Família se despede de Oscar em cerimônia reservada de cremação

O ídolo Oscar Schmidt foi cremado na noite dessa sexta-feira (17) em São Paulo. A cerimônia foi restrita a familiares e amigos próximos do ex-jogador. Em nota nas redes sociais, a família agradeceu o apoio dos fãs e pediu respeito. “A família agradece, com carinho, todas as mensagens de apoio, força e solidariedade. A despedida foi realizada de forma discreta, apenas entre parentes próximos. Pedimos respeito e privacidade neste momento”, diz a nota.

O corpo de Oscar saiu do Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, vestindo a camisa da Seleção Brasileira de Basquete, símbolo da trajetória incrível do ex-jogador dentro das quadras. Esse era um dos pedidos do próprio Oscar e que foi atendido pelos familiares.

Segundo a prefeitura de Santana de Parnaíba, onde o ex-jogador morreu, Oscar passou mal na própria residência no início de sexta-feira (17) e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana pelo Serviço de Resgate, “já em parada cardiorrespiratória (PCR), chegando à unidade um pouco antes das 14h sem vida”.

Projeto que Oscar Schmidt viabilizou vence torneio escolar nacional

Este foi o motivo que levou Oscar Schmidt a ser internado e falecer horas depois

Oscar Schmidt foi diagnosticado com um câncer no cérebro em 2011. Havia passado por cirurgias e por diversos tratamentos. Em 2022, decidiu interromper os cuidados. Em 2014, também teve diagnosticada uma arritmia cardíaca.

Era casado com Maria Cristina Victorino desde 1981. Teve dois filhos: Filipe, nascido em 1986, e Stephanie, nascida em 1989.

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A dois minutos de entrar em quadra, a equipe do Porãbask ficou emocionada e em silêncio na noite desta sexta-feira (17). Na final do basquete masculino dos Jogos Escolares Brasileiros (Jebs), na categoria sub-18, em Brasília, os rapazes da cidade de Ponta Porã (MS), representando Mato Grosso do Sul, souberam da morte do ex-jogador Oscar Schmidt. Para eles, o Mão Santa significa mais que um ídolo esportivo.

Oscar, para os jovens e para o treinador Hugo Costa, de 59 anos, é bem mais do que uma imagem na TV ou no computador. Foi o atleta que viabilizou, há 19 anos, o projeto social, que deixou de ter uma estrutura improvisada, ganhou um ginásio e voou longe. As emoções da final contra o time que representava São Paulo e a notícia triste da morte do ídolo misturaram-se em quadra. 

Porém, muitos outros sentimentos ainda estariam guardados com a vitória, por 74 a 63, e a subida inédita no lugar mais alto do pódio. O treinador Hugo Costa estava com os olhos molhados de emoção. Foi ele que criou, em 2004, o projeto social com o nome de “Meninos do Terrão”. Isso porque a quadra era improvisada no Jardim Irene, na periferia da cidade.  

Este foi o motivo que levou Oscar Schmidt a ser internado e falecer horas depois

Jogador de basquete Oscar Schmidt morre aos 68 anos| Agência Brasil

Do terrão ao ginásio

Em 2007, Oscar fez palestras na cidade, conheceu e se aproximou do projeto. Hugo Costa, que era fã do Mão Santa, de repente passou a chamá-lo de amigo. Passou a receber dele incentivo permanente para que o terrão virasse uma quadra com estrutura e fosse coberta. Oscar pedia recursos para o projeto em todas as palestras que fazia. “A gente comprou o terreno e ele ajudou a construir o ginásio. Inclusive, o ginásio leva o nome dele”.

O treinador lamentou a coincidência de ser campeão no dia da morte do seu maior incentivador. “Nós disputamos mais de 20 jogos escolares. Sempre chegamos perto. Foi a primeira vez que fomos campeões. Que seja uma homenagem a ele”.

Periferia

Oscar, segundo o treinador, deixou a ele o aprendizado de ser obstinado para chegar ao objetivo.

“Muita gente pensa que basquete não seria para pobre. Nem para periferia. O Oscar ensinou para a gente que é possível fazer basquete em qualquer lugar”.

E mais do que formar jogadores, o objetivo do projeto tem sido alcançado: formar pessoas. “São homens formados em educação física, em medicina… várias profissões. Eu tenho contato com todos até hoje”. 

Ele explica que a presença do clube na comunidade mudou a face do lugar. Transformou em referência esportiva. “Acho que o papel do profissional de educação física é este: educar a criança por meio do esporte para que seja responsável e disciplinada. O esporte pode ensinar isso”, afirma.

No pódio

Ao subir no pódio, lembrou dos treinos, do tempo longe da família e do seu papel de educador. “Eu disse aos meninos que eles nunca mais vão esquecer esse momento. Vão passar aos filhos deles”.

Antes de pensar em filhos, o que o estudante Rafael Cardozo, de 17 anos, pensou ao subir no pódio foi na mãe, que cria sozinha ele e o irmão mais novo. Tão logo houve o apito final, conseguiu avisá-la. “Tenho que agradecê-la por tudo”. Abraçou também o professor.

Ele está no terceiro ano do ensino médio e pensa em fazer faculdade de gestão hospitalar. O basquete também está nos planos como diversão. “Quero chegar lá no topo. E é preciso trabalhar pra chegar lá”, diz.

A morte de Oscar mexeu com o jovem. “Sabemos como ele era importante para o Brasil e para o nosso projeto”. Também estava tocado com a ocasião o cestinha da partida, o pivô Samuel Menezes, de 17 anos, (com 30 pontos no jogo). Ele está no terceiro ano do ensino médio e quer chegar ao curso superior de educação física. “Quero ficar no esporte”.

Cestinha

No pódio, lembrou dos treinos diários e no esforço dele e dos colegas. Abraçou amigo por amigo já com a medalha no peito. Ligou para a mãe, que é dona de casa, e para o pai, que é ourives. O rapaz recordou da notícia da morte do ídolo e que costuma assistir aos jogos antigos de Oscar pela internet.

“Só temos a agradecer a ele. Hoje eu fui o Mão Santa do meu time”, sorriu. Depois da vitória, a quadra estava tomada por sorrisos e outras emoções. Nada de silêncio.

Este foi o motivo que levou Oscar Schmidt a ser internado e falecer horas depois

Morte de Oscar Schmidt comove o Brasil: relembre os últimos momentos e o legado do “Mão Santa”

O esporte brasileiro amanheceu em luto nesta sexta-feira (17) com a confirmação da morte de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial. Aos 68 anos, o ex-jogador não resistiu após ser internado às pressas em um hospital em São Paulo, encerrando uma trajetória marcada por talento, recordes e uma dedicação incomparável ao esporte.

Internação repentina e falecimento

Segundo informações divulgadas, Oscar passou mal e foi rapidamente encaminhado para atendimento médico de emergência. Apesar dos esforços da equipe de saúde, seu estado era grave, e ele acabou falecendo pouco tempo após dar entrada no hospital.

O ex-atleta já enfrentava, desde 2011, uma longa batalha contra um câncer no cérebro, condição que exigiu diversos tratamentos ao longo dos anos. Ainda assim, sempre manteve uma postura resiliente, tornando-se exemplo de força e superação para milhões de brasileiros.

Jogador de basquete Oscar Schmidt morre aos 68 anos| Agência Brasil

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Uma carreira lendária no basquete mundial

Conhecido como “Mão Santa”, Oscar Schmidt construiu uma carreira que atravessou gerações. Ao longo de mais de duas décadas nas quadras, acumulou impressionantes 49.703 pontos, sendo reconhecido como um dos maiores pontuadores da história do basquete.

Pela Seleção Brasileira, sua trajetória também foi histórica:

  • 326 partidas disputadas
  • 7.693 pontos marcados
  • Participação em cinco edições dos Jogos Olímpicos
  • Recorde de maior pontuador da história olímpica, com 1.093 pontos

Seu desempenho em competições internacionais colocou o Brasil em destaque no cenário global, consolidando seu nome entre os gigantes do esporte.

Momentos inesquecíveis com a camisa do Brasil

Entre tantos feitos marcantes, um dos mais lembrados aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na ocasião, Oscar liderou a Seleção Brasileira em uma vitória histórica sobre os Estados Unidos por 120 a 115 — um resultado considerado um dos maiores da história do esporte nacional.

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Outro momento memorável foi sua atuação nas Olimpíadas de Seul, em 1988, quando marcou 55 pontos em uma única partida contra a Espanha, demonstrando toda sua capacidade ofensiva.

A escolha que marcou sua trajetória

Mesmo sendo draftado para jogar na NBA, Oscar Schmidt tomou uma decisão que definiu sua carreira: recusou atuar na liga norte-americana para continuar defendendo a Seleção Brasileira.

Na época, jogadores da NBA não podiam disputar competições internacionais por seus países. Fiel à camisa do Brasil, Oscar optou por representar sua nação, reforçando ainda mais sua imagem de ídolo comprometido com o esporte nacional.

Legado dentro e fora das quadras

Mais do que números impressionantes, Oscar Schmidt deixa um legado que vai além do basquete. Sua disciplina, paixão pelo esporte e postura diante das adversidades o transformaram em uma referência para atletas e fãs.

Após o diagnóstico da doença, ele passou a compartilhar sua experiência em palestras e eventos, levando mensagens de superação e resiliência. Sua história inspirou não apenas esportistas, mas pessoas de diferentes áreas.

Comoção e homenagens

A notícia de sua morte gerou forte repercussão nas redes sociais e no meio esportivo. Atletas, jornalistas e fãs prestaram homenagens ao ídolo, destacando sua importância para o crescimento do basquete no Brasil e no mundo.

Clubes, federações e entidades esportivas também se manifestaram, ressaltando o impacto duradouro de sua carreira e a importância de sua contribuição para o esporte.

Um ícone eterno do esporte brasileiro

A partida de Oscar Schmidt representa uma perda irreparável para o esporte. No entanto, sua história permanece viva — seja nos recordes que estabeleceu, nas vitórias que protagonizou ou na inspiração que deixou para futuras gerações.

Oscar não foi apenas um grande jogador. Foi um símbolo de dedicação, talento e amor pelo basquete — um verdadeiro ícone que continuará sendo lembrado por tudo o que representou dentro e fora das quadras.


Tags: Oscar Schmidt, basquete, luto, esporte brasileiro, seleção brasileira, olimpíadas, Mão Santa

Jogador de basquete Oscar Schmidt morre aos 68 anos| Agência Brasil

Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial faleceu nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba (SP), na Grande São Paulo.

O atleta enfrentou um tumor cerebral por cerca de 15 anos.

“Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo”, disse a assessoria do jogador, em nota. 

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Segundo a assessoria, a despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

De acordo com a prefeitura de Santana de Parnaíba (SP), onde o ex-jogador morreu, Oscar passou mal em sua residência e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) pelo Serviço de Resgate, “já em parada cardiorrespiratória (PCR), chegando à unidade sem vida”.

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Trajetória

Na foto, Oscar Schmidt e outra lenda do basquete, Michael Jordan (d). Foto: Oscar Schmidt/Instagram

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu no dia 16 de fevereiro de 1958, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. 

Começou a se interessar por basquete aos 13 anos, após se mudar para Brasília, por influência de seu técnico Zezão, que o incentivou a procurar o Clube Vizinhança, que era treinado pelo técnico Laurindo Miura.

Em 1974, aos 16 anos, Oscar mudou-se para São Paulo, para iniciar a carreira no infanto-juvenil do Palmeiras. Foi convocado para a seleção juvenil de basquete em 1977 e eleito melhor pivô do sul-americano juvenil. 

Na seleção principal de basquete do Brasil, foi campeão sul-americano e ganhou medalha de bronze. 

Em 1979, ganhou um dos títulos mais importantes de sua carreira: a Copa William Jones, o mundial interclubes de basquete. No ano seguinte, disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou. 

Disputou outras quatro olimpíadas: Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996), sempre se destacando como cestinha da competição. 

Oscar jogou 11 temporadas na Itália, oito pelo Juvecaserta e três pelo Pavia

Em 1995, Oscar decidiu retornar para o Brasil, passando a jogar no Corinthians, onde ganhou, em 1996, o oitavo título brasileiro de sua carreira.

​​No Brasil, Oscar ainda jogou pelo Banco Bandeirantes, entre 1997 e 1998, Mackenzie, entre 1998 e 1999 e Flamengo, entre 1999 e 2003. 

No rubro-negro, alcançou uma das marcas mais expressivas de sua carreira: maior cestinha da história do basquete, com 49,737 pontos. Até então, esse posto pertencia a Kareem Abdul-Jabbar, com 46.725 pontos. 

Em 1991, Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela Fédération Internationale de Basketball (Fiba). Também integrou o Hall da Fama da NBA. 

Em 2003, Oscar se aposentou das quadras. 

Vivendo intensamente

Em 2022, à época com 64 anos, Oscar recebeu a equipe do Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, em sua casa em São Paulo. Em meio a uma sala lotada de medalhas e troféus, ele relembrou a carreira e falou sobre a atuação como palestrante, atividade que assumiu após se aposentar das quadras. 

“Eu não acho que eu tenho 64 anos. Eu vivo minha vida intensamente, mas por outro lado, calmamente”, declarou.  

“Eu adoro fazer palestra que eu vejo os olhos das pessoas olhando assim para mim, batendo palma. E eu estou contando a minha história para eles. Isso repõe, em parte, tudo aquilo que eu perdi parando de jogar”.

Matéria e título alterados às 18h23 para corrigir o local de falecimento de Oscar

Brasil lamenta morte de Oscar Schmidt, veja repercussões

A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) lamentou a morte do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Em nota, a entidade destacou que Oscar despede-se como símbolo absoluto do esporte e que ele redefiniu os limites do possível dentro das quadras.

“O maior jogador da história do basquete brasileiro despede-se como um símbolo absoluto do esporte, dono de uma trajetória que. A CBB lamenta com um pesar profundo a perda de um dos maiores ídolos da história do esporte mundial”, disse a CBB.

A confederação ressaltou ainda o reconhecimento que Schmidt recebeu das maiores ligas e federações mundiais de basquete. “O reconhecimento veio em escala global. Oscar foi incluído no Hall da Fama da FIBA [Federação Internacional de Basquetebol] e, de forma inédita, também no Hall da Fama da NBA [principal liga de basquete dos Estados Unidos], mesmo sem ter atuado na liga, uma distinção reservada a nomes que transformaram o jogo”.

Ministério do Esporte lamenta morte de Oscar: “Inspirou gerações”

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O Comitê Olímpico do Brasil (COB) também lamentou a morte do ex-jogador e destacou que Oscar representou os valores que definem o espírito olímpico.

“Conhecido como ‘Mão Santa’, Oscar foi recordista brasileiro em participações olímpicas no basquete, disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição”, disse o presidente do COB ,Marco Antonio La Porta.

O comitê ressaltou também que, em 2019, homenageou o atleta com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, “por sua dedicação incansável ao aperfeiçoamento dos fundamentos, a eficiência técnica e física e o espírito coletivo”. No início de abril, a lenda do basquete brasileiro ingressou no Hall da Fama do COB, mas não pôde comparecer ao evento e foi representado por seu filho, Felipe Schmidt.

Clubes

Nas redes sociais, o Clube de Regatas do Flamengo, onde Oscar jogou entre 1999 e 2003, lamentou profundamente o falecimento “de um dos maiores ídolos da história do nosso basquete e do esporte mundial”. 

Familiares destacam exemplos de Oscar Schmidt

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“O eterno Mão Santa honrou o Manto Sagrado com sua genialidade, paixão e arremessos inesquecíveis, marcando época na Gávea e enchendo de orgulho a Nação Rubro-Negra. Seu legado absoluto transcende as quadras e inspirará gerações eternamente. Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos os fãs neste momento de imensa dor. Descanse em paz, lenda”, disse o clube. 

Primeira equipe em que atuou profissionalmente, a Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP) lamentou a morte de Oscar e destacou que o atleta deu seus primeiros passos profissionais com a camisa alviverde, com a qual estreou em agosto de 1975, com 17 anos, em um jogo contra o Sírio, quando marcou seus primeiros quatro pontos. 

Em 1977, ainda pelo Palmeiras, sagrou-se pela primeira vez campeão brasileiro, em uma final histórica contra o Flamengo.

“Antes de se tornar um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma referência eterna da Seleção Brasileira de Basquete, Oscar Schmidt deu seus primeiros passos como atleta profissional vestindo a camisa alviverde. Foi na Sociedade Esportiva Palmeiras que o jovem talento iniciou uma trajetória que, anos depois, o levaria ao reconhecimento internacional”, disse o clube, em nota.

O Sport Club Corinthians Paulista também lamentou o falecimento de Oscar Schmidt, que ganhou, em 1996, seu último título nacional pelo clube. 

“Maior pontuador da história do esporte até 2024, Oscar liderou o Corinthians ao seu último título nacional, conquistado em junho de 1996. Este feito o fez estar imortalizado na Calçada da Fama do Memorial Corinthians e Poliesportivo”, destacou o clube.

O Clube Vizinhança, de Brasília, onde Oscar começou a jogar basquete, também homenageou o atleta. “Hoje, o nosso Vizi está em silêncio”, escreveu o clube em uma rede social. 

Segundo o clube, Oscar é um nome que transcende o esporte

“Foi aqui que vieram os primeiros arremessos. Os primeiros sonhos.Os primeiros sinais de uma grandeza que o mundo inteiro viria a conhecer. É uma despedida que entristece. Mas também emociona lembrar que o Vizinhança fez parte do início de uma história tão grandiosa, construída com talento, disciplina, paixão e amor pelo basquete”.

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Despedida

Oscar Schmidt enfrentou um tumor cerebral por cerca de 15 anos. Segundo sua assessoria, a despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Segundo a Prefeitura de Santana de Parnaíba (SP), onde o ex-jogador morreu, Oscar passou mal em sua residência e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) pelo Serviço de Resgate, “já em parada cardiorrespiratória (PCR), chegando à unidade sem vida”.

 

Matéria ampliada às 18h03 e às 21h06

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