Veja os jogos deste domingo na Copa do Mundo 2026

Todos os jogos da primeira rodada dos grupos E e F da Copa do Mundo Fifa 2026 serão disputados neste domingo (14).

Grupo E:

  • Alemanha x Curaçau, às 14h, em Houston (EUA).
  • Costa do Marfim x Equador, às 2h, na Filadélfia (EUA).

Grupo F:

Vinícius Júnior admite atuação ruim do Brasil: “Precisamos melhorar”

Suíça desperdiça chances e Catar arranca empate no fim pelo Grupo B

  • Holanda x Japão, às 17h, em Dallas (EUA).
  • Suécia x Tunísia, às 23h, em Monterrey (MEX).

Grupo E

Com um currículo de quatro Copas do Mundo (1954, 1974, 1990 e 2014) e uma equipe tecnicamente qualificada, a Alemanha é apontada como a equipe favorita do Grupo E, que tem, ainda, Curaçau, Costa do Marfim e Equador.

A equipe favorita para a ocupar a segunda vaga do grupo é o Equador. Com um time sólido e competitivo, o Equador fez uma ótima campanha durante as eliminatórias da América do Sul, ficando na segunda posição, à frente do Brasil e atrás apenas da Argentina.

Costa do Marfim, um time de força física e velocidade, e Curaçau, estreante em Copas do Mundo, correm por fora. Caso se classifiquem, serão certamente grandes surpresas no torneio.

Grupo F

Uma das chaves mais equilibradas desta edição da Copa do Mundo é o Grupo F, com Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.

EUA estreia na Copa do Mundo com goleada sobre o Paraguai: 4×1

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Não há um favorito absoluto, ainda que, historicamente, a Holanda e a Suécia tenham feito campanhas mais bem sucedidas do que as demais equipes em outras copas. Os dois países também têm um elenco de qualidade, organizado defensivamente.

O Japão, por sua vez, possui uma das melhores gerações de sua história. Costuma fazer um jogo de transições rápidas e muita disciplina tática, o que pode acabar surpreendendo seus concorrentes. Já a Tunísia pode ser apontada como azarão do grupo, apesar da boa campanha feita durante as eliminatórias africanas.

Vinícius Júnior admite atuação ruim do Brasil: “Precisamos melhorar”

Autor do gol do Brasil na estreia da Copa do Mundo, o atacante Vinícius Júnior reconheceu que a seleção canarinho não teve boa atuação no empate por 1 a 1 com Marrocos. Em entrevista coletiva no MetLife Stadium, em Nova Jersey, depois do confronto deste sábado (13), o camisa 7 disse que sair perdendo atrapalhou os planos da equipe.

“Sem dúvidas, tem o peso da estreia. É sempre o jogo mais difícil, em que você tem que se adaptar o mais rápido possível. Tomamos o gol cedo, isso muda a nossa forma de jogar. Para ganhar a Copa, vamos ter que sofrer, que virar jogos. E temos que estar preparados para isso”, afirmou o atacante, eleito pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) o melhor em campo.

Dominado, o Brasil viu Marrocos sair na frente aos 20 minutos, em um golaço por cobertura do atacante Ismael Saibari. A seleção africana controlava o jogo, mas em jogada individual pela esquerda, após receber passe do volante Bruno Guimarães, Vinícius Júnior deixou tudo igual dez minutos depois.

Suíça desperdiça chances e Catar arranca empate no fim pelo Grupo B

EUA estreia na Copa do Mundo com goleada sobre o Paraguai: 4×1

“A gente não está feliz com nossa partida. Marrocos é uma excelente equipe, que joga junto há muito tempo. Precisamos melhorar para ganhar os próximos jogos”, resumiu o camisa 7 brasileiro.

Questionado sobre as opções do elenco para atuar ao lado dele na sequência da competição, Vinícius Júnior evitou polemizar.

“Acho que a gente tem que se adaptar com os jogadores que temos aqui. Isso vai fazer toda diferença. Cada um tem sua característica. A experiência conta muito e tem o gás da galera jovem. Vamos precisar dos 26 jogadores”, finalizou o atacante.

A seleção canarinho volta a campo na próxima terça-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, que é todo disputado nos Estados Unidos – México e Canadá são os demais anfitriões.

No segundo dia de Copa, EUA vence e Canadá empata

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Suíça desperdiça chances e Catar arranca empate no fim pelo Grupo B

A máxima do futebol do “quem não faz, toma” se fez presente no jogo que finalizou a primeira rodada do Grupo B da Copa do Mundo. Neste sábado (13), Suíça e Catar empataram por 1 a 1 no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia (Estados Unidos).

Os suíços desperdiçaram várias oportunidades ao longo da partida. Foram 26 chutes, mas apenas sete em direção a meta catari. Com bem menos finalizações (sete, quatro no gol), a equipe asiática conseguiu a igualdade nos acréscimos da etapa final e somou seu primeiro ponto da história em um Mundial. Sede da edição anterior, a seleção do país perdeu os três jogos que fez em 2022.

Com um ponto cada, Suíça e Catar se igualam a Canadá, outro anfitrião da Copa, e Bósnia e Herzegovina, que ficaram no 1 a 1 na última sexta-feira (12), no Toronto Field. Foi o primeiro jogo de Mundial em solo canadense na história.

EUA estreia na Copa do Mundo com goleada sobre o Paraguai: 4×1

No segundo dia de Copa, EUA vence e Canadá empata

O Grupo B prossegue na próxima quinta-feira (18). Às 16h (horário de Brasília), a Suíça joga novamente na Califórnia, mas em Los Angeles, no SoFi Stadium, contra a Bósnia. Mais tarde, às 19h, o Catar vai ao Canadá encarar os donos da casa no BC Place Stadium, em Vancouver.

Relógios suíços costumam significar precisão, eficiência. O mesmo não pôde ser dito sobre a seleção de futebol alpina, em que pese a vantagem no marcador ao final do primeiro tempo. Os europeus finalizaram 14 vezes nos 45 minutos iniciais, sendo 12 dentro da área, mas balançaram as redes somente em uma cobrança de pênalti.

Aos 13 minutos, o goleiro Mahmoud Abunada chegou atrasado na dividida em cima do volante Remo Freuler, dentro da área. Após três minutos de análise da arbitragem de vídeo (VAR) sobre a marcação ou não de impedimento, o atacante Breel Embolo bateu ​e mandou para as redes.

Com o jogo sob controle, a Suíça passou a cadenciar as ações para evitar maior desgaste por conta do forte calor em Santa Clara. O Catar, por sua vez, tentava sair em velocidade quando tinha a posse da bola, mas esbarrava na própria limitação técnica e na marcação dos europeus, quase sempre em superioridade numérica.

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Quando a vitória suíça parecia encaminhada, veio a punição pelas oportunidades desperdiçadas. Nos acréscimos, aos 49 minutos da etapa final, o zagueiro Boualem Khoukhi apareceu na área e, de cabeça, fez o gol que explodiu a torcida catari presente na Califórnia, garantindo o empate.

EUA estreia na Copa do Mundo com goleada sobre o Paraguai: 4×1

O ingresso mais barato para a partida entre Estados Unidos e Paraguai, no moderno Sofi Stadium, em Los Angeles, foi comercializado pela FIFA por 1.120 dólares (cerca de 5.500 reais). Outros setores, mais próximos do campo, foram cotados por valores que chegaram a 1.940 dólares (aproximadamente 9.500 reais) nos canais oficiais da entidade.

Assim, na véspera da partida, mais de 4.400 ingressos ainda estavam disponíveis para venda na internet e, para tentar escoar os bilhetes em cima da hora, portais secundários de revenda registraram quedas nos preços, embora o valor ainda estivesse em 800 dólares (4.050 reais).

Pior para os paraguaios, que pagaram caro para ver sua seleção jogar mal em sua estreia na Copa de 2026. Pouco criaram e sofreram constantemente com o ataque veloz e dinâmico dos norte-americanos. O 4×1 no placar final refletiu bem o que a torcida viu em campo.

No segundo dia de Copa, EUA vence e Canadá empata

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Existe um ditado comum entre turistas que vão aos EUA. Para gastar sem remorso, costumam dizer: quem converte não se diverte. Nesse caso, os paraguaios nem precisaram descobrir quanto gastaram em guaranis por um assento no estádio em Los Angeles. A diversão ficou só do lado dos donos da casa.

Anitta e Kate Perry no pré-jogo

Uma hora e meia antes de a bola rolar, ainda com muitos espaços vazios nas arquibancadas do estádio de Los Angeles, ocorreu a cerimônia de abertura da Copa para o público norte-americano. Como destaque, a sul-africana Tyla e a brasileira Anitta, que formou um trio com o rapper Rema e a cantora Lisa, do gênero K-Pop.

Mais próximo da partida começar, a cantora Kate Perry, nascida na Califórnia, cantou uma única música tema para um público bem maior, que já conseguia cobrir todas as galerias do estádio com as cores vermelha e branca, em apoio aos Estados Unidos. Por fim, a FIFA divulgou que 70.492 pessoas foram ao Sofi Stadium.

O jogo

O duelo marcava um encontro de dois técnicos argentinos, Maurício Pochettino pelos norte-americanos e Gustavo Alfaro pelos paraguaios. Com a bola rolando, os Estados Unidos continuaram com a festa iniciada na cerimônia de abertura. Logo aos 6 minutos, Pulisic, craque do Milan, da Itália, invade a área paraguaia, McKennie rola para o meio, a bola bate no pé de Bobadilla e vai para o fundo das redes. Gol contra, um presente que nem mesmo os anfitriões esperavam receber tão cedo: 1 a 0.

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Aos 15, o lateral-direito Dest teve a chance de fazer o segundo gol, mas adiantou demais a bola, que recebeu livre, e perdeu o ângulo. Tentou cruzar e conseguiu, no máximo, um escanteio. Aos 27, Balogun até fez o segundo gol, mas o lance, dentro da área, foi invalidado por impedimento.

Três minutos depois, não houve como apelar, Balogun recebeu cruzamento rasteiro na área e pegou de primeira, chutando no canto do goleiro Gill: 2 a 0. Era a prova absoluta do grande domínio dos Estados Unidos no 1° tempo.

Aos 37, o zagueiro Richards quase fez de cabeça ao escorar um escanteio, a bola passou raspando a trave do Paraguai. Aos 42, foi Tillman quem perdeu uma ótima oportunidade, concluindo de dentro da área em cima do goleiro Gill.

A impressão era que a festa pré-jogo continuava dentro de campo, só que com outros artistas. Aos 49 minutos, o “popstar” Balogun foi lançado em profundidade, driblou o zagueiro e chutou no ângulo, um belo gol do artilheiro da Copa até então: 3 a 0.

Com a vitória garantida, os Estados Unidos fizeram um 2° tempo bem menos intenso, diminuindo a pressão. A partida caiu de intensidade e qualidade, já que o Paraguai – repleto de jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro – também não conseguia impor um ritmo próprio.

O técnico Maurício Pochettino tirou Pulisic e Balogun, poupando-os para o próximo encontro, diante da Austrália, em Seattle, no dia 19 de junho. Seus jogadores reservas claramente não estavam no mesmo nível.

Assim, o Paraguai reagiu aos 27 minutos e o brasileiro naturalizado paraguaio Maurício. Ele recebeu livre na entrada da área e chutou cruzado no canto do goleiro Freese, diminuindo para 3 a 1.

No lance seguinte, os Estados Unidos tentaram reagir, mas o meia Tillman chutou mal, nas mãos de Gill. Aos 43, Pepi, a poucos metros do gol, conseguiu desperdiçar outra chance clara para os donos da casa.

Mas não fez falta, isso porque aos 52 minutos, Reyna invadiu a área e, de trivela, colocou a bola no canto da rede. Um golaço que fechou o placar: 4 a 1.

Os Estados Unidos mostraram que possuem um time respeitável. Quem sabe agora, os estadunidenses passem a ser empolgar com o “soccer”, com a seleção e com a existência de uma Copa do Mundo em seu território.

Aos paraguaios, que não mostraram nada de especial, o jeito é esperar a recuperação no dia 19 de junho, contra a Turquia, em São Francisco, pela segunda rodada do Grupo D.

Ficha Técnica

Sexta-feira, 12 de junho de 2026

ESTADOS UNIDOS 4 x 1 PARAGUAI

Local: Los Angeles (Estados Unidos)

Juiz: Danny Desmond Makkelie (Holanda)

Público: 70.492

Estados Unidos: Freese, Dest (Weah), Richards, Robinson, Ream e Freeman; Adams, McKennie e Tillman (Reyna); Pulisic (Berhalter) e Balogun (Pepi). T: Maurício Pochettino.

Paraguai: Gill, Alderete, Cáceres (Velazquez), Gustavo Gómez e Júnior Alonso; Diego Gómez (Gamarra), Almirón (Sosa), Cubas e Bobadilla (Maurício); Sanabria (Arce) e Enciso. T: Gustavo Alfaro.

Gols: No 1° tempo: Bobadilla (contra) (6), Balogun (30) e Balogun (49). No 2° tempo: Maurício (27) e Reyna (52).

 

No segundo dia de Copa, EUA vence e Canadá empata

O Canadá, um dos países-sede da Copa do Mundo 2026, começou perdendo para a Bósnia Herzegovina, na primeira rodada do Grupo B, no Toronto Stadium, nesta sexta-feira (12). O primeiro gol foi marcado por Jovo Lukic, aos 20 minutos do primeiro tempo para a Bósnia.

O gol dos anfitriões só saiu no segundo tempo. O atacante Cyle Larin, marcou aos 33 minutos para os canadenses.

Esse foi o primeiro ponto marcado pelo Canadá na participação do país em Copas do Mundo. O retrospecto é de seis derrotas e um empate. Com o resultado, canadenses e bósnios somam um ponto cada, no grupo B.

Surpresas em reta final de ciclo estão na história do Brasil em Copas

Sócrates, ídolo do Corinthians e da seleção, recebe honraria na Alesp

Os outros dois adversários do Grupo B, Qatar e Suíça se enfrentam neste sábado (13), às 16h, no Levi’s Stadium, na Baia de São Francisco, nos Estados Unidos. Como detalhe: as duas seleções são estreantes em Copa do Mundo.

Grupo D

 

Pelo Grupo D, Estados Unidos e Paraguai se enfrentaram às 22h, desta sexta, no SoFI Stadium, em Los Angeles.

A seleção norte-americana dominou a equipe paraguaia nos dois tempos da partida. Os americanos saíram na frente, logo aos 6 minutos, após Danián Bobadilla cortar mal um passe do atacante McKennie e marcar contra.

Ainda no primeiro tempo, os Estados Unidos fizeram mais dois gols com o atacante Folarin Balogun, aos 31 minutos e aos 49 minutos, ampliando o placar para 3 x 0.

No segundo tempo, o Paraguai diminuiu a diferença com o meia Maurício, paraguaio que joga no Palmeiras. O cronômetro marcava 72 minutos, quando Enciso achou Maurício na área adversária para marcar com tranquilidade.

Nos acréscimos, os Estados Unidos fizeram o quarto gol, completando a goleada histórica contra o Paraguai.

Estreia da seleção brasileira

Brasil e Marrocos se enfrentam às 19h (de Brasília) deste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A partida é válida pela primeira rodada do grupo C.

 

Carlo Ancelotti: Marrocos é um time bem organizado – Rafael Ribeiro/CBF

O técnico Carlo Ancelotti não escondeu a alegria em comandar a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.

Nesta sexta-feira (12), véspera da estreia no Mundial, contra o Marrocos, ele comentou que vai desfrutar desta oportunidade com “alegria e felicidade”.

“É uma experiência nova. Ter a responsabilidade e a honra de representar o país do futebol, a seleção mais laureada do mundo. Duas coisas: responsabilidade e honra. Eu quero aproveitar esse momento com alegria e felicidade porque é um momento muito bonito da minha história”, celebrou.

Para Ancelotti, Marrocos é um time bem organizado, com qualidade em todos os aspectos.

“Temos que fazer um jogo completo. Não podemos esquecer de nada, defensivamente, ofensivamente ou em transição. Vigiar bem o nível defensivo, ter uma bola parada forte porque temos qualidade aí”, analisou.

“Marrocos é um dos melhores times da África. É um time muito bem preparado e forte”, concluiu Ancelotti.

Surpresas em reta final de ciclo estão na história do Brasil em Copas

Chegar ao último ano de um ciclo de Copa do Mundo com poucas oportunidades ou mesmo sem ter sido chamado à seleção brasileira não significa o fim do sonho. Prova disso é que oito dos 26 convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para o Mundial nos Estados Unidos, no México e Canadá têm menos de dez jogos com a Amarelinha. E quatro estrearam somente em 2026.

O zagueiro Léo Pereira, o meia Danilo Santos e os atacantes Rayan e Igor Thiago foram a campo vestindo a camisa brasileira pela primeira vez nos amistosos contra França e Croácia, em março deste ano. Foi o suficiente para convencer Ancelotti. Deles, somente Danilo Santos já havia sido convocado anteriormente em junho de 2022, mas sequer atuou nos jogos com Japão e Coreia do Sul, que antecederam a Copa do Mundo do Catar, sob comando de Tite.

O lateral Douglas Santos, que tem sete partidas pelo Brasil e disputa o posto de titular do lado esquerdo da defesa com Alex Sandro, estreou pela seleção principal em 2016, na Copa América, com Tite, após ser campeão olímpico no Rio de Janeiro. Foram nove anos de espera até receber nova chance, já com Ancelotti, e se firmar de vez no time em 2026.

Sócrates, ídolo do Corinthians e da seleção, recebe honraria na Alesp

Copa do Mundo: Fenaj denuncia constrangimento a jornalistas nos EUA

Os zagueiros Bremer e Ibañez chegaram juntos à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, também sob comando de Tite. O primeiro foi à Copa do Catar, mesmo com um jogo apenas pela Amarelinha. Ausentes em boa parte do ciclo atual, eles recuperaram lugar no grupo após os amistosos com França e Croácia. Bremer acumula oito jogos pelo Brasil, um a mais que Ibañez.

 

Convocado para o lugar do lateral Wesley, contundido, o volante Éderson foi convocado com apenas três jogos pela equipe verde e amarela – nenhum sob comando de Ancelotti, apesar de observado pelo italiano. A última partida dele foi a derrota por 4 a 1 para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias da Copa, que culminou na demissão do técnico Dorival Júnior.

Desde a Copa de 1986, no México, o Brasil não tinha tantos convocados com dez jogos ou menos pela seleção principal. Na ocasião, dez dos 22 nomes chamados por Telê Santana atendiam à estatística. Inclusive, dois deles sequer tinham estreado com a Amarelinha: o lateral Josimar e o meia Valdo.

Algo que se repetiria em 1998, na França. O grupo tinha apenas três jogadores com dez jogos ou menos pelo Brasil entre os 23 convocados: o goleiro Carlos Germano, o volante Emerson – convocado para o lugar do atacante Romário, cortado por lesão – e o lateral Zé Carlos. Este último, que nunca havia atuado pela seleção brasileira, estreou logo na semifinal da Copa, diante da Holanda, já que o titular Cafu estava suspenso.

Em 1994 e 2002, edições em que o Brasil saiu campeão, o número de atletas com no máximo dez partidas pela seleção foi semelhante ao de 2026. No time do penta, inclusive, jogadores com pouca rodagem com a Amarelinha, como os volantes Gilberto Silva (seis jogos) e Kleberson (cinco), ganharam o posto de titulares e foram importante no título.

Sócrates, ídolo do Corinthians e da seleção, recebe honraria na Alesp

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, ou apenas Sócrates, jogador famoso por sua passagem pelo Corinthians e seleção brasileira, será homenageado in memoriam nesta sexta-feira (12) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Sócrates, representado por familiares, receberá o Colar de Honraria ao Mérito Legislativo, sendo reconhecido como um dos maiores ídolos da história do futebol brasileiro, além de uma das principais lideranças da Democracia Corinthiana.

O Colar de Honraria é a mais alta condecoração concedida pela Alesp a personalidades que tenham prestado relevantes serviços ao estado de São Paulo e à sociedade brasileira.

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Sócrates, também chamado de Doutor Sócrates, por sua formação em medicina, foi revelado para o futebol pelo Botafogo, time de Ribeirão Preto (SP), onde começou nas categorias de base no início dos anos 1970. Ele atuou pela equipe do interior paulista entre 1973 e 1977.

O ótimo futebol, inteligência e grandes atuações no meio de campo despertaram o interesse do Corinthians, que o contratou em 1978. Sócrates rapidamente se destacou na equipe da capital paulista e também se tornou um dos líderes do elenco.

Pelo Corinthians, o atleta conquistou o campeonato paulista de 1979, 1982 e 1983. Ele atuou pelo Timão até 1984, quando se transferiu para o Fiorentina, da Itália.

 

Curaçao leva ritmo caribenho para sua estreia na Copa do Mundo

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Seleção brasileira de 1982: Sócrates (de barba) agachado, ladeado por Toninho Cerezo, Serginho e Zico – Arquivo CBF

O jogador também disputou duas Copas do Mundo pela seleção brasileira, em 1982 e 1986, oportunidades em que foi o capitão do time nacional.

O grande reconhecimento de Sócrates no mundo do futebol não vem apenas por ter sido um atleta de grande talento, destacando-se pelos passes de calcanhar, uma das marcas do seu estilo de jogar. Sua atuação política também é sempre muito lembrada.

Democracia Corinthiana

Sócrates foi um dos líderes da chamada Democracia Corinthiana, um movimento político dos jogadores que durou de 1982 a 1984, período em que o país vivia sob a ditadura militar.

Durante a vigência da Democracia Corinthiana, os atletas acabaram com a concentração obrigatória antes das partidas e todas as decisões internas – como contratações, treinos e premiações – eram tomadas pelos atletas.

Junto com outros jogadores do Corinthians como Casagrande e Vladimir, Sócrates também foi para as ruas participar das manifestações por eleições diretas, que haviam sido abolidas pela ditadura.

Diretas Já

 

Diretas Já – Acervo DCS – Apesp

Entre 1983 e 1984, o atleta esteve em vários comícios da Diretas Já ao lado de  políticos como Lula, Ulysses Guimarães, Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, entre outros.

Nascido em 19 de fevereiro de 1954, em Belém, no Pará, Sócrates morreu no dia 4 de dezembro de 2011, aos 57 anos.

Os parentes do jogador recebem o Colar de Honraria nesta sexta-feira, na Alesp, às 18h.

Fenaj denuncia constrangimento a jornalistas nos EUA

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) manifestou preocupação com relatos de profissionais de imprensa que atuam na cobertura da Copa do Mundo de 2026. Eles afirmam ter enfrentado episódios de constrangimento, restrições à circulação e dificuldades para exercer a atividade jornalística nos Estados Unidos, uma das sedes do evento ao lado de México e Canadá.

Em nota divulgada na quinta-feira (11), assinada pela Comissão de Mulheres Jornalistas e pela Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Social (Conajira), a Fenaj destacou como um dos casos mais graves o da jornalista Karine Alves, da TV Globo.

Segundo relato compartilhado pela profissional, ela foi retirada da fila regular da imigração durante o ingresso nos EUA, tratada de forma ríspida por agentes e submetida à revista do cabelo. Karine diz que o procedimento teria sido direcionado apenas a pessoas negras que chegavam ao país.

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Para a Fenaj, o episódio representa um tratamento racista e xenófobo e se soma a outros relatos envolvendo profissionais de imprensa e torcedores que acompanham a competição.

A entidade também citou o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de ingressar nos EUA para participar do torneio.

Além dos episódios ocorridos nos postos de imigração, jornalistas relataram obstáculos impostos ao trabalho de cobertura esportiva, o que inclui restrições de circulação em espaços utilizados pelas seleções durante os treinamentos.

Diante desse cenário, a Fenaj informou que defenderá, no âmbito da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), o encaminhamento de um documento à Federação Internacional de Futebol (Fifa), para que a entidade assegure condições adequadas de trabalho aos profissionais credenciados para trabalhar durante as competições.

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Entre as propostas estão a garantia de condições de trabalho seguras e livres de discriminação para todas as nacionalidades, a criação de mecanismos independentes para recebimento e apuração de denúncias de assédio, violência e discriminação, a adoção de protocolos específicos de proteção para mulheres jornalistas e o compromisso dos países anfitriões com a liberdade de imprensa, a liberdade de circulação e a independência profissional dos trabalhadores da comunicação.

Mascotes do Mundial incluem a águia-careca, animal salvo de extinção

A Copa do Mundo começou nesta quinta-feira (11), com duas partidas no México. Fora dos campos, as mascotes do torneio começam a encantar o público. Os bonecos do alce Maple, da onça-pintada Zayu e da águia careca Clutch estão à venda em uma variedade de sites e preços na internet e em mercados populares. 

Os bichinhos criados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) simbolizam cada uma das três sedes da competição deste ano: Canadá, México e Estados Unidos e fazem parte da tradição do Mundial. Os animais fazem referência à cultura e identidade dos países e têm o objetivo de engajar torcidas e o público infantil, segundo a Fifa.

O Maple representa um alce, animal comum no hemisfério norte. O nome é uma homenagem folha vermelha da àrvore Maple, símbolo presente na bandeira do Canadá. – Reuters/Daniel Becerril/Arquivo/Proibida reprodução

Maple

Devido ao seu grande porte, a mascote Maple (um alce) é um goleiro dedicado. Ele curte música, street style e viagens pelo Canadá. O nome é uma homenagem à folha vermelha da árvore Maple, símbolo nacional (está presente na bandeira do país) e da qual se extrai um xarope típico. O Maple veste uniforme vermelho e foi concebido segurando uma bola de futebol.

Zayu

Simbolizando o México está a onça-pintada Zayu, natura das selvas do sul do país da América do Norte. Ela representa a herança cultural, a dança e a gastronomia, além do espírito vibrante daquele país. Em campo, Zayu é o atacante, exibe engenhosidade e agilidade. A mascote veste uniforme verde e também segura uma bola.  A espécie está ameaçada de extinção no México, mas há esforços em andamento indicando aumento da população desses animais, segundo a organização Aliança Nacional para a Conservação do Jaguar (ANCJ).

Clutch

A águia-careca Clutch nutre um espírito livre, busca aventuras, além de ser uma líder otimista. Representando os Estados Unidos, é uma meio-campista, capaz de mobilizar um time. Clutch, como todos os grandes jogadores nesta posição, une as pessoas, destacou a Fifa sobre a mascote, de cor azul, representada com a bola nos pés.

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Símbolo dos Estados Unidos, a águia-careca era considerada um animal sagrado pelos indígenas, que utilizavam suas penas em rituais de celebração. Representando os Estados Unidos, é uma meio-campista, capaz de mobilizar um time – Reuters/Heuler Andrey/Arquivo/Proibida reprodução

Símbolo dos Estados Unidos, a águia-careca era considerada um animal sagrado pelos indígenas, que utilizam suas penas em rituais de celebração. A ave já enfrentou ameaça de extinção, mas foi protegida por ações de conservação da espécie, incluindo proibição de uso de um pesticida.

A tradição de mascotes da Fifa começou em 1966, na Inglaterra, com o leãozinho Willie, que vestia uma bandeira do Reino Unido com a palavra Copa do Mundo. Na Copa do México (1970) – a primeira edição do Mundial no país –  a mascote era Juanito: um menino que usava um sombrero típico, mas que foi criticado por estereotipar aquela cultura.

Lembra do Fuleco?

A Copa do Mundo no Brasil (2014) também teve a sua mascote, o Fuleco. O tatu-bola, apesar da fama internacional, ainda corre risco de extinção por aqui. O pequeno mamífero teve o status reclassificado de “vulnerável” para “em perigo”, na lista vermelha da fauna brasileira.

De acordo com a Associação Caatinga, um entidade não-governamental, que mantém um programa de conservação do tatu-bola, a perda de habitat causada pelo desmatamento, queimadas e pela caça são as principais ameaças ao bichinho. Para atacar o problema, no último dia 10, o governo federal ampliou o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, para 916 mil hectares, o que foi considerado fundamental para proteger o habitat do Fuleco.

A tatu-bola ganhou fama internacional ao ser representado pela mascote Fuleco no Mundial de 2014, realizado no Brasil. Apesar da repercussão, o animal ainda sofre risco de extinção por aqui- Divulgação/MMA

A caça ao tatu-bola é parte da cultura regional e um perigo para o bicho. “A gente chegava nos lugares e perguntava às crianças: quem comeu tatu no último ano? Todo mundo levantava a mão”, contou o biólogo Felipe Melo, em 2014, quando ele pesquisou essa espécie.

Em seu ambiente natural, o tatu-bola tem o papel de movimentar os nutrientes da terra, de controlar a presença de formigas e servir de alimento para grandes felinos. Para Melo, a principal forma de proteger o tatu é a criação de áreas naturais, protegidas por lei, para a manutenção de todo o ecossistema.

A Copa do Mundo terá 104 jogos até o dia 19 de julho, quando será a final. A estreia do Brasil será contra Marrocos neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelo Grupo C do Mundial, que tem ainda Haiti e Escócia. 

Curaçao leva ritmo caribenho para sua estreia na Copa do Mundo

Quem acompanha a seleção de Curaçao pelas redes sociais sabe que, se o time não for bom de bola, é de gingado. Os jogadores aparecem dançando nos treinos, vestiários e nos deslocamentos, inclusive, na pista de desembarque, no aeroporto. A menor nação do mundo a participar de uma Copa do Mundo celebra cada momento nos Estados Unidos antes do jogo de estreia no Mundial no próximo domingo (14), às 14h (horário de Brasília), no Estádio de Houston (Estados Unidos).

A Onda Azul – apelido da seleção de Curaçao – terá pela frente na estreia a tetracampeã Alemanha (1954, 1974, 1990, 2014), que renovou o time para esta competição. Nos torneios de 2018 e 2022, os alemães foram eliminados na fase de grupos.

A ilha caribenha de menos de 200 mil habitantes faz sua primeira participação em uma uma Copa do Mundo e os jogadores aproveitam cada segundo. Na próxima segunda-feira (14), a Onda Azul – – apelido da seleção de Curaçao – estreia contra a Alemanha, que chega renovação para esta competição. Nos torneios de 2018 e 2022, os alemães foram eliminados na fase de grupos.

Formado por um time com a marca da diáspora, com uma maioria de jogadores nascidos na Holanda — integrantes do Reino dos Países Baixos — Curaçao dificilmente passará para a fase seguinte da Copa. O time caiu no Grupo E, que, além de Alemanha, tem Equador e Costa do Marfim, seleções com mais tradição e participações em Mundiais. 

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O Reino dos Países Baixos é formado por Aruba, Curaçao, São Martinho e Países Baixos (conhecido como Holanda no continente europeu). Por ser um território autônomo é permitido pela Fifa que a ilha caribenha, localizada um pouco acima da Venezuela, possa ter seleção própria, mesmo sem o reconhecimento como Estado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Originalmente, Curaçao era habitado pelo povo Aruaque. Submetido ao domínio espanhol nos anos 1500, eles foram deportados para trabalhar em minas e plantações em outras regiões. A Holanda conquistou o território em 1634 e converteu Curaçao em um entreposto transatlântico de pessoas negras escravizados. A localização no Mar do Caribe e a presença de um porto natural favoreciam os planos dos holandeses.

Na época, cerca de 500 mil africanos escravizados por holandeses passaram pela ilha antes de serem enviados para as colônias europeias na América Latina.

Em março de 2026, a o tráfico transatlântico de africanos escravizados foi considerado o mais grave crime contra a humanidade já cometido. A resolução foi da Assembleia Geral da ONU, mesmo com votos contra dos Estados Unidos, Israel e Argentina. A resolução estabeleceu também que Estados-Membros da ONU deviam considerar a apresentação de desculpas e contribuir para um fundo destinado à reparação do legado duradouro da escravidão no mundo.

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