Bruno Guimarães vira “regista” do Brasil e pode igualar marca de Pelé

Um atleta responsável por organizar as jogadas, como se regesse uma orquestra, mas com posicionamento mais recuado que o meia-armador convencional. De forma bem resumida, este é o “regista”, termo oriundo do futebol italiano, justamente a escola de Carlo Ancelotti.

Não à toa, os trabalhos de sucesso do treinador em clubes sempre tiveram jogadores fundamentais para a função, como o alemão Toni Kroos no Real Madrid (Espanha) e o compatriota Andrea Pirlo no Milan (Itália). Este último, inclusive, atuava no ataque e foi transformado em “regista” pelo próprio Ancelotti.

No Brasil, o italiano encontrou em Bruno Guimarães o “regista” ideal. Se ainda não balançou as redes nesta Copa do Mundo, o volante já distribuiu quatro assistências, sendo o atual líder da estatística. Foi dele o passe que achou o atacante Gabriel Martinelli em meio à marcação do Japão para marcar o gol da vitória por 2 a 1 em Houston (Estados Unidos), que classificou a seleção brasileira às oitavas de final.

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No século XXI, Bruno Guimarães é apenas o quarto jogador a chegar a quatro assistências na mesma Copa. Ele se igualou ao alemão Michael Ballack (2002), ao italiano Francesco Totti (2006) e ao colombiano Juan Cuadrado (2014). Considerando os Mundiais desde 1930, o volante está a dois passes para gol de igualar o recorde de uma única edição, que é simplesmente de Pelé, em 1970.

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Para se ter ideia da importância do camisa 8 no triunfo de segunda-feira (29), ele foi o jogador do Brasil que mais se apresentou para receber bolas (99) e o que mais correu, percorrendo 12,1 quilômetros na partida, segundo dados da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Além disso, o atleta do Newcastle United (Inglaterra) acertou 35 dos 39 passes que deu no campo de ataque.

Nesta Copa, Bruno Guimarães deu o passe para Vinícius Júnior marcar o gol de empate do Brasil no 1 a 1 com Marrocos, em Nova Jersey, na estreia da seleção canarinho. Na terceira rodada da fase de grupos, foram duas assistências: uma novamente para o camisa 7 e outra para o também atacante Matheus Cunha.

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“Bruno é um jogador muito importante, muito contínuo no jogo, sempre tem muito boa participação defensiva e ofensivamente. Deu uma assistência fantástica, estou muito feliz porque Bruno tem um coração muito grande”, elogiou Ancelotti, em entrevista coletiva após a partida contra o Japão.

João Fonseca reencontra Jesper de Jong na 2ª rodada de Wimbledon

O carioca João Fonseca conheceu nesta terça-feira (30) o adversário da segunda rodada do Torneio de Wimbledon, um dos quatro principais eventos do tênis mundial, os chamados Grand Slams. O brasileiro mais bem colocado no ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), na 27ª posição, terá pela frente o holandês Jesper de Jong (73º).

A previsão é que o duelo no All England Club, que recebe o evento em Londres (Reino Unido), comece por volta das 10h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (1º). Quem avançar, pega o ganhador do confronto entre o russo Roman Safiullin (132º) e o holandês Botic van de Zandschulp (54º).

De Jong se classificou nesta terça ao superar o australiano Rinky Hijikata (82º), por 3 sets a 2, com parciais de 7/6 (7-4), 3/6, 5/7, 6/4 e 6/3. A partida teve início na segunda-feira (29), mas teve de ser interrompida por falta de luz natural, prosseguindo no dia seguinte.

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Esta é a segunda vez que João e De Jong estarão frente a frente. A vantagem é do holandês, que bateu o brasileiro por 2 sets a 0 (6/2 e 7/5) pelo Aberto de Estoril (Portugal), em abril do ano passado.

Se avançar de fase, o carioca de 19 anos repete 2025, quando chegou à terceira rodada em Wimbledon, em seu melhor desempenho na grama britânica. Na ocasião, ele caiu para o chileno Nicolas Jarry, à época, número 143 do ranking da ATP, enquanto João era o 54º da lista.

 

Joao Fonseca durante partida contra o espanhol Roberto Bautista Agut – REUTERS/Andrew Couldridge/Proibida reprodução

Bia Haddad dá adeus

Atualmente em 134º lugar no ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA, na sigla em inglês), Beatriz Haddad Maia perdeu para a uzbeque Maria Timofeeva (85º), por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2, despedindo-se de Wimbledon ainda na primeira rodada.

Foi a oitava derrota seguida de Bia na temporada. Ex-número dez do mundo, a tenista saiu recentemente do top-100 do ranking da WTA pela primeira vez após cinco anos. Ela segue, porém, como a brasileira mais bem colocada na lista de simples.

Estreia dos duplistas

O Brasil também está representado nos torneios de duplas masculino e feminino. Entre os homens, o mineiro Marcelo Melo, número 44 do mundo e campeão de Wimbledon em 2017, estreia nesta quarta-feira, às 7h, ao lado do argentino Andrés Molteni (45º). Eles enfrentam o norte-americano Austin Krajicek (55º) e o croata Nikola Mektic (20º).

Ainda nesta terça, por volta das 8h30, o carioca Fernando Romboli (83º) e o australiano John-Patrick Smith (60º) encaram os poloneses Karol Drzewiecki (94º) e Kamil Majchrzak (893º em duplas, 45º em simples). A dupla brasileira, inicialmente, enfrentaria o norte-americano Ethan Quinn (510º em duplas, 47º em simples) e o italiano Mattia Bellucci (371º em duplas, 67º em simples), mas este último se lesionou e precisou deixar o torneio.

A dupla 100% brasileira, formada pelo gaúcho Rafael Matos (35º) e o catarinense Orlando Luz (49º) terá pela frente os franceses Théo Arribagé (23º) e Albano Olivetti (21º). Já a parceria do gaúcho Marcelo Demoliner (65º) com o indiano Sriram Balaji (59º) estreia contra o belga Sander Gillé (77º) e o holandês Sem Verbeek (73º). Os jogos ainda serão marcados.

No feminino, a representante brasileira é Luisa Stefani, sétima do ranking de duplas da WTA. A paulista e a canadense Gabriela Dabrowski (3ª) terão como primeiro desafio em Wimbledon a parceria entre a polonesa Alicja Rosolska (1822ª, foi a 23ª em 2019) e a chilena Alexa Guarachi (844ª, esteve em 11º em 2021). A partida espera agendamento.

Noruega vence Costa do Marfim e será adversária do Brasil nas oitavas

O próximo adversário da Seleção Brasileira na Copa do Mundo será a Noruega. O time europeu venceu a Costa do Marfim nesta terça-feira (30), por 2 a 1, com gol decisivo do artilheiro Erling Braut Haaland.

Apesar da derrota, foi a primeira vez que os Elefantes, apelido da seleção marfinense, avançaram para uma fase de mata-mata em um mundial. A partida foi disputada em Dallas, nos Estados Unidos.

O jogo entre a Costa do Marfim e a Noruega teve os dois países disputando cada lance, com a posse de bola equilibrada entre os times nos dois tempos. A Noruega conseguiu encontrar mais espaços para atacar e, assim, conseguiu fazer os dois gols da vitória, um em cada tempo.

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Os nórdicos abriram o placar aos 39 minutos do primeiro tempo. O norueguês Antonio Nusa recebeu a bola de Martin Ödegaard na ponta esquerda, driblou a marcação e chutou no ângulo, sem chance para o goleiro marfinense Yahia Fofana. Com 21 anos, pelo jeito ousado de jogar e driblar, o atacante Nusa é chamado de “Neymar Norueguês”, de quem ele diz ser fã.

A Costa do Marfim, que tinha uma marcação bem encaixada, se desorganizou depois de tomar o primeiro gol e, com isso, a equipe nórdica quase ampliou a vatangem ainda no primeiro tempo.

Aos 41 minutos, o camisa 7, Alexander Sørloth, recebeu um cruzamento e ajeitou para Braut Haaland, o artilheiro, na pequena área. Ibrahim Sangaré, marfinense, fez o corte para o escanteio e evitou o aumento do placar. Vale lembrar que Haaland fez questão de acrescentar o sobrenome materno Braut à camisa da seleção para homenagear à mãe.

 

Brasil derrota o Japão e vai às oitavas de final na Copa do Mundo 2026

Saiba quando o Brasil vai a campo pelas oitavas de final da Copa

Norueguês Erling Haaland comemora classificação da Noruega na Copa do Mundo. Foto: Reuters/TIM HEITMAN/Proibida reprodução

Segundo tempo

O empate da Costa do Marfim só veio no segundo tempo da partida. O time africano voltou do intervalo jogando mais à frente, com mais atacantes em campo e conseguiu pressionar.

Aos 60 minutos do segundo tempo, Amada Diallo, que tinha acabado de sair do banco de reservas, recebeu a bola pela direita, em uma tabela com Nicolas Pépé. Ele deixou a marcação desestabilizada e fez um golaço. Os Elefantes mostraram que não entregariam fácil a partida.

A seleção marfinense tambem teve outras boas chances com Pépé, mas o goleiro da Noruega, Orjan Nyland, atento, fez ótimas defesas de bolas bem batidas e atrapalhou o avanço dos africanos no jogo.

Por sua vez, a Noruega teve dificuldade de encontrar espaço, e o gol da vitória só saiu aos 86 minutos, quase no fim do tempo regulamentar, em uma jogada coletiva.

O meio-campista Patrick Berg consegue entrar na área, tocar para o meio e encontrar os pés de Braut Halland, que marcou. Berg teve participação também no gol anterior da Noruega, mostrando a importância do meio-campo para dar velocidade às jogadas.

A Costa do Marfim quase marcou, na prorrogação, em um lance com Diomandé. Mas não deu. O juiz apitou fim de jogo em Dallas, e os Elefantes estavam eliminados.

Sob os holofotes

Nesta Copa, a seleção marfinense contou com um time de jovens atletas comandados por Emerse Faé, que é ex-jogador de futebol. Com ele, a equipe terminou as eliminatórias para o Mundial de 2026 invicto, sem sofrer nenhum gol nas dez partidas do campeonato.

Já na Copa, a seleção se destacou com o capitão Franck Kessié, no meio-campo, atualmente jogando no Al-Ahli, da Arábia Saudita, e Yan Diomandé, atacante de apenas 19 anos, do RB Leipzig, na Alemanha. O jovem ganhou projeção durante a Copa e entrou no radar de grandes times.

Durante o mundial, Diomandé também atraiu holofotes com uma carta escrita em homenagem a irmã mais nova, Roxane Diamendé, morta em circunstâncias supeitas, com apenas 15 anos, em 2025. Ele disse que a irmã foi uma de suas principais incentivadoras, em momentos de privação, de pobreza, e que queria honrar os sonhos que eles contruiram juntos.

Lucas Paquetá tem lesão na coxa confirmada, sem previsão de retorno

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou, nesta terça-feira (30), que Lucas Paquetá está com uma lesão muscular no posterior da coxa esquerda. O meia do Flamengo se contundiu no primeiro tempo da vitória por 2 a 1 sobre o Japão, em Houston (Estados Unidos), na última segunda-feira (29), que levou o Brasil às oitavas de final da Copa do Mundo.

Paquetá colocou a mão na coxa lesionada nos acréscimos da primeira etapa. Mancando, precisou do auxílio dos atacantes Neymar e Endrick para sair de campo no intervalo. O último deles, inclusive, foi o escolhido pelo técnico Carlo Ancelotti para o lugar do camisa 20, que foi titular dos quatro jogos já disputados pela seleção brasileira neste Mundial.

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Brasil derrota o Japão e vai às oitavas de final na Copa do Mundo 2026

A CBF não deu previsão de retorno. A nota relatou apenas que o meia “seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da seleção brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível”. Resposta semelhante à dada no último dia 21, após a lesão do atacante Raphinha – que também foi no posterior da coxa, mas a direita.

O Brasil volta a campo no domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos), para enfrentar o vencedor de Costa do Marfim e Noruega. A expectativa é que Lucas Paquetá desfalque a seleção canarinho nas oitavas de final. O técnico Carlo Ancelotti, após o triunfo sobre o Japão, admitiu que pode utilizar novamente Endrick na vaga do meia. Outra opção é justamente Neymar.

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Saiba quando o Brasil vai a campo pelas oitavas de final da Copa

Paraguai vence nos pênaltis e elimina a Alemanha da Copa do Mundo

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A Copa do Mundo Fifa de 2026 terá nesta terça-feira (30) mais três confrontos válidos pela segunda fase da competição, mais conhecida como mata-mata. 

O dia terá duelos envolvendo a campeã mundial França, que encara a Suécia, às 18h (horário de Brasília), em Nova Jersey; e o anfitrião México, que joga, às 22h, contra o Equador, na Cidade do México. A primeira partida do dia será às 14h, entre Costa do Marfim e Noruega, em Dallas. 

Os vencedores avançam às oitavas de final, enquanto os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis.

Brasil derrota o Japão e vai às oitavas de final na Copa do Mundo 2026

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Jogos desta terça-feira, 30 de junho

  • 14h – Costa do Marfim x Noruega (em Dallas)
  • 18h – França x Suécia (em Nova Jersey)
  • 22h – México x Equador (na Cidade do México)

Costa do Marfim x Noruega

A Costa do Marfim é uma das grandes surpresas desta Copa. Fez uma campanha histórica na primeira fase da competição, a ponto de terminá-la com o mesmo número de pontos da líder Alemanha. 

Os 6 pontos da Costa do Marfim foram obtidos nas vitórias contra o Equador e Curaçao, por 1 a 0 e 2 a 0, respectivamente. 

Na partida contra a Alemanha, e equipe africana surpreendeu novamente, abrindo o placar ainda no primeiro tempo. Os alemães ficaram atrás no placar até por volta dos 25 minutos do segundo tempo, e só conseguiram virar o placar já nos descontos. 

A partida terminou com o placar de 2 a 1, favorável aos alemães. 

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Os noruegueses venceram, na fase de grupos, o Iraque (4 a 1) e Senegal (3 a 2). Para a partida contra a França, montaram um time misto, deixando alguns de seus principais jogadores no banco de reservas. O resultado foi uma derrota de goleada pelo placar de 4 a 1. 

Com um ataque produtivo na fase de grupos, a Noruega costuma apresentar uma movimentação constante, exercendo pressão na saída de bola de seus adversários. 

A expectativa é de que busque impor o ritmo de jogo desde o início contra a Costa do Martim. A estratégia, no entanto, pode se alterar diante do futebol eficiente que vem sendo apresentado por Costa do Marfim. 

Com isso, espera-se um jogo equilibrado, com as duas equipes fazendo pressão contra a defesa adversária, de forma a forçar erros nas saídas de bola. 

França x Suécia

Um dos principais jogos do dia envolve a atual vice-campeã do mundo França, que terminou a fase de grupos com 100% de aproveitamento. Foram 9 pontos, obtidos nas três vitórias, contra Senegal (3 a 1), Iraque (3 a 0) e Noruega (4 a 1). 

Dessa forma, a equipe francesa confirmou o futebol consistente que era esperado, marcando dez gols em três partidas.

Seu ataque tem demonstrado grande poder de definição a partir tanto de jogadas individuais como coletivas. Os franceses têm mostrado controle de jogo e eficiência na hora de transformar superioridade em resultado. 

A Suécia, por sua vez, apresentou irregularidade durante a fase de grupos. Começou a todo vapor, com uma vitória por 5 a 1 sobre a Tunísia. Na segunda rodada, sofreu derrota pelo mesmo placar, para a Holanda. Terminou a primeira fase com um empate diante do Japão, em 1 a 1.

Essas oscilações fazem com que a Suécia inicie a fase mata-mata com preocupações relacionadas à instabilidade de seu futebol, que apresentou momentos de grande produção ofensiva e dificuldades na defesa. 

O duelo tende a apresentar uma França com maior iniciativa ofensiva contra um adversário que deve priorizar seu sistema defensivo, buscando surpreender com transições rápidas para o ataque.

México x Equador

No encerramento da rodada, o anfitrião México entra em campo diante do Equador, time que vem embalado após derrotar a forte seleção alemã, por 2 a 1, na terceira rodada da fase de grupos. 

Com uma campanha sólida que resultou em três vitórias, diante da África do Sul (2 a 0), Coréia do Sul (1 a 0) e República Tcheca (3 a 0), o México apresentou, além de eficiência ofensiva, organização defensiva: marcou gols em todas partidas e não sofreu nenhum gol até o momento. 

A equipe tem conseguido controlar os jogos, cedendo poucos espaços aos adversários. Nesta Copa, tem demonstrado maturidade e administrado bem as vantagens conquistadas. 

O Equador conquistou a classificação em um grupo equilibrado, que contou com Alemanha e a surpreendente Costa do Marfim. 

A campanha da equipe sul-americana foi difícil na primeira fase. Começou perdendo por 1 a 0 para a Costa do Marfim e, na sequência, empatou em 0 a 0 com Curaçao. 

Desacreditada, apesar da boa campanha durante as eliminatórias da Copa do Mundo, parece ter encontrado seu futebol durante a terceira rodada, quando venceu os alemães – o que rendeu à equipe classificação para a segunda fase. 

Em termos gerais, o Equador teve, no início, dificuldades para transformar volume de jogo em gols.  No entanto, mostrou capacidade reativa e, principalmente no decisivo jogo diante da Alemanha, conseguiu demonstrar o equilíbrio defensivo que se esperava da equipe. 

Brasil derrota o Japão e vai às oitavas de final na Copa do Mundo 2026

O sonho do hexa segue vivo para o Brasil na Copa do Mundo de 2026. Nesta segunda-feira (29), a seleção brasileira venceu o Japão por 2 a 1 em Houston (Estados Unidos), pelos 16 avos de final.

Após um primeiro tempo marcado por nervosismo, erros de passe – como o que resultou no gol japonês – e controle adversário, a equipe de Carlo Ancelotti conseguiu pressionar os Samurais Azuis (apelido da seleção nipônica) na etapa final e ter a paciência necessária para, nos acréscimos, ser recompensada com o gol dramático do atacante Gabriel Martinelli, que saiu do banco para decidir a classificação.

Nas oitavas de final, o Brasil aguarda o ganhador de Noruega e Costa do Marfim, que se enfrentam às 14h (horário de Brasília) desta terça-feira (30), em Dallas. O duelo será no domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

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Mestre supera o discípulo

O confronto vinha sendo tratado como um duelo entre “mestre” e “discípulo”. O Japão tem o Brasil como maior inspiração no futebol. Ex-jogadores como Zico, ídolo do Flamengo e da seleção brasileira, e Ruy Ramos, que fez carreira na Terra do Sol Nascente e se naturalizou para representar a seleção asiática, são ícones no país e personalidades fundamentais no desenvolvimento do esporte japonês.

O respeito pelo futebol brasileiro se reflete na cultura. Um dos animes mais populares no Brasil no fim dos anos 1990, “Super Campeões”, conta a trajetória de Oliver Tsubasa, personagem inspirado em Musashi Mizushima, ex-jogador nipônico que defendeu o São Paulo entre 1975 a 1985, contando base e profissional. No desenho, Tsubasa chega a jogar em uma versão “genérica” do Tricolor, chamada “Brancos”.

Curiosamente, o último episódio de “Super Campeões” representa a final de Copa do Mundo de 2002 – que teve o Japão como uma das sedes – entre as seleções brasileira e nipônica. O anime termina logo após o apito inicial da partida, deixando o final em aberto – na versão em mangá (história em quadrinhos japonesa), os donos da casa levam a melhor. Apesar disso, fãs da série animada trataram, nos últimos dias, o duelo desta segunda como a “continuação” daquele jogo. Felizmente, desta vez, deu Brasil.

45 minutos de pesadelo

Com o mesmo time da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia na última quarta-feira (24), em Miami (Estados Unidos), o Brasil tomou a iniciativa e praticamente anulou o Japão nos primeiros 15 minutos. Aos 12, na melhor chance, o atacante Matheus Cunha recebeu do volante Bruno Guimarães na entrada da área, levou para a perna esquerda e chutou rasteiro, no canto. O goleiro Zion Suzuki se esticou todo para defender.

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Os Samurais Azuis resistiram à pressão brasileira e conseguiram equilibrar as ações. Adiantando a marcação, os japoneses aproveitaram um erro de passe do lateral Danilo na intermediária e abriram o marcador. Aos 28 minutos, o volante Kaishu Sano tomou a bola, avançou pelo meio, ganhou do volante Casemiro – que já tinha cartão amarelo – e bateu rasteiro, no canto direito do goleiro Alisson.

Sem conseguir se aproximar da área do Japão como no início da partida e com Vinícius Júnior e Rayan bem marcados nas pontas, o Brasil não conseguia encaixar passes que penetrassem a defesa adversária. Ansiosa e previsível, a seleção verde e amarela tentava acelerar o jogo e cometia erros que obrigavam o time a recuar e se ver dominado pelo toque de bola japonês.

Pressão pelo alto e avante

O Brasil voltou do intervalo com o atacante Endrick no lugar de Lucas Paquetá. O meia deixou o gramado com dores na coxa esquerda e teve de ser substituído.

O desenho do segundo tempo era claro: Japão recuado e Brasil no ataque, apostando no jogo aéreo. Aos seis minutos, Danilo cruzou pela direita e o volante Bruno Guimarães, de cabeça, obrigou Suzuki a uma bela defesa. Aos oito, Rayan levantou na área, o lateral Douglas Santos apareceu pela esquerda e ajeitou para Casemiro escorar na frente do gol. O zagueiro Takehiro Tomiyasu salvou em cima da linha.

A insistência deu resultado no minuto seguinte. O zagueiro Gabriel Magalhães recebeu de Vinícius Júnior perto da grande área pela esquerda e cruzou na medida para Casemiro superar o meia Keito Nakamura pelo alto e mandar para as redes de cabeça.

O empate animou o Brasil e assustou os japoneses. Aos 12, Vinícius Júnior fez grande jogada pela esquerda, colocando a bola entre as pernas de Tomiyasu, invadindo a área, deixando Sano para trás com um drible de corpo e chutando de bico, cruzado, acertando a trave.

Paciência e recompensa

Com o jogo fluindo pelos lados, Ancelotti colocou Gabriel Martinelli no lugar de Matheus Cunha. Ele e Vinícius Júnior passaram a se revezar pela esquerda, um aberto em campo, próximo à lateral, e o outro por dentro, junto com Endrick.

A intensidade dos primeiros minutos da etapa final caiu, mas o Brasil seguiu ocupando o campo ofensivo. O jogo se tornou um teste de paciência. A seleção verde e amarela tocava a bola, procurando espaços e o melhor momento para tentar um passe em profundidade, um chute ou um bom cruzamento. O Japão, com postura claramente reativa, estava armado para, no primeiro erro, sair em velocidade no contra-ataque.

O duelo caminhava para a prorrogação e Casemiro tinha acabado de ser substituído com dores (Fabinho entrou) quando brilhou a estrela de Gabriel Martinelli. Aos 49 minutos, Bruno Guimarães recebeu de Rayan e deixou o atacante frente a frente com Suzuki. O camisa 22 bateu cruzado e a bola ainda encostou na trave esquerda antes de explodir a massa brasileira, maioria dos 68 mil torcedores presentes em Houston.

 

*Matéria ampliada às 16h22

Saiba quando o Brasil vai a campo pelas oitavas de final da Copa

Após a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo, a seleção brasileira volta a campo no próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, mesmo palco da estreia. O adversário será definido nesta terça-feira (30), no duelo entre Noruega e Costa do Marfim, que medem forças às 14h, em Dallas, também nos Estados Unidos.

A Noruega é uma pedra no sapato histórica do Brasil. Trata-se da única seleção que os brasileiros enfrentaram e nunca venceram. Em quatro jogos, são dois empates e duas derrotas. O duelo mais marcante foi válido pela Copa de 1998, na França, com vitória norueguesa por 2 a 1, de virada, pela fase de grupos. A equipe verde e amarela saiu na frente com Bebeto, mas o também atacante Tore Andre Flo e o meia Kjetil Rekdal marcaram para os escandinavos em Marselha.

O retrospecto diante da Costa do Marfim é menor, mas, pelo menos, favorável ao Brasil. O único encontro entre os países ocorreu na primeira fase da Copa de 2010, na África do Sul. Atuando em Johanesburgo, os brasileiros ganharam por 3 a 1. O meia Elano e Luís Fabiano (duas vezes) fizeram os gols da Amarelinha, enquanto o também atacante Didier Drogba descontou para os Elefantes (apelido da seleção africana).

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A vaga às oitavas de final foi assegurada nesta segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos). O Brasil superou o Japão por 2 a 1, no sufoco. Após Kaishu Sano abrir o placar, o também volante Casemiro igualou e o atacante Gabriel Martinelli, nos acréscimos, deu o triunfo à seleção canarinho pelos 16 avos de final.

Na reta final, o Brasil atuará sempre nos Estados Unidos. Se passar às quartas de final, a seleção canarinho joga no dia 11 de julho, um sábado, às 18h, em Miami.

Caso chegue à semifinal, o jogo será às 16h de 15 de julho, uma quarta-feira, em Atlanta. Se perder, o confronto valendo o terceiro lugar será três dias depois, às 16h, em Miami. Se for à final, a decisão será em 19 de julho, um domingo, também às 16h, em Nova Jersey.

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Paraguai vence nos pênaltis e elimina a Alemanha da Copa do Mundo

O Paraguai venceu a Alemanha em uma partida da Copa do Mundo nesta segunda-feira (29) por 4 a 3 na disputa por pênaltis e avançou para as oitavas de final.

No tempo normal e na prorrogação, o jogo ficou empatado em um a um, com um gol alemão tendo sido anulado. A partida foi disputada em Boston, nos Estados Unidos.

O jogo foi disputado, com um gol em cada tempo. Os sul-americanos saíram na frente, mas só abriram o placar aos 42 minutos, com um gol de cabeça de Julio Enciso. No lance, ele contou com Matias Galarza, aproveitando uma sobra de bola defendida com um soco pelo goleiro Manuel Neuer.

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A seleção europeia esteve superior na maior parte da partida, dominando o passe de bola, enquanto a torcida, eufórica, empurrava o time para frente. No tempo regular, os alemães trocaram muitos passes e tiveram boas chances de igualar.

Com a marcação do Paraguai em cima, o empate só veio no segundo tempo. Aos 54 minutos, Kai Havertz, de cabeça, igualou o placar em Boston. Ele recebeu a bola de fora da área de Florian Wirtz.

Apesar de ter perdido um pênalti, mais para frente, o alemão Joshua Kimmich se destacou no jogo e apareceu várias vezes.  Aos 92 minutos do segundo tempo, ele lançou a bola para Nathaniel Brown, mas parou nas mãos do goleiro paraguaio. Orlando Gill fez importantes defesas e ainda segurou um pênalti ao final.

Antes, o Paraguai tinha desperdiçado uma boa chance de vencer, aos 77 minutos, quando Gustavo Caballero recebeu a bola. Dentro da área, se enrolou e não conseguiu chutar. Para a arbitragem, no entanto, ele estava impedido.

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Com o empate em 1 a 1, o jogo foi para a prorrogação. Aos 102 minutos, saiu o segundo gol alemão. Jonathan Tah recebeu uma bola aérea batida de escanteio por Brown.

O árbitro desconfiou de falta contra o goleiro Gill e acionou o VAR (árbitro de vídeo). Foi constatada a falta de Waldemar Anton, que segurou o defensor paraguaio e o gol foi anulado.

A partida continuou disputada na prorrogação, com a Alemanha dominando e o Paraguai tentando contra-ataques. Bolas paradas ameaçaram definir o placar, o que acabou não acontecendo, apesar dos cabeceios alemães na área de Gill.

Pênaltis

Na cobrança por pênaltis, a Alemanha saiu perdendo. A bola chutada por Havertz foi parar nas mãos de Gill, assim como a de Nick Woltmade, que viram a vitória escapar, apesar dos erros do lado paraguaio.

Entre os sul-americanos, Fabian Balbuena e Antonio de Sanabria também erraram. O vencedor só veio no mata-mata dos pênaltis, quando Jonathan Tah perdeu e Jose Canale fechou o placar por 4×3.

O Paraguai enfrentará agora o vencedor de França e Suécia, jogo que será disputado nesta terça-feira (30), às 18h.

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