Portugal vira sobre Croácia e vai às oitavas com gols de CR7 e Ramos

Ao estilo dramático tal como o fado, Portugal se classificou às oitavas de final da Copa do Mundo após vitória de virada por 2 a 1 sobre a Croácia, na noite desta quinta-feira (2), em Toronto (Canadá). Os gols saíram durante um frenético segundo tempo. Perisic abriu o placar aos oito minutos, CR7 empatou de pênalti aos 23 e Gonçalo Ramos selou a vitória aos 48 minutos. Quando o resultado parecia definido, a Croácia arrrancou o empate com gol contra aos 57 minutos, para desespero dos portugueses. Após checagem do VAR, que demorou quase cinco minutos, o gol foi anulado. A partida ainda segiu, com mais 10 minutos de acréscimos, até o apito final aos 63 minutos assegurar de vez a presença de Portugal na próxima fase. 

O jogo ficou marcado pela atuação do craque português, de 41 anos, que pela primeira vez balançou as redes em um partida eliminatóiria da Copa. O atacante também tornou-se o jogador com mais velho a marcar em jogo mata-mata do Mundial. CR7 deixou o campo visivelmente contrariado aos 36 minutos da etapa final, quando o técnico o substituiu pelo meio-campista Ruben Neves. 

Nas oitavas de final, Portugal medirá forças com a vizinha Espanha, que mais cedo levou a melhor sobre a Áustria por 3 a 0. O embate das seleçõs ibéricas será na próxima segunda (6), às 16h (horário de Brasília), em Dallas (Estados Unidos).  

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Portugal começou melhor no primeiro tempo, com quatro finalizações nos primeiros 16 minutos de jogo, a mais perigosa delas aos 4. A jogada começou com Rafael Leão disparando com a bola pela esquerda e cruzando na medida para Bruno Fernandes finalizar dentro da área, mas o goleiro Livakovic fez ótima defesa. A parir daí os portugueses passaram a ter mais posse de bola, mas atacavam com lentidão, facilitando para a defesa bem armada dos croatas, e também não foram efetivos nas finalizações. A partida ficou arrastada. Já no minuto final, João Cancelo cruzou na área e, ao tentar desviar a bola, Stanisic deu de bandeja para Rafael Leão bater sozinho, mas ele chutou mal e isolou.

Na volta do vestiário, logo no primeiro minuto, Nuno Mendez invade a área e tem a chance de abrir o placar, mas decide rolar para Cristiano Ronaldo que para na marcação. No minuto seguinte, foi a vez de croata Kovacic entrar na grande área e, pela esquerda, chutar firme , mas o goleiro Diego Costa defendeu. Seis minutos depois, não teve jeito: a Croácia inaugurou o marcador. A jogada começou pelo lado direito com cruzamento de Stalinic para Matanovic, mas a bola passou direto e caiu nos pés de Pericisic, que chutou na saída de Diego Costa, acertando o fundo da rede.

O jogo seguiu acelerado, totalmente diferente da primeira etapa. Aos 12 minutos, faltou pouco pra Rafael Leão empatar ao disparar uma bomba da entrada da área, mas a bola explodiu no travessão. No minuto seguinte, Diego Costa salvou o gol português ao defender um chute certeiro de Petar Sucic. O ataque português seguiu com tudo para empatar e quase conseguiu aos 15 minutos: João Cancelo cruzou para CR7 bater no fundo do gol na saída de Livakovic, mas o bandeira marcou impedimento, depois confirmado em revisão do VAR.

Aos 19 minutos, os portugueses reclamaram de pênalti após Renato Veiga ser agarrado dentro da grande área por Vlasic. Após checagem do VAR, o árbitro marcou pênalti. CR7 cobrou com categoria e deixou tudo igual em Toronto. O atacante deslocou o goleiro Livakovic, que foi para direita, e bateu no meio do gol. Foi o terceiro do craque lusitano nesta edição do Mundial e o primeiro gol em um jogo mata-mata da Copa.

A luta pela classificação foi ficando dramática. A Croácia quase passou à frente do placar aos 29 minutos, com chute forte de Kovacic da entrada da área, mas a bola acertou a trave e no rebote Diego Costa salvou novamente. Os croatas seguiram colecionando chances de gols. Aos 43, Sucic cruzou da direita para Pasalic, que se livrou da marcação ante de cabecear ao gol, mas a bola foi para fora. Até que aos 48, Rafael Leão cruzou na área para Gonçalo Ramos, que subiu no meio de dois marcadores e marcou de cabeça o gol da virada e da  classificação de Portugal às oitavas de final.

Antes do apito final, aos 57 minutos, quase que a Croácia arranca o empate com gol contra de Ruben Neves, que interceptou a bola que batera em Pasalic. Após checagem do VAR o gol foi anulado pelo árbitro, que viu impedimento de Pasalic. Os portugueses suspiraram aliviados. A partida só terminou aos 63 minutos, com surpreendentes 18 minutos de acréscimos.

Estrela do atletismo é pódio nos Jogos Parasul-Americanos no ciclismo

O Brasil iniciou a trajetória nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar (Colômbia) nesta quinta-feira (2) – a emissora pública Señal Colombia transmite o evento ao vivo no YouTube. Foram sete medalhas – quatro ouros e três pratas – nas provas de contrarrelógio do ciclismo, em que vence o atleta que finalizar o percurso no menor tempo.

Uma das medalhistas foi Jerusa Geber, prata na classe B (deficiência visual). Ligada ao ciclismo desde o fim de 2024, a acreana de 44 anos é uma estrela paralímpica do atletismo. Ela é tetracampeã mundial nos 100 metros (m), distância na qual é recordista, sendo, ainda, a primeira cega a percorrê-la em menos de 12 segundos. Além disso, conquistou dois ouros na Paralimpíada de Paris (França), há dois anos, nos 100 e nos 200 m.

Jerusa, que teve a paulista Marcella Toldi como pilota (guia da ciclista com deficiência visual), realizou a prova desta quinta em 27min55s23, superada somente por outra brasileira, a fluminense Viviane Soares, campeã com 26min46s41. A argentina Maria Jose Quiroga (29s13s73) completou o pódio do contrarrelógio.

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“Estou muito feliz com este resultado. O ciclismo é uma paixão para mim. Estou gostando muito e pretendo ficar nele por bastante tempo. Até onde der, quero seguir no esporte dando trabalho para minhas adversárias”, disse a acreana, em depoimento à comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Viviane, ouro na disputa para atletas com deficiência visual com a paulista Lara Marinho de pilota, também se divide entre os esportes. A fluminense de 30 anos, que foi medalhista de bronze nos 100 m da classe T12 (baixa visão) no Campeonato Mundial de Atletismo de 2019, planejava encerrar a carreira em 2025, quando foi apresentada ao ciclismo.

“Muitas pessoas me ajudaram e me apoiaram nos momentos mais difíceis, quando pensei em parar. Foi uma prova maravilhosa. Eu sabia que tinha chances de pódio, mas não sabia qual medalha seria. Entrei para dar tudo de mim e mais um pouco para conseguir este ouro. Foi duro, cansei bastante, mas deu tudo certo no final”, celebrou a Viviane, também à assessoria de imprensa do CPB.

Mais pódios

O Brasil foi ao pódio com mais cinco ciclistas. O paulista Lauro Chaman venceu a disputa masculina da classe C5 (atletas com deficiências físico-motoras leves ou amputações), com tempo de 34min30s81. Ele ficou à frente dos colombianos Diego Dueñas e Juan Gómez. Entre as mulheres, a mineira Fabiana Ventura foi prata (32min08s15), atrás da colombiana Paula Ossa, mas superando a panamenha Laydis Veja.

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Na classe C2 (comprometimento físico-motor moderado nas pernas, braços ou tronco), o mineiro Roberto Neto garantiu o ouro entre os homens, cravando 26min00s68. Ele bateu o colombiano Esneider Muñoz e o chileno Manuel Opazo. No feminino, Sabrina Custódia levou a prata, com 15min40s07. A paulista ficou 1min42s atrás da colombiana Daniela Munévar. O bronze foi para a argentina Maria Sergo.

Já na classe H3 (atletas que utilizam bicicletas impulsionadas com as mãos, as handbikes), o mineiro Eduardo Pimenta venceu a prova com tempo de 28min41s49. O pódio ainda teve o argentino Oscar Biga (prata) e o chileno Sebastian Morales (bronze).

Evento continental

O Brasil disputa os Jogos Parasul-Americanos com 237 representantes em 13 modalidades, além de quatro atletas-guia (atletismo) e quatro pilotos (ciclismo) para auxiliar competidores com deficiência visual, dois goleiros do futebol de cegos e dois calheiros, que atuam com os atletas da bocha.

A competição vai até 15 de julho. Apesar de as disputas terem iniciado, a cerimônia de abertura será apenas neste domingo (5). O Brasil terá a halterofilista paulista Mariana D’Andrea, bicampeã paralímpica, e o mesatenista goiano Iranildo Espíndola como porta-bandeiras.

Trata-se do primeiro evento multimodalidade com participação brasileira no ciclo dos Jogos de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. A delegação que viajou para a Colômbia tem 50 medalhistas em Mundiais e 48 que foram ao pódio em Paralimpíadas.

Esta é a segunda edição do Parasul. A primeira ocorreu em Santiago (Chile), em 2014. O Brasil, na ocasião, ficou em segundo lugar no quadro de medalhas, atrás da Argentina. Os hermanos, inclusive, sediariam a disputa em 2018, em Buenos Aires, mas o evento acabou cancelado por questões financeiras.

Adversária em campo, Noruega é parceira de ações ambientais do Brasil

A Seleção Brasileira tem pela frente, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, um adversário que ela nunca venceu: a Noruega. Desde 1998, foram quatro confrontos, com dois empates e duas vitórias norueguesas, e as duas equipes se encontram novamente no próximo domingo, às 17h.

Apesar do retrospecto incômodo no futebol, fora de campo os países trabalham juntos pelo meio ambiente, na conservação de florestas tropicais.

A Noruega é a principal doadora do Fundo Amazônia, criado pelo Brasil em 2008, e recentemente tornou-se sócia no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês).

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Rios contaminados têm coloração e margem afetadas pela atuação de garimpo ilegal na região do Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami, Oeste de Roraima, avistados em sobrevoo da Força Aéra Brasileira para lançamendo de suprimentos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Proteção das florestas tropicais

O novo instrumento busca atrair recursos públicos e privados para financiar a manutenção das florestas tropicais no planeta, sobretudo na América do Sul, na África Central e no Sudeste Asiático. 

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>> Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

O fundo foi lançado oficialmente durante a Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada em novembro de 2025, em Belém, com apoio de 66 países. 

A Noruega se comprometeu, na ocasião, a investir US$ 3 bilhões no TFFF ao longo de dez anos, o maior aporte individual e o maior investimento dos noruegueses na conservação de florestas tropicais no planeta.

Na ocasião, o ministro do Clima e do Meio Ambiente daquele país, Andreas Bjelland Eriksen, disse que o mundo estava diante do desaparecimento das florestas, “com consequências que não eram exclusivas para o Brasil”. Segundo Eriksen, a medida ajudaria na mitigação da crise climática global.

Atualmente, o TFF tem U$ 6,8 bilhões. Além dos recursos da Noruega, conta com US$ 1 bilhão do Brasil, US$ 1 da Indonésia, € 1 bilhão da Alemanha, € 500 milhões da França, € 50 milhões de Luxemburgo e US$ 5 milhões dos Países Baixos. A Fundação Minderoo prometeu US$ 10 milhões.

 

Andreas Bjelland Eriksen, ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No mesmo evento, o primeiro-ministro, Jonas Gahr Støre, acrescentou que o TFFF poderia oferecer “financiamento estável e de longo prazo” e, por isso, apoiava a iniciativa. 

A proposta, desenhada pelo governo brasileiro, pretende alcançar inicialmente US$ 25 bilhões com as adesões e alavancar US$ 125 bilhões com capital privado. Os recursos serão aplicados em países com florestas tropicais, que são 70 e somam 1 bilhão de hectares.

“O Brasil precisava de parceiros que pudessem também aportar recursos [na iniciativa], e o natural era acionar os parceiros tradicionais que há anos vinham trabalhando conosco e são notórios em apoiar conservação da natureza”, explicou Garo Batmanian, diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. “Com o tempo, a Noruega se aproximou e fez um aporte com condicionantes”.

Na visão do governo brasileiro, o apoio do país nórdico é fundamental para alavancar novos empréstimos e alcançar os US$ 10 bilhões iniciais. Com esse montante, o TFFF emitirá títulos que financiarão os projetos.

No radar, está a China, que, no fim de junho, mês do Dia Mundial das Florestas Tropicais, sinalizou a intenção de aderir, segundo informou o ministro da Fazenda brasileiro, Dario Durigan, ao Jornal Valor Econômico. O tema foi tratado em uma reunião entre Durigan e o ministro das Finanças da China, Lan Fo’an. De acordo com o ministro, equipes estão mobilizadas para acertar os detalhes da adesão.

Fundo Amazônia 

O TFFF se diferencia de outras estratégias baseadas em doações, como o Fundo Amazônia, que também tem a Noruega como a principal parceira.

O país nórdico contribuiu com R$ 3,8 bilhões dos R$ 4,9 bilhões do fundo, entre 2009 e 2025. Em junho, o Reino Unido fez mais um depósito, tornando-se o segundo maior doador, com R$ 500 milhões. A Alemanha é o terceiro maior parceiro, tendo investido R$ 387 milhões.

 

Floresta Amazônica – Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Fundo Amazônia já financiou mais de 650 ações de pequenos agricultores, quebradeiras de coco, indígenas, cientistas, órgãos ambientais e Corpos de Bombeiros, por exemplo, e é gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

As medidas incluem ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de apoio à restauração florestal, regularização fundiária e produção sustentável.

O mecanismo foi proposto pelo Brasil na 12ª Conferência das Partes da ONU, no Quênia, e é liberado mediante comprovação da redução de desmatamento pelo Brasil. 

Noruega e suas contradições

Embora a Noruega seja uma das maiores patrocinadoras de projetos verdes no mundo, o país é um dos principais exportadores de petróleo e gás, transferindo grande parte do seu impacto climático para o exterior, uma vez que os combustíveis fósseis são os mais poluentes e considerados vilões do aquecimento global no planeta.

Apesar da contradição, para ambientalistas, em termos de cooperação internacional, os nórdicos têm importante papel de liderança.

“Diferente do futebol, no caso da natureza, jogar junto, em parceria, é fundamental, nada está desvinculado”, avaliou o vice-presidente da Conservação Internacional (CI-Brasil), Maurício Bianco.

Ele lembrou que, internamente, a Noruega tem favorecido iniciativas limpas, como adoção de veículos elétricos.

 “A Noruega tem demonstrado liderança consistente no financiamento de iniciativas de proteção das florestas tropicais e está à frente de outras nações desenvolvidas na redução do impacto ambiental de suas atividades”, afirmou Bianco.

Enquanto isso, outros grandes poluidores e desmatadores não demonstram protagonismo na agenda.

 

Vista de um braço do Rio Caeté em área de manguezal na Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu monitorada pelo projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Bianco explicou que proteger, restaurar e manejar a natureza de forma sustentável pode reduzir os efeitos da mudança climática, mas exige investimentos.

Segundo ele, a natureza recebe apenas 3% do financiamento climático global, apesar de responder por um terço das soluções para mitigar o problema. Somente na Amazônia, informou, estudos do Banco Mundial estimam a necessidade de investimentos anuais de US$ 7 bilhões. 

“A Noruega mostra para os países desenvolvidos que é importante eles financiarem soluções que possam evitar a crise climática e a [perda de] biodiversidade, para que eles mesmos não sofram com os problemas, como está ocorrendo agora”, concluiu.

De acordo com o Greenpeace Brasil, o controle do desmatamento e da degradação estão entre as principais formas de limitar o aquecimento global a 1,5ºC.

“Proteger e restaurar as florestas tropicais é fundamental para enfrentar as crises da biodiversidade e do clima, além de garantir um planeta habitável para as futuras gerações”, disse a organização em posicionamento divulgado no último Dia Mundial das Florestas, 22 de junho.

Brasileiros têm dia ruim em Wimbledon e caem nas duplas masculinas

A quinta-feira (2) não foi positiva para o Brasil no Torneio de Wimbledon, um dos quatro Grand Slams, como são chamados os principais eventos do tênis. Os representantes do país que estiveram em quadra no All England Club, em Londres (Reino Unido) foram eliminados na chave masculina de duplas.

A parceria 100% brasileira, formada pelo gaúcho Rafael Matos, número 35 do ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), e o catarinense Orlando Luz (49º) foi superada por Théo Arribagé (23º) e Albano Olivetti (21º) logo na primeira rodada. Os franceses precisaram de pouco mais de uma hora para vencer por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/2.

A parceria do gaúcho Marcelo Demoliner (65º) com o indiano Sriram Balaji (59º) também caiu na estreia. Eles sofreram a virada contra o belga Sander Gillé (77º) e o holandês Sem Verbeek (73º), que ganharam por 2 sets a 1, parciais de 3/6, 7/6 (7-2) e 6/4, em duas horas de partida.

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Quarta de altos e baixos

Na quarta-feira (1º), o tênis brasileiro teve uma vitória e uma derrota nas duplas masculinas. Campeão de Wimbledon em 2017, o mineiro Marcelo Melo (44º) atuou ao lado do argentino Andrés Molteni (45º). Eles não resistiram ao croata Nikola Mektic (20º) ao norte-americano Austin Krajicek (55º), que venceram por 2 sets a 1, parciais de 6/1, 4/6 e 6/2, em uma hora e 48 minutos de jogo.

“Conseguimos entrar em jogo depois, mudar o momento. Mas, no terceiro set, quebraram [expressão usada quando o tenista vence o game em que o adversário está sacando] bem no começo e acabou atrapalhando um pouco a maneira como vínhamos jogando. Acho que essa quebra definiu o final”, avaliou Melo, por meio da assessoria de imprensa.

O único brasileiro vivo no torneio masculino de duplas é Fernando Romboli. Na quarta, o carioca, número 83 do mundo, classificou-se à segunda rodada ao lado do australiano John-Patrick Smith (60º). Eles derrotaram os poloneses Karol Drzewiecki (94º) e Kamil Majchrzak (893º em duplas, 45º em simples) por 2 sets a 1, com emocionantes parciais de 5/7, 7/6 (11-9) e 7/6 (10-8). Foram duas horas e 33 minutos de partida.

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Romboli e Smith aguardam a parceria ganhadora do jogo entre os espanhóis Pablo Carreno Busta (71º em simples, sem ranking de duplas) e Jaume Munar (44º em simples, 328º em duplas) contra o argentino Guido Andreozzi (16º) e o francês Manuel Guinard (17º). O confronto está previsto para a tarde desta quinta.

Luisa e João em quadra

Nesta sexta-feira (3), a expectativa é pela estreia de Luisa Stefani no torneio feminino. A paulista, número sete do ranking de duplas pela Associação de Tênis Feminino (WTA), e que tem a canadense Gabriela Dabrowski (3ª) como parceira, terá pela frente a polonesa Alicja Rosolska (1822ª, foi a 23ª em 2019) e a chilena Alexa Guarachi (844ª, esteve em 11º em 2021). O jogo está na agenda do dia, ainda sem horário marcado.

Quem teve a partida confirmada foi João Fonseca. Número 27 do ranking de simples da ATP, o carioca pega o russo Roman Safiullin (132º) às 7h (horário de Brasília) desta sexta, na terceira rodada do torneio masculino individual. Se vencer, o brasileiro avança às oitavas de final e já isola a campanha de 2026 como a melhor da carreira em Wimbledon.

 

João Fonseca crava segunda vitória no Torneio de Wimbledon, em Londres

O tenista brasileiro João Fonseca avançou à terceira rodada do tradicional Torneio de Wimbledon, o terceiro Grand Slam da temporada, disputado em quadra de grama, em Londres (Inglaterra). Atual número 27 do mundo, o carioca despachou nesta quarta-feira (1º) o holandês Jasper de Jong (73º no ranking), por 3 sets a 0, com parciais de 6/1, 7/6 e 6/4, após 2h21 de partida.

“Foi uma das minhas melhores partidas na grama. Foi realmente boa a forma como me movimentei, bati com forehand, fui à rede, bom saques e também na devolução. Eu me senti realmente bem em quadra e ele [Jasper de Jong] sabe como jogar na grama, tem jogo nisso e foi difícil, então, estou feliz de ter conseguido me manter focado e chegado à vitória”, comemorou Fonseca, em entrevista na quadra à ESPN, emissora que detém os direitos de transmissão do torneio no Brasil.

Cabeça de chave número 24, Fonseca volta à quadra na sexta (3) para buscar uma classificação inédita às oitavas de final em sua segunda participação em Wimbledon. O horário do jogo segue indefinido. O tenista carioca de 19 anos enfrentará o russo Roman Safiullin (136º), que eliminou hoje o holandês Botic Van de Zandshhulp, por 3 sets a 2. Vindo do qualificatório, o russo derrotou na estreia o compatriota Andrey Rublev, também por 3 sets a 2.

Fonseca projetou um embate acirrado contra Zandshhulp na próxima rodada.

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“Vai ser uma partida muito difícil. Ele é um jogador completo, também, na grama, que consegue jogar muito bem com a velocidade,  joga muito rápido e já ganhou de dois ótimos jogadores, o Rublev e agora o Van Zandschulp. É focar, cada dia melhorando cada vez mais na grama e partir com tudo”,concluiu o brasileiro, que estreou na última segunda (29), com vitória por 3 sets a 0 sobre o espanhol Roberto Bautista Agut (183º).

No ano passado, Fonseca avançou à terceira rodada, seu melhor desempenho em Wimbledon, o mais antigo torneio de tênis do mundo – a primeira edição foi em 1877. Na partida decisiva para se classificar às oitavas, o carioca foi eliminado pelo chileno Nicolas Jarry.

Inglaterra elimina RD Congo com dois gols de Kane e avança às oitavas

Inglaterra e República Democrática do Congo protagonizaram um jogo eletrizante na tarde desta quarta-feira em Atlanta (Estados Unidos), que terminou com vitória de virada dos europeus por 2 a 1, com dois gols do atacante Harry Kane nos 16 minutos finais da segunda etapa. A Inglaterra está classificada para as oitavas de final da Copa do Mundo, e segue como uma das favoritas ao segundo título da história – o primeiro foi em 1966.

Os ingleses foram surpreendidos aos seis minutos, com Cipenga abrindo o placar para os Leopardos (apelido da seleção congolesa). Após o susto, os britânicos  foram em peso para o ataque em busca do empate, que só ocorreu aos 29 minutos do segundo tempo, com gol do camisa 9, que mudou a história da partida. Kane marcou novamente aos 40 minutos e selou a classificação dos Três Leões. Já os Leopardos, que voltaram ao Mundial depois de uma ausência de 52 anos,  se despendem da Copa após uma campanha histórica. 

Nas oitavas, a Inglaterra enfrentará o anfitrião México,no Estádio Azteca. O jogo está programado para domingo (5), às 21h (horário de Brasília).

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No primeiro tempo, bastaram seis minutos de jogo para os congoleses abrirem o placar, após cruzamento de Mbemba da direita para Cipenga, dentro da grande área, bater forte no fundo da rede, sem chances para o goleiro Pickford. O gol abalou a estratégia ofensiva da seleção inglesa, que demonstrou nervosismo só recuperou o foco após a pausa para hidratação. Aos 27 minutos, Rice cobrou falta e o defensor Konsa quase marca contra de canela. Em seguida, em novo cruzamento do camisa 4, Belligham cabeceou certeiro, mas o goleiro Mpasi fez uma defesa incrível.

Os Três Leões insistiam na busca do empate, mas paravam na bem armada defesa congolesa. Aos 39, em outro ataque com chance real de gol dentro da grande área, os ingleses pediram pênalti, após a bola tocar no braço do defensor Tuanzebe. No entanto, a arbitragem não viu infração e mandou o jogo seguir. Aos 34, mais pressão inglesa na pequena área. Kane tenta chutar, é brecado por Tuanzebe, e bola sobra para Rashford finalizar, mas Bissaka impediu o gol ao tirar a bola em cima da linha do gol.

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O Congo ainda teve oportunidade de ampliar aos 41 minutos, após cruzamento perfeito de Wan-Bissaka para Wissa finalizar sozinho na pequena área, mas a bola beijou a trave e saiu. Já nos acréscimos, o goleiro Mpasi brilhou novamente, ao defender bola cabeceada para baixo por Bellingham, aproveitando cruzamento perfeito de Madueke. Mais uma vez, Mpasi deu show e defendeu.

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Após o intervalo, a seleção inglesa partiu toda para o ataque e sufocou os Leopardos. Aos cinco minutos, Rashford partiu em velocidade com a bola, invadiu a grande área e desferiu um torpedo de canhota. A torcida chegou a gritar gol, mas a bola passou pelo lado de fora da rede. Nas poucas chances de os congoleses ampliarem o placar, a melhor foi aos 21 minutos, com um chute de fora da área de Mbuku. A bola passou rente ao travessão pelo lado de fora. Os ingleses seguiram insistindo e aos 29 minutos empataram em jogada que começou com Gordon se livrando da marcação e cruzando na medida para Harry Kane. O camisa 9 se antecipou ao zagueiro Tuanzebe e cabeceou firme para o fundo das redes. Tudo igual em Atlanta. A partir daí, os ingleses sobraram em campo e 11 minutos depois, em outro cruzamento de Gordon, Kane achou espaço entre cinco marcadores para desferir um chute certeiro. Era o gol de virada da Inglaterra e da classificação. Antes do fim, em cobrança da falta, Wissa teve a chance de empatar, mas cobrou mal e a bola passou longe do gol. Era o fim da campanha histórica dos Leopardos no Mundial.

México bate Equador e avança às oitavas de final da Copa

A Copa do Mundo de 2026 segue como um conto de fadas para o México. Na madrugada desta quarta-feira (1º), o público teve que aguardar por uma hora além do esperado antes de a bola rolar para o confronto com o Equador, no Estádio Azteca, devido ao alerta de tempestade e raios. Quando o jogo enfim começou, a seleção da casa brindou a torcida com uma atuação enérgica que acabou em vitória por 2 a 0, com os dois gols marcados nos primeiros 30 minutos de partida.

O resultado manteve duas escritas do México nesta Copa: são quatro vitórias em quatro jogos e nenhum gol sofrido até o momento. Na próxima partida, quando vai se despedir do solo mexicano seja lá qual for o resultado, a seleção buscará igualar suas melhores campanhas em copas, em 1970 e em 1986, quando também foi anfitriã e chegou até as quartas de final.

A chuva com raios que caiu no começo da noite na Cidade do México atrasou o início do jogo em uma hora, em protocolo estabelecido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) mesmo não havendo lei no país que determine essa conduta. Quando o jogo começou, a equipe da casa realizou uma verdadeira blitz, finalizando várias vezes nos primeiros minutos.

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Assim, os gols não demoraram a sair. Aos 21, com o Equador lançado ao ataque, o México encaixou um contragolpe. Quiñones recebeu ainda no próprio campo de defesa, avançou e chutou forte, no ângulo direito do goleiro Galindez, para abrir o placar.

Nove minutos depois, veio o segundo. Raúl Jiménez aproveitou erro de Ordónez na defesa, roubou a bola e acionou Quiñones na entrada da área. O camisa 9 mexicano recebeu de volta e finalizou com classe, alcançando o ângulo esquerdo do gol equatoriano.

Na reta final da primeira etapa, o Equador teve a sua melhor chance de entrar no jogo novamente. Yeboah fez boa jogada individual pela direita e chutou forte. No entanto, o goleiro Rangel estava atento e afastou o perigo com as duas mãos.

Em um segundo tempo não tão quente, o México teve duas boas chances em cabeçadas consecutivas de Montes após cobranças de escanteio. Já o Equador levou perigo em um chute de Kevin Rodriguez que tocou na saída de Rangel mas a bola foi para fora.

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O Equador buscou uma pressão no final, mas não colheu frutos. O zagueiro Piero Hincapié ainda foi expulso por ter se dirigido a Santi Giménez, do México, cobrindo a boca com a mão.

A vitória por 2 a 0 foi muito comemorada pela torcida mexicana, que aguarda o próximo adversário.

O México enfrentará o vencedor do jogo entre Inglaterra e República Democrática do Congo, que ocorre nesta quarta-feira (1º) em Atlanta.

O compromisso das oitavas de final – que será novamente no Azteca, no domingo (5) – marcará o último jogo desta Copa em território mexicano.

Quem vencer tem encontro marcado nas quartas de final com o vencedor do confronto entre Brasil e Noruega. Caso chegue lá, a seleção mexicana igualará o melhor resultado já conquistado em uma Copa. As campanhas de 1970 e 1986 – ambas em casa – terminaram nas quartas, quando o México acabou eliminado por Itália e Alemanha Ocidental, respectivamente. Nas duas ocasiões, a equipe que eliminou a seleção mexicana terminou vice-campeã do mundo.

Capitão da seleção de Cabo Verde é investigado por denúncia de estupro

A surpreendente trajetória da seleção de Cabo Verde na Copa do Mundo foi afetada, nos últimos dias, por denúncias contra o capitão do time, Ryan Mendes. A polícia da Nova Zelândia confirmou ao jornal New Zealand Herald que conduz uma investigação baseada em suspeita de estupro.

Uma tradutora brasileira acusa o jogador de violência sexual. O estupro teria ocorrido em um hotel de Auckland, na Nova Zelândia.

Procurada por diversos veículos de imprensa, a seleção de Cabo Verde não se manifestou sobre o caso.

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Em nota, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) informou que leva a sério “qualquer alegação de má conduta” e que mantém contato com as autoridades da Nova Zelândia.

Em nota à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio da Embaixada do Brasil em Wellington, capital da Nova Zelândia, tem conhecimento do caso e presta a assistência consular devida à cidadã brasileira.

O Itamaraty afirmou ainda que, em atendimento ao direito à privacidade, em observância à Lei de Acesso à Informação e ao Decreto nº 7.724/2012, não fornece informações sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros. 

Ryan Mendes participou dos três jogos de Cabo Verde na fase de grupos da competição. A seleção cabo-verdiana avançou pela primeira vez à fase eliminatória do torneio e tem partida marcada contra a Argentina na sexta-feira (3), em Miami.

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A vitória por 2 a 1 sobre o Japão, em Houston (Estados Unidos), pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, ficou para trás. Nesta terça-feira (30), a seleção brasileira se reapresentou no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, e iniciou a preparação para o duelo pelas oitavas de final, contra Noruega ou Costa do Marfim, que será no domingo (5), às 17h (horário de Brasília), também em Nova Jersey (Estados Unidos).

A imprensa pôde acompanhar os primeiros 15 minutos da atividade no gramado, que reuniu os jogadores que não atuaram o contra o Japão, além dos volantes Danilo Santos e Fabinho, que participaram do jogo, mas nos minutos finais. A exceção foi o atacante Raphinha, que trata uma lesão no músculo posterior da coxa direita e sequer tinha viajado para Houston.

O treino transcorreu de maneira descontraída. Até Carlo Ancelotti se aventurou com a bola nos pés, trocando passes com membros da comissão técnica e fazendo embaixadinhas. O treinador, vale lembrar, foi meio-campista e representou a Itália em duas Copas do Mundo (1986 e 1990), além de conquistar dois títulos de Liga dos Campeões da Europa pelo Milan.

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Treino da seleção na manhã desta segunda (30) reuniu jogadores que não atuaram o contra o Japão e também os  volantes Danilo Santos e Fabinho, que entraram em campos nos minutos finais do mata-mata – Reuters/Caen Couto/proibida reprodução

Os demais atletas fizeram um trabalho regenerativo. Oito deles – os laterais Danilo e Douglas Santos, o zagueiro Gabriel Magalhães e os atacantes Rayan, Vinícius Júnior, Endrick, Gabriel Martinelli e Matheus Cunha – apareceram no campo já nos instantes finais do período liberado à imprensa, mas calçando tênis.

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Lucas Paquetá tem lesão na coxa confirmada, sem previsão de retorno

Entre os jogadores que permaneceram na parte interna do centro de treinamento, estiveram Casemiro e Lucas Paquetá. Ambos foram substituídos com dores musculares, dando lugar a Fabinho e Endrick, respectivamente. O volante, na saída do estádio em Houston, disse que o incômodo era uma câimbra no adutor e que “não era nada demais”.

O caso do meia é o que mais preocupa, já que precisou de ajuda para sair de campo antes do intervalo do jogo contra o Japão. O jogador do Flamengo teve diagnosticada uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda.

A delegação saiu de Houston às 21h20 de segunda-feira (29) e chegou em Nova Jersey pouco depois da meia-noite desta terça. Pelo cronograma da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os jogadores serão liberados após o almoço e terão folga até o fim da tarde de quarta-feira (1º).

Saiba mais sobre a preparação da Seleção no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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