cabo Verde fez outra partida histórica para o futebol da pequena ilha da África e segue com chances de classificação à próxima fase da Copa do Mundo.

Os Tubarões Azuis ainda não perderam nenhum jogo nesta Copa. Em dois jogos, contra dois campeões mundiais, não saíram derrotados. O país tem dois pontos e segue vivo na disputa por uma vaga na fase eliminatória.

O próximo jogo é contra a Arábia Saudita. Um empate pode garantir o segundo lugar no grupo, caso a Espanha vença o Uruguai.

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Os cabo-verdianos empataram em 2 a 2 com o Uruguai neste domingo (21). O jogo foi bom, dinâmico, aberto e com emoção.

Cabo Verde mostrou um bom futebol e abriu o placar com uma ótima cobrança de falta de Hélio Varela. O chute forte, de longe, tirou proveito da barreira mal posicionada, que se abriu e deixou o goleiro uruguaio vendido. O primeiro gol do país na história das Copas foi muito celebrado, tanto no estádio quanto a milhares de quilômetros dali, na pequena ilha do continente africano.

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O Uruguai não mostrava criatividade e qualidade suficientes para furar a defesa cabo-verdiana. O time africano, por sua vez, tinha espaço para contra-ataques em velocidade. O jogo era aberto e divertido. A Celeste, no entanto, encontrou seu gol após um lançamento de Valverde na área e um cabeceio na trave. Maximiliano Araújo pegou a sobra e empatou o jogo.

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No último lance do primeiro tempo, veio a virada, com Canobbio. O atacante uruguaio do Fluminense recebeu um passe dentro da pequena área, cara a cara com Vozinha, e mandou para o fundo do gol. Sensação da primeira fase, o goleiro de Cabo Verde não fez nenhum milagre dessa vez.

O bom futebol de Cabo Verde não poderia ser punido com uma derrota. Empate justo contra o Uruguai. Foto: REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

Mas o Uruguai não mostrava consistência para garantir a vitória. E Cabo Verde, sem dúvida, não merecia perder. Coube ao sistema de defesa uruguaio dar o presente que os Tubarões Azuis precisavam.

Após um recuo mal feito de Mathías Olivera, o goleiro Muslera deixou a área para tentar evitar que Pina recuperasse a posse, mas apenas facilitou a vida do cabo-verdiano. Com o goleiro fora do gol, batido, foi mais fácil empatar a partida e dar números finais ao placar.

Enquanto a bola entrava, Olivera se desesperava, ajoelhado no gramado, cobrindo o rosto com a camisa. Sabia que a vitória lhe escapava pelos dedos.

O time africano joga um futebol ousado, destemido e alegre. Neste domingo, as ruas de Cabo Verde estavam em festa, pois puderam comemorar duas vezes algo que nunca haviam celebrado em sua história: gols em uma Copa do Mundo.

O torneio não está nem na metade, mas esse título já está assegurado.

Tiago Splitter vê Chicago Bulls como “um quadro branco para pintar”

Após ter sido anunciado na última terça-feira (16) e apresentado à torcida no dia seguinte, o brasileiro Tiago Splitter falou pela primeira vez com a imprensa brasileira como técnico do Chicago Bulls. Nesta segunda-feira (22), em uma entrevista virtual, Splitter disse considerar a oportunidade na famosa franquia da NBA (liga de basquete dos Estados Unidos) uma chance de “começar do zero”.

“Tomei essa decisão pela projeção de futuro, por poder realmente colocar esse time para jogar da forma que eu gosto. Temos um núcleo jovem. Vir para Chicago, para uma franquia como o Bulls é ter praticamente um quadro branco para pintar”, disse o técnico de 41 anos.

Splitter adicionou ao currículo mais um pioneirismo entre brasileiros. Como atleta, foi o primeiro jogador do Brasil a vencer a NBA, no caso pelo San Antonio Spurs, em 2014. Na temporada passada, ao assumir de forma repentina e interina o comando do Portland Trail Blazers após o afastamento do ex-técnico Chauncey Billups – investigado pelo FBI em um esquema de manipulação de jogos de pôquer -, Splitter foi então o primeiro brasileiro a treinar uma equipe na liga dos Estados Unidos.

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Ao fim da temporada, também foi o primeiro a dirigir um time em uma partida de playoffs e o primeiro a vencer um jogo no mata-mata da NBA. Ao fim da temporada, o Portland Trail Blazers não efetivou Splitter, que acabou assinando com o Chicago Bulls, tornando-se então o primeiro brasileiro efetivado como técnico de uma equipe da maior liga de basquete do mundo.

“É um orgulho poder ser, por sorte, o primeiro em tantas coisas. Espero que eu seja o primeiro de muitos. É um feito ótimo, mas não penso nisso no dia a dia. Tenho vários objetivos no momento, várias coisas para fazer, acaba que vou passo a passo”, revelou.

Splitter assume uma das equipes mais famosas da NBA. O Chicago Bulls tem seis títulos da liga, todos conquistados na década de 90, quando teve Michael Jordan em seu elenco. De lá para cá, a franquia não retomou o protagonismo e vem em um momento de reconstrução, tendo reformulado todo o seu departamento técnico e começado a investir em um time jovem para buscar resultados a longo prazo. Nesta semana, por exemplo, a equipe de Chicago terá a quarta escolha no draft, a noite em que jovens do basquete universitário dos Estados Unidos ou de outras partes do mundo são recrutados para atuar profissionalmente na NBA.

“É algo que o brasileiro não está acostumado a ver, mas nos esportes americanos é muito comum. Vim para desenvolver os nossos jogadores, para que se tornem melhores. Temos que ter paciência. É um processo longo às vezes. Desenvolvê-los e aos poucos colher esses frutos. Quero imprimir um estilo de ganhar mais posses de bola, jogar rápido, mas mais importante que isso é criar uma cultura. Mais do que vitórias e derrotas. Espero continuar essa ascensão na carreira e que o Bulls tenha uma ascensão parecida e que possa competir por títulos no futuro”, concluiu Splitter.

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 O atacante Gabriel Martinelli admitiu a preferência por jogar na ponta esquerda do ataque, mas afirmou que, se o técnico Carlo Ancelotti precisar, atuará sem problemas no lado direito no duelo de quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), contra a Escócia, em Miami (Estados Unidos), pela terceira e última rodada do Grupo C da Copa do Mundo.

Embora não seja favorito, o jogador do Arsenal – que é destro – pode ser opção para o lugar de Raphinha, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita durante a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na última sexta (19), na Filadélfia (EUA). Os atacantes Rayan e Luiz Henrique, habitualmente utilizados pela direita, são os principais candidatos a saírem jogando.

“Primeiro, a gente fica triste pelo que aconteceu com o Rapha. Temos muitos jogadores de qualidade na frente. Eu, particularmente, prefiro jogar pela esquerda, mas no Arsenal já fiz a [ponta] direita. Fiz também com o Ancelotti [no amistoso] contra a França [derrota por 2 a 1, em 26 de março]. Estamos todos dando o melhor para estarmos preparados. A decisão é do mister”, disse Martinelli em entrevista coletiva nesta segunda (22), no The Ridge, hotel onde está hospedada a seleção brasileira em Nova Jersey.

Neymar treina sem restrições com o grupo pelo segundo dia seguido

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“Joguei [pela direita] no Arsenal quando o Bukayo Saka [atacante da seleção inglesa] se machucou. Se ele [Ancelotti] pedir para jogar de lateral-direito, eu faço. Claro, mister!”, completou o atleta, que entrou em campo aos 19 minutos da etapa final contra o Haiti.

O camisa 22 do Brasil atua na Inglaterra, assim como metade dos 26 convocados da Escócia para a Copa. Por conhecer boa parte dos jogadores que estão do outro lado do confronto de quarta, o atacante – no Arsenal desde 2019 – pregou cautela quanto ao adversário, mas reforçou a importância de buscar a vitória e, por consequência, a liderança do Grupo C, que pode auxiliar a logística para a sequência do torneio.

Se ficarem em primeiro, os brasileiros permanecem nos Estados Unidos durante todo o mata-mata e podem seguir baseados em Nova Jersey, onde estão desde a chegada. Caso acabe na segunda colocação, a Amarelinha terá de jogar os 16 avos de final no México, na cidade de Monterrey. Avançando às oitavas, a equipe voltaria para território norte-americano. Assim, seria necessário mudar a logística, com o Brasil ficando “itinerante” no Mundial.

“Com certeza, será um jogo muito difícil. A Escócia tem jogadores de qualidade na frente. Tem o [meia John] McGinn, que a gente sempre enfrenta, do Aston Villa. O [Andy] Robertson, do Liverpool. O [também lateral Kieran] Tierney [ex-Arsenal, atualmente no Celtic, do futebol escocês], que é um dos melhores caras que conheci no futebol. Rápido e humilde. Espero que não jogue tão bem na quarta [risos]”, comentou Martinelli.

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“Queremos ir a Miami e ganhar, para classificarmos em primeiro e continuarmos aqui [em Nova Jersey], com todas as facilidades que tem, é muito melhor”, resumiu o brasileiro.

Martinelli foi questionado, também, sobre a volta do atacante Neymar aos treinos, após tratar uma lesão grau dois na panturrilha direita. Ele ainda respondeu se os jogadores estariam prontos para se dedicarem “10% a mais” se isso auxiliasse o rendimento do camisa 10.

“A gente correria 20, 30% a mais para potencializar o Ney ou o [atacante] Vini [Júnior], quem quer que seja. Se precisar defender em uma linha de cinco, não só eu, mas toda a equipe está se doando bastante. A gente quer ganhar a Copa, sabe da capacidade que temos. Correria 10, 20, 30, 40% a mais para isso”, afirmou o jogador do Arsenal.

“Ele [Neymar] está em um nível muito alto. A gente pode ver a qualidade dele no treinamento, que todo mundo já sabe. A intensidade, o jeito que ele voltou, a gente vê que está querendo muito. Ficamos felizes de ter um jogador como ele do nosso lado”, concluiu Martinelli.

Neymar treina sem restrições com o grupo pelo segundo dia seguido

A seleção brasileira realizou nesta segunda-feira (22) a primeira atividade com grupo completo voltada ao terceiro e último jogo da primeira fase da Copa do Mundo. O atacante Neymar, que passou o último mês tratando uma lesão grau dois na panturrilha direita, participou sem restrições das atividades pelo segundo dia seguido e está mais próximo de estrear na competição.

Na quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), o Brasil enfrenta a Escócia, em Miami.

Como de praxe, a imprensa teve acesso somente aos primeiros 15 minutos dos trabalhos no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey. Durante esse tempo, o técnico Carlo Ancelotti dividiu o elenco em dois grupos com 12 jogadores, para atividades de movimentação e toque de bola rápido.

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Neymar ficou junto do goleiro Weverton, do lateral Douglas Santos, dos zagueiros Marquinhos, Danilo e Léo Pereira, dos volantes Danilo Santos, Casemiro e Ederson, do meia Lucas Paquetá e dos atacantes Endrick e Igor Thiago. O grupo foi separado em dois times. O do camisa 10, de colete, ainda teve Danilo Santos, Endrick, Douglas Santos, Marquinhos e Casemiro.

Alisson poupado

O treino contou com 24 jogadores. Não estiveram em campo o atacante Raphinha, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na última sexta-feira (19), na Filadélfia, e o goleiro Alisson. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o defensor foi poupado para “controle de carga”.

No domingo (21), Alisson foi um dos únicos titulares do jogo passado a participar da atividade no gramado. Os outros foram Lucas Paquetá e o atacante Vinícius Júnior.

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O último treino antes da partida contra a Escócia será nesta terça-feira (23), às 10h30. Em seguida, a delegação brasileira viaja de Nova Jersey para Miami. A previsão é que Ancelotti e mais um jogador atendam à imprensa em entrevista coletiva a partir de 20h15, já no palco do jogo de quarta.

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