Atleta da Tanzânia vence São Silvestre e Nubia de Oliveira chega em 3º

Repetindo o resultado do ano passado, a atleta brasileira Nubia de Oliveira novamente alcançou o pódio da Corrida Internacional de São Silvestre, ficando na terceira colocação. Ela completou a prova com o tempo de 52 minutos e 42 segundos.

A corrida foi vencida pela atleta da Tanzânia, Sisilia Ginoka Panga, que fez o tempo de 51 minutos e 09 segundos. Esta foi a primeira participação de Sisilia na São Silvestre, que liderou toda a prova, mantendo um ritmo forte e grande distância das demais atletas.

A queniana Cynthia Chemweno chegou na segunda colocação, também repetindo a mesma posição do ano passado. Ela completou a prova fazendo o tempo de 52 minutos e 30 segundos.

O quarto lugar é da peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga. Já a quinta posição foi conquistada pela queniana Vivian Jeftanui Kiplagati.

Há quase 20 anos, o Brasil não sobe ao topo do pódio da São Silvestre . A última brasileira a vencer a corrida foi Lucélia Peres, em 2006.

Com disposição e alegria, corredores anônimos agitam a São Silvestre

A mais tradicional corrida de rua do Brasil chega à sua centésima edição, alcançando um recorde no número de inscritos. Mais de 55 mil pessoas se cadastraram para participar dessa edição histórica da Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece na manhã desta quarta-feira (30) na capital paulista.

A maior parte deste público é formada pelos corredores anônimos, pessoas que vem de diferentes partes do país e também de outras partes do mundo para se exercitar, se divertir ou até mesmo para cumprir uma promessa. Os motivos são variados, mas uma coisa eles têm em comum: eles encerram o ano com muita motivação e alegria e o difícil objetivo de conseguir completar a prova, enfrentando até mesmo o imenso calor que atinge a capital paulista na manhã desta quarta-feira.

Uma dessas corredoras é Iza Soares, 43 anos, do Rio de Janeiro, que veio participar da corrida vestida de brigadeiro, uma forma de homenagear o trecho mais famoso e difícil da Corrida de São Silvestre: a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.

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“Vim fantasiada de brigadeiro porque é o momento mais emblemático da corrida. Só chega na [avenida] Paulista quem passa pela Brigadeiro. E ali, ao contrário do que as pessoas pensam, que é o medo, ali é a verdadeira festa, é a hora de jogar tudo para o alto e curtir”, disse ela à reportagem.

Esta é a segunda vez em que ela participa da corrida.

“A São Silvestre é a nossa tradição e simboliza tudo nesse último dia do ano: tudo que a gente correu, tudo que a gente viveu. E é um momento de celebrar tudo isso. É, sem dúvida, a corrida mais importante do Brasil”, ressaltou Iza. “Isso só vai acontecer de novo daqui a 100 anos. Então é imperdível, não tem como não estar aqui hoje”.

A jovem Laila de Andrade da Silva, 29 anos, também veio fantasiada para a sua primeira participação na São Silvestre. Correndo ao lado de um grupo de amigos, eles vieram para a prova vestidos de personagens da série televisiva Teletubbies. “O pessoal queria alguma coisa diferente. Eu pensei numa coisa que fosse fácil para todo mundo conseguir roupa e foi essa mesmo. Todo mundo topou”, explicou. “Estou com bastante expectativa porque esta é a centésima edição, então eu sei que tem um peso diferente, que é muito importante e eu espero que dê tudo certo e que a gente se divirta acima de tudo. Um trecho que preocupa mais é a [subida da]  Brigadeiro porque todo mundo tem medo da mais temida, né? Mas a gente vai vencer com certeza e vai fazer a dancinha no final”, brincou.

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Pessoas aguardam o início da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil 

Participação das mulheres é recorde

Neste ano, a participação de mulheres na São Silvestre cresceu e bateu recorde. De acordo com os organizadores, 47% das pessoas que se inscreveram para participar da prova são mulheres.

As amigas Islaine Souza, 45 anos, e Thais Crespo, de Jacareí, interior paulista, fazem parte dessa estatística. Elas que vão participar pela primeira vez da São Silvestre, integram um grupo de 400 mulheres que costumam correr em Jacareí.

“Nós temos um grupo de mulheres corredoras em Jacareí, que tem cerca de 400 mulheres. Tem muitas delas aqui na corrida [de hoje] e a São Silvestre é um ícone para os corredores. Esse é um dia de celebração. A gente queria muito estar aqui hoje. A gente está na verdade aqui conquistando mais um marco na nossa carreira de corredoras”, brincou Islaine.

Para marcar esse dia, elas vieram fantasiadas de bailarinas. “Bailarinas pisca-pisca. A nossa saia brilha porque a gente quer aparecer na São Silvestre”, ressaltou Islaine. “Nossa ansiedade está a mil porque essa é a nossa primeira São Silvestre. Estamos aqui para celebrar o nosso momento, o nosso ano e tudo que a gente conquistou durante o ano. Isso aqui é uma celebração”, completou Thais.

Para elas, é muito importante ver mulheres correndo. “Para a gente é uma conquista muito grande porque eu acho que correr todo mundo acha legal, todo mundo acha bonito. Mas para nós, mulheres, que temos que cuidar da casa, do filho, do marido, do trabalho e dar conta de tanta coisa e ainda conseguir evoluir na corrida, fazer os treinos todos os dias, conseguir 1 km a mais, essa é uma conquista muito grande”, disse Islaine.

Ao contrário dessas duas amigas, que participam a São Silvestre pela primeira vez, Wantuil do Carmo Osório, 73 anos, chega à sua 25a participação na prova. Morador de Santo André, na Grande São Paulo, ele é uma das 5,5 mil pessoas com mais de 60 anos que integram a São Silvestre neste ano.

“Esse é um hobby. Comecei a correr já faz 25 anos. Corri a primeira, gostei e não parei mais. Aqui é festa, alegria total”, disse ele à reportagem da Agência Brasil. “É muito bacana a evolução [da prova]. A gente acha legal porque estamos motivando outras pessoas. Está sempre aumentando [o número de inscritos], então fico até emocionado”, disse ele.

Após participar de tantas provas, Wantuil não se preocupa com as dificuldades da prova. “Como eu já estou habituado, estou acostumado, então não tenho tanta dificuldade”, falou.

 

 

 

Gabi Guimarães é segunda melhor jogadora de vôlei do mundo em 2025

Capitã da seleção brasileira de vôlei, Gabi Guimarães foi escolhida a segunda melhor jogadora de 2025 pela Federação Internacional (Volleyball Word). Atualmente no clube italiano Conegliano, a ponteira foi anunciada nesta terça-feira (30), três dias após a entidade eleger a compatriota Julia Kudiess, central da seleção, a quinta melhor atleta do mundo. A lista será concluída na quarta (31) com o anúncio da número 1 da temporada.

Em postagem nas redes sociais, a Volleyball Word ressalta a excelência de Gabi nas competições, tanto pelo clube quanto na Amarelinha.

“Adorada pelos fãs, respeitada pelas adversárias e referência para todas as companheiras de equipe, Gabi personifica a ponteira moderna. Passando, defendendo, atacando, liderando, a Miss Tudo faz tudo. A filha do deus do vôlei”, diz a nota.

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A ponteira é enaltecida por sua liderança, equilíbrio, inteligência e consistência em quadra. A entidade também destaca o desempenho de Gabi em competições internacionais: “seu impacto foi igualmente constante, ancorando sua seleção com compostura, versatilidade e garra”.

A temporada 2024/2025 foi da segunda de Gabi no Conegliano. A brasileira conquistou três títulos com o clube: a Liga italiana de vôlei – em que foi eleita MVP (sigla em inglês para jogadora mais valiosa) –, a Liga dos Campeões, que lhe rendeu os prêmios de melhor ponteira e melhor recepção, e também a Copa da Itália. No Mundial de Clubes, Gabi foi vice-campeã com o Conegliano, e também foi escolhida a melhor ponteira da competição. À frente da Amarelinha, a jogadora faturou a prata na Ligas das Nações e bronze no Mundial – em ambas as competições também sobressaiu como melhor ponteira.

Brasileiros e portuguesa entram para o Hall da Fama da São Silvestre

Os atletas Rosa Mota, de Portugal, e Marilson dos Santos e Carmem de Oliveira, do Brasil, que fizeram história na corrida de rua, eternizaram hoje (29) as marcas de seus pés no Hall da Fama da corrida internacional de São Silvestre. A cerimônia ocorreu na Expo São Silvestre, que ocorre no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

As placas, com as impressões dos pés dos três atletas, agora se juntam à do queniano Paul Tergat. Maior vencedor da prova entre os homens, com cinco vitórias conquistadas, Tergat inaugurou o Hall da Fama da São Silvestre em agosto deste ano, quando a mais tradicional corrida de rua do país completa a sua centésima edição.

 

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São Paulo (SP), 29/12/2025 – Rosa Mota durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida: “Fiquei apaixonada pela corrida e participei durante seis anos consecutivos”. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

Uma das atletas homenageadas, a portuguesa Rosa Mota, a maior vencedora da corrida, com seis títulos seguidos, entre 1981 e 1986, falou de sua sua emoção de ser eternizada, com as marcas de seus, na história da São Silvestre. 

“Fico muito orgulhosa por fazer parte desta história. Espero que muitos de vocês também façam. O primeiro ano que vim à São Silvestre, gostei tanto, tanto, fui tão acarinhada. Todas as São Silvestres que participei foram à noite. Era uma festa muito grande na rua. Fiquei apaixonada pela corrida e participei durante seis anos consecutivos”, disse Rosa, durante o evento.

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A atleta Carmen de Oliveira, primeira brasileira a vencer a prova desde que ela se abriu para a participação de estrangeiros, também deixou sua marca em uma das placas do Hall da Fama. “Estou aqui curtindo esses mimos que você pode ter de uma prova desse nível. [Hoje são] mais de 55 mil pessoas correndo. Estou aqui revendo amigos, sonhando com uma performance cada vez melhor. Então, para mim, hoje isso aqui é um prêmio”, falou.

 

São Paulo (SP), 29/12/2025 – Corredora Carmem de Oliveira, primeira brasileira a vencer a prova desde que ela se abriu para a participação de estrangeiros, também deixou sua marca em uma das placas . Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

O outro homenageado foi Marilson dos Santos, o brasileiro que mais venceu a São Silvestre desde que ela se tornou internacional. Foram três vitórias, conquistadas em 2003, 2005 e 2010.

“É a maior prova que a gente tem no país, a mais popular, a prova que todo mundo assiste, a prova que todo mundo ouve falar. Todo mundo que diz que está correndo e que está começando quer correr [a São Silvestre]. Então é muito gratificante ter feito parte da história da São Silvestre”, disse.

A 100ª edição da São Silvestre acontece na manhã da próxima quarta-feira (31). Neste ano, mais de 55 mil pessoas se inscreveram para participar da corrida, alcançando um novo recorde para a prova.

Caminhos da Reportagem celebra centenário da Corrida de São Silvestre

Uma das provas mais icônicas do Brasil chega à centésima edição este ano: a São Silvestre. Criada em 1925 pelo empresário e jornalista Cásper Líbero, a prova atravessou um século de história e se consolidou como um dos eventos esportivos mais prestigiados do Brasil e da América Latina. Para marcar o centenário, o premiado programa Caminhos da Reportagem apresenta episódio especial 100 vezes São Silvestre, que vai ao ar excepcionalmente às 22h30 desta segunda-feira (29), na TV Brasil.

A corrida coroou atletas memoráveis e se firmou como símbolo de celebração e pertencimento nas ruas da capital paulista, atraindo, a cada edição, milhares de corredores profissionais e amadores. O programa traz grandes nomes que contam a história do evento e celebram sua importância para a cultura esportiva do país.

Inspirada em corridas de rua que Cásper Líbero conheceu em Paris, a corrida teve na sua primeira edição 48 corredores. O jornalista e diretor-executivo da São Silvestre, Erick Castelhero, conta como a corrida já trazia, desde o início, uma de suas características mais famosas.

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“A ideia era sempre linkar ali a última noite do ano com o Réveillon e já chamando para um novo ano. Talvez o Cásper não imaginasse que [a prova] ia chegar ao que ela é hoje.” 

Nas primeiras edições, apenas atletas brasileiros disputavam a prova. O primeiro vencedor foi Alfredo Gomes. Neto de escravizados, ele é também o primeiro atleta brasileiro negro a participar dos Jogos Olímpicos. Em 1945, corredores estrangeiros começaram a participar da competição.

A partir dessa mudança, o Brasil ficou décadas sem vencer a prova. O jejum foi encerrado em 1980, com a histórica vitória de José João da Silva. Atleta do São Paulo Futebol Clube, ele comenta o impacto daquele título, assumindo a liderança nos últimos metros. 

“Ali eu não tinha ideia, para te falar a verdade, do tamanho da vitória. Parou o país, foi uma Copa do Mundo. Essa vitória foi um marco grande.”

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Cinco anos depois, o atleta venceria novamente a prova, tornando-se um dos poucos brasileiros a alcançarem tal feito.

O crescimento da São Silvestre e do seu nível competitivo atraiu atletas de várias partes do mundo. A mexicana María del Carmen Díaz, tricampeã da São Silvestre (1989, 1990 e 1992), treinava numa região de vulcões próxima a Toluca, sua cidade natal. Em São Paulo, superou o calor de 30 graus para vencer a primeira São Silvestre disputada no período da tarde. Ela rememora com carinho o apoio do povo nas ruas:

“Eu realmente admiro o público brasileiro porque, como sempre disse, fui mais reconhecida em outro país do que no próprio México.Sinto orgulho porque há corredoras, corredores e crianças que me dizem que, por minha causa, praticam esportes e gostam de corridas.”

Foi apenas a partir da 51ª edição que a São Silvestre passou a ter uma prova feminina. A maior vencedora é a portuguesa Rosa Mota, com seis títulos consecutivos que inspiraram gerações de novas corredoras.

A brasileira Maria Zeferina Baldaia assistiu as vitórias de Rosa na TV, quando criança, e decidiu que também queria ser atleta. No entanto, realizar o sonho de vencer a São Silvestre não foi nada fácil.

“Eu corri durante 15 anos descalça porque eu não tinha tênis, meus pais não tinham condições de comprar e mesmo assim eu continuei correndo. Eu tinha o objetivo de ajudar minha família”, relembra Maria.

Treinando nos canaviais de Sertãozinho, no interior de São Paulo, Maria Zeferina deu os primeiros passos que a levariam à inesquecível vitória da São Silvestre em 2001. O título não mudou apenas a vida de sua família, mas também ajudou a fortalecer a cultura esportiva na sua cidade, que hoje conta com um centro olímpico batizado com seu nome: “E hoje eu poder estar fazendo o que eu ainda faço, que é correr e poder treinar e ver as crianças, jovens e adultos, isso não tem preço”.

Fenômeno popular

Ao longo de um século, a São Silvestre se consolidou também como um fenômeno popular. Milhares de atletas amadores de todo o país se encontram na Avenida Paulista para celebrar a virada do ano, a superação dos próprios limites e a paixão por correr.

Ana “Animal” Garcez, atleta e ícone da São Silvestre. Frame: TV Brasil

Entre eles, estará Ana Garcez, conhecida pela comunidade do atletismo como “Ana Animal”. Irreverente e com muitos resultados de destaque, ela chegou a morar nas ruas, mas hoje tem a chance de passar por essas mesmas vias celebrando a corrida como um propósito na sua vida.

“A corrida me trouxe perseverança, me trouxe alegria. Se não fosse a corrida, hoje eu não estava falando aqui com você”, conclui. 

Para marcar o centenário, a São Silvestre deste ano será a maior edição da história. São esperados cerca de 55 mil participantes, com provas feminina, masculina, para pessoas com deficiência e também a São Silvestrinha, evento que reúne duas mil crianças e adolescentes de várias partes do país, formando uma nova geração de apaixonados por corrida.

Corinthians segue imponente no futebol feminino em 2025

O futebol feminino brasileiro encerrou a temporada 2025 com a seleção do técnico Arthur Elias em alta performance e com clubes se consolidando competitivamente. Foi o ano em que o Corinthians, ainda principal força do futebol de mulheres do Brasil, conheceu adversários que balançaram o caminho vitorioso das Brabas corintianas.

Heptacampeão do Brasileiro Feminino série A1 em cima do Cruzeiro em setembro, o Timão se isolou na galeria dos campeões do torneio feminino. As Brabas levantaram a taça pela sexta vez consecutiva. Desde que o Brasileirão Feminino foi retomado pela CBF em 2013, mais da metade dos títulos pertence às jogadoras do Parque São Jorge. Os outros campeões são Centro Olímpico (2018), Ferroviária (em 2014 e 2019) Rio Preto (2015), Flamengo (2016) e Santos (2017). Na Copa Libertadores, as Brabas também mantiveram a soberania, ao faturarem o terceiro título seguido, o sexto no torneio continental (2017, 2019, 202, 2023 e 2024 e 2025). A equipe alvinegra é a que detém maior número de títulos na Libertadores Feminina, criada em 2009.

O estado de São Paulo continua a ser o principal polo do futebol de mulheres no país. Prova disso é que além de Corinthians, São Paulo e Palmeiras ficaram entre os semifinalistas. Mas o que marcou em 2025 foi a constelação vinda de Minas Gerais, comandada pelo técnico Jonas Urias, que brigou diretamente pelo título. As Cabulosas – apelido do time feminino do Cruzeiro – balançaram a hegemonia corintiana ao terminar a primeira fase do Brasileirão na liderança. 

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As Cabulosas balançaram a hegemonia corintiana ao terminar a primeira fase do Brasileirão na liderança. No primeiro jogo da final, elas empataram com as Brabas (2 a 2), mas na partida da volta deixaram escapar o título após derrota por 1 a 0 em São Paulo – Cris Mattos/Staff Images Woman/CBF

A equipe mineira seguiu surpreendendo ao empatar com as Brabas (2 a 2) no jogo de ida da final. No entanto, na partida de volta, as Cabulosas deixaram escapar o título com revés de 1 a 0 na Neo Química Arena, na capital paulista. Pela campanha ao longo da temporada, o Cruzeiro passou ser temido pelos demais clubes. Há que adicionar à campanha do time mineiro a presença festiva e marcante da torcida nos jogos, principalmente como mandante

Mais uma pitada na rivalidade Cabulosas x Brabas foi a eliminação do Cruzeiro pelo Corinthians na Copa do Brasil feminina, ainda na terceira fase da competição, que retornou ao calendário nesta temporada, após hiato de oito anos. Nas quartas de final, o Corinthians foi eliminado pelo São Paulo, que seguiu até às semifinais ao lado de Bahia, Palmeiras e Ferroviária. As Palestrinas e as Guerreiras Grenás fizeram a final do torneio em Araraquara (SP), e o Verdão levou a melhor por 4 a 2, conquistando o título inédito na competição. Destaque da decisão do título e da temporada palmeirense foi a atacante Amanda Gutierres, que brilhou na artilharia do clube com 24 gols no ano.

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Artilheira das Palestrinas com 24 gols na temporada 2025, Amanda Gutierres está de mudança para os Estados Unidos, onde atuará pelo Boston Legacy – Fabio Menotti/Palmeiras/Direitos Reservados

A mesma Amanda Gutierres foi decisiva na conquista do tetracampeonato do Palmeiras no Paulistão. Ela balançou a rede na goleada (5 a 1) do Verdão sobre o Corinthians, que não conseguiu inverter o placar agregado no jogo de volta. Amanda se despediu da equipe paulista para jogar no Boston Legacy, dos Estados Unidos. Ainda no cenário alviverde é importante destacar que 2025 foi o ano de saída da técnica Camilla Orlando para a seleção brasileira Sub-20 e chegada de Rosana Augusto, ex-jogadora do Palmeiras. Rosana estava no Flamengo, que a dispensou em outubro. No mesmo mês ela assumiu o comando técnico das Palestrinas e afinada com a equipe encerrou 2025 com mais dois títulos no currículo.

Séries A2 e A3

A TV Brasil transmitiu a série A1 e também as fases finais das séries A2 e A3. Na segunda divisão, o Santos foi campeão ao derrotar o Botafogo por 2 a 1 no placar agregado. Além das Sereias da Vila (apelido do time feminino do Santos), Botafogo, Fortaleza e Atlético-MG também subiram para a elite do futebol feminino em 2026. A próxima edição do Brasileirão contará com 18 times, dois a mais que em 2025.

Na série A3, o Atlético conquistou o primeiro título nacional da história do futebol do Piauí. O time sagrou-se campeão ao vencer o Vila Nova (ES) na partida de volta por 4 a 0. No jogo de ida, o Tricolor piauiense perdeu por 2 a 1, mas se recuperou com direito a goleada no embate da volta em casa,  no Estádio Albertão, em Teresina.

Seleção brasileira

Depois de um 2024 marcado pela medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, a seleção feminina continuou subindo degraus importantes que consolidam o trabalho do técnico Arthur Elias à frente da equipe e o lugar de respeito perante o mundo. Em 2025, a seleção foi campeã pela nona vez da Copa América feminina após derrotar a Colômbia nos pênaltis.

Emocionante, o jogo final foi embalado pela rainha Marta e por uma inspirada goleira Lorena. Após empate na prorrogação (4 a 4), o Brasil garantiu a vitória nas penalidades. O torneio aconteceu em Quito, no Equador.

Ao longo do ano, a seleção também realizou partidas amistosas com seleções de peso. No segunda partida do ano contra os Estados Unidos, o Brasil cravou vitória inédita sobre as líderes do ranking mundial, na casa das adversárias, pelo placar de 2 a 1. No primeiro embate, a seleção perdeu por 2 a 0.

Depois da Copa América, outros amistosos provaram a boa fase da Amarelinha que cravou vitórias sobre a Inglaterra (2 a 1), Itália (1 a 0) e Portugal (5 a 0). Nem mesmo a derrota para Noruega (3 a 1) no penúltimo amistoso do ano apagou a temporada exitosa da seleção.  Ao todo, foram nove amistosos, seis vitórias e três derrotas.

Bases da seleção

No Mundial Sub-17 feminino, realizado no Marrocos, a seleção comandada pela técnica Rilany Silva terminou em quarto lugar, depois de perder para o  México a disputa pela 3ª posição. O resultado é considerado histórico, pois foi a primeira vez que o Brasil alcançou as semifinais da competição.

Seleção feminina sub-17 encerrou o Mundial em Marrocos com um inédito quarto lugar. Na disputa pelo bronze, após empate em 1 a 1 com o México no tempo regulamentar, a Amarelinha foi superada por 3 a 1 na cobrança de pênaltis – Reprodução Instagram/seleção de base

Já a equipe Sub-20 trocou de comando em junho, quando a técnica Camilla Orlando foi anunciada – ela continuou treinando o Palmeiras, paralelamente, até outubro. A estreia foi em novembro, com empate sem gols contra a Argentina e com goleada (7 a 0) sobre o Paraguai, ambos jogos amistosos. A seleção sub 20 tem como principal objetivo em 2026 o Sul Americano da categoria.

Araguaína vence Tocantinópolis no primeiro jogo da final

O último campeão do futebol profissional brasileiro na temporada começou a ser definido neste sábado (27). Jogando no estádio Mirandão, o Araguaína derrotou o Tocantinópolis pelo placar de 2 a 1, na primeira partida da final do Campeonato Tocantinense. Agora as equipes voltam a medir forças, a partir das 16h (horário de Brasília) da próxima terça-feira (30) no Estádio Ribeirão, em Tocantinópolis, para definir quem fica com o troféu da competição.

Na partida deste sábado, o Araguaína precisou de apenas um minuto de partida para abrir o placar com o zagueiro Clau. Aos seis da etapa final a equipe da casa ampliou com gol de falta de Rafael Leandro. Três minutos depois Emerson garantiu o gol de honra dos visitantes.

Campeonato retomado

A edição 2025 do Campeonato Tocantinense chegou a ter um campeão coroado no dia 5 de abril, o União Araguainense. Mas a escalação indevida de um jogador do União que deveria estar suspenso fez com que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), seis meses após a final, causasse uma reviravolta na competição, anulando os jogos finais e fazendo com que o torneio fosse retomado a partir de uma das semifinais.

Basquete: Maria Aparecida Cardoso Guimarães falece aos 95 anos

Basquete brasileiro perde técnico Cláudio Mortari

Desta forma, o Estadual 2025 terminará menos de três semanas antes de a edição de 2026 começar. O próximo Campeonato Tocantinense já inicia em 17 de janeiro. Os participantes serão Araguaína, Gurupi, Tocantinópolis, Capital, União, Bela Vista e os recém-promovidos Palmas e Guaraí.

Maria Aparecida Cardoso Guimarães falece aos 95 anos

O basquete brasileiro perdeu neste sábado (27) a ex-jogadora Maria Aparecida Cardoso Guimarães, a Cida, que ajudou a seleção brasileira a conquistar o Campeonato Sul-Americano nos anos de 1954 e de 1959, informou a Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

“Bicampeã Sul-Americana com a seleção brasileira em 1954 e 1959, Cida ajudou a construir um caminho sólido para as novas gerações que viriam depois, rompendo preconceitos e conquistando espaço e títulos! Cida iniciou a caminhada de uma família basqueteira, e é mãe do nosso querido Cadum Guimarães, Eduardo, Ângela e Márcia, além de irmã de Maria Helena Cardoso. Nossas condolências aos amigos e familiares. Cida é um exemplo de garra, talento e amor ao basquete e à vida”, afirmou a CBB em nota.

A causa do falecimento de Cida, que tinha 95 anos de idade, não foi revelada. A ex-jogadora, que atuava na posição de pivô, também conquistou com a seleção brasileira duas pratas e um bronze em sul-americanos, além de uma prata e um bronze em jogos pan-americanos.

Basquete brasileiro perde técnico Cláudio Mortari

Astro paralímpico, Gabrielzinho enaltece treinador: “Mente pensante”

Basquete brasileiro perde técnico Cláudio Mortari

O técnico Cláudio Mortari faleceu na última quarta-feira (25) em São Paulo, informou a família em postagem nas redes sociais. Em seus mais de 40 anos de carreira, o treinador dirigiu inúmeras equipes do país, conquistando muitos títulos de expressão, entre eles o do Campeonato Mundial Interclubes com o Esporte Clube Sírio. Ele comandou a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de 1980, disputados em Moscou (Rússia, naquela oportunidade parte da União Soviética).

“Mortari foi um grande ídolo da nossa história. Um técnico de incrível qualidade tática, campeão. Mas, como pessoa, ainda melhor. Um gentleman, um professor. De uma educação e amizade incríveis. O mundo perde demais sem o Cláudio Mortari. O basquete perde um personagem e ídolo e nós perdemos um amigo. Um beijo na família, nos filhos. Vai-se o homem, fica a lenda. Descanse em paz e o risco por tudo que fez por aqui”, declarou o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Marcelo Sousa.

Com vitoriosas trajetórias que resultaram em títulos brasileiros pelo Palmeiras (em 1977) e pelo Rio Claro (em 1995), o treinador, que nasceu em 15 de março de 1948 em São Paulo, foi o comandante da era de ouro do Sírio, liderando a equipe ao título do Campeonato Mundial Interclubes de 1979, com um elenco histórico que contava com Oscar Schmidt, Marcel de Souza e Marquinhos Abdalla. Pelo Sírio, Mortari também conquistou o Campeonato Sul-Americano em três oportunidades e o Campeonato Brasileiro em três edições: 1978, 1979 e 1983.

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Ao longo de sua trajetória, Mortari passou por outros clubes tradicionais do país. Entre eles estão Bradesco, Corinthians, Pirelli, Telesp, Mogi das Cruzes, Mackenzie, Flamengo, Campos, Paulistano, São Bernardo e Esporte Clube Pinheiros, pelo qual alcançou um dos títulos mais importantes do basquete continental, a Liga das Américas de 2013.

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Tricampeão mundial em três provas diferentes. Seis medalhas – cinco ouros e uma prata – em apenas duas Paralimpíadas. Aos 23 anos, o mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, já está na história do esporte paralímpico brasileiro. Ele, porém, não individualiza as conquistas. O nome de Fábio Antunes, seu treinador, sempre está presente nas declarações do nadador. Não foi diferente na entrevista à Agência Brasil.

“A gente brinca que o nosso método de trabalho sempre será nosso. Há várias pessoas [na equipe multidisciplinar], cada uma na sua área, mas todos com um só objetivo, que é me fazer nadar mais rápido. E o Fábio é a mente pensante de tudo isso”, declarou Gabrielzinho, que nasceu com focomelia, doença que impede a formação normal de membros superiores e inferiores.

Os dois trabalham juntos desde 2015. Foram sete anos representando o Clube Bom Pastor, de Juiz de Fora (MG), até a mudança para o Praia Clube, de Uberlândia (MG). A parceria transformou o mineiro, que aprendeu a nadar para “não se afogar”, no principal nome da classe S2, a segunda de maior grau de comprometimento entre as dez da natação paralímpica voltadas à deficiências físico-motoras.

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“Se preciso de um tempo para ajustar as coisas, ele [Fábio] me concede esse tempo para tomar as melhores escolhas. Nosso entrosamento é muito importante. Buscamos fazer tudo com felicidade. A hora de fazer acontecer é um momento tenso, então, se não estiver com cabeça e energia boas, dificulta. Quando se trabalha com alegria, fica mais fácil”, disse Gabrielzinho.

Em 2025, Fábio passou a integrar a comissão técnica da seleção brasileira de natação paralímpica, da qual Gabrielzinho faz parte. No Campeonato Mundial deste ano, em Singapura, o nadador conquistou, pela terceira edição seguida, ouro nos 50 e 100 metros (m) costas e nos 200 m livre, além de quebrar o recorde de sua classe nos 150 m medley mesmo sem ir ao pódio, já que o mineiro enfrentou atletas de uma categoria acima – ou seja, com grau de comprometimento motor inferior ao dele.

O desempenho em Singapura o credenciou a vencer, pelo terceiro ano seguido, o Prêmio Brasil Paralímpico como atleta masculino da temporada. Fábio, por sua vez, foi eleito o melhor treinador de modalidade individual, repetindo o resultado de 2024.

“Foi um ano sensacional. Ainda mais sendo o primeiro após os Jogos, que é quando se atinge o auge, logo em seguida já conseguir bater marcas que fiz em Paris mostra que o planejamento que eu, Fábio e nossa equipe traçamos vem dando certo e tenho a certeza disso com os resultados”, concluiu Gabrielzinho.

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